quarta-feira, dezembro 31, 2008

Mais um ano que acaba e mais um que começa... Desejo uma óptima passagem de ano e um ano de 2009 fantástico!!

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Desejo um belo Natal para toda a gente! Espero que desfrutem de tudo de bom que esta quadra oferece.

sábado, dezembro 20, 2008

Nos meus blogs já expressei a minha admiração pelo cronista José Manuel dos Santos! Na crónica de Sábado passado, ele falou do Porto. Não sou portuense de gema mas vivi lá e sempre tive um fraquinho por esta cidade. E não me podia identificar mais com esta crónica de um forasteiro...

Mais do que a de outras terras, a gente do Porto sabe fazer das fraquezas forças. Por isso, muitas vezes fala no tom dos que não perdem tempo com o que não lhes dá meios para vencer o infortúnio. Há nesse acento áspero uma franqueza parecida com uma altivez natural - a que se exerce sobre o mundo e não sobre os outros. Agustina e Manoel de Oliveira ("longos dias têm cem anos!") chegaram, por caminhos diferentes, ao centro desta filosofia de vida (também é uma psicologia e uma sociologia) que não dispensa a contradição e a ameaça que faz a si mesma.

Eu gosto do Porto. Gosto daquela luz usada e manchada de alvoroço. Gosto da cor de sombra do seu passado. Gosto daquela arquitectura rugosa e solene como a das montanhas. Gosto da visão fantástica do rio e da sua transfiguração quando chega à cidade. Gosto daquela comida que nos persegue como um vaticínio ou um remorso. Ir ao Aleixo e ler sobre a cozinha a palavra "laboratório", enquanto comemos os filetes de polvo com arroz do mesmo, ou a vitela assada com batatas alouradas, é uma iniciação que nunca se trai nem nos trai.

Se vou a Santa Catarina, fico horas entre o Café Majestic, a Confeitaria Cunha (onde à noite há cozido à portuguesa e tripas), as livrarias e as lojas de coisas antigas. Estar no Majestic, com um livro acabado de comprar na mão, e, enquanto o folheamos lentamente, tomar um chá com scones, é concordar com Borges quando diz que a felicidade está ao nosso alcance mais facilmente do que imaginamos.

Porque sabe fazer das fraquezas forças, a gente mais pobre do Porto tem em Lazarilho de Tormes, mesmo sem o conhecer, um modelo. Esse herói pícaro, de cujo livro nunca me despeço, possui um engenho que foi aguçado incessantemente, tornando-se uma arte de viver. No Porto, até os loucos são "performers" - veementes, exibicionistas e proféticos. Um deles costuma permanecer na rua cheia de gente que passa, a comentar as notícias do dia. Cheio de alarmes e presságios, chega, escatologicamente, a anunciar o fim do mundo. Certa vez, uma notícia desse dia anunciava que o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros tinha sido severo com o Irão, reprovando a sua inclinação para enriquecer urânio. O louco gritava a notícia e exclamava em grandes brados: "Metam-se com os iranianos, metam-se! Portugal é pequeno e eles ainda mandam meio país prò caralho!" Das senhoras que passavam - e havia-as distintíssimas a passar -, nenhuma se escandalizou com estas palavras roucas e a sua energia apocalíptica. Pelo contrário: ouviam-nas como um conselho sábio, uma advertência leal, um aviso sensato - e sorriam. Espero que as minhas leitoras (e também os meus leitores) sejam como as ilustres senhoras do Porto - e mostrem indulgência e riso perante palavras que nenhuma inocência está hoje autorizada a desconhecer.

Estive recentemente no Porto e voltei a Santa Catarina. Entrei na Igreja das Almas para ver os azulejos, as imagens e as velas que, rápidas, ardem como os dias do poema de Cavafis. Fui às lojas comprar aquilo que não me faz falta, senão no momento de o comprar. Depois, como estava um sol que fica em nós como uma carícia, passeei na rua a minha alegria infalível.

A dada altura, olhei um mendigo cego que pedia esmola com um cartaz pendurado ao peito, onde li, escrita em letras concebidas pelo designer mais competentemente contemporâneo, esta afirmação inesperada: "A CEGUEIRA NÃO MATA, MAS DIFICULTA". Só um cego do Porto teria a audácia bastante para, desprezando o sentimentalismo persuasivo ou o lirismo mendicante, criar esta frase exacta, prática e eficaz, quase tecnocrática, prevendo os bons resultados financeiros que ela produz, mesmo em tempo de crise. Confesso que também eu não lhe resisti. Aproximei-me do cego e, como Álvaro de Campos, "num gesto largo, transbordante, dei-lhe todo o dinheiro que tinha, excepto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro". Foi a minha maneira de dizer que admirava o engenho com que ele vence o infortúnio.

Mais tarde, quando os meus olhos se emocionavam ao contemplar um prato magnífico de rojões com morcela, pensei comigo que aquela frase transporta uma verdade mais geral do que parece. Aplica-se igualmente à estupidez, que, diz-se, é uma cegueira do espírito: também ela não mata, mas dificulta.
(in Expresso)

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Hoje o menino faz aninhos e como prenda aos seus leitores, não vos vai maçar com os seus escritos...:D

Beijos e abraços a todos...

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Disseram-me que a minha cor é cinza, e que as pessoas que são cinza são:

É uma pessoa atraente e muito activa. Nunca esconde os sentimentos e exterioza tudo o que vai dentro de si. Mas às vezes é egoista. Quer dar nas vistas e não gosta de ser tratada com desigualdade. Consegue melhorar os dias dos outros, pois sabe bem o que dizer na altura certa e tem bom sentido de humor.

Olha, gostei...

terça-feira, dezembro 09, 2008

Não vou em modas! Por vezes à frente delas, outras atrasado. Só agora estou a seguir Os Sopranos! E a adorar... Bela série!!

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Um fim de semana com dois jogos e uma saida é sempre cansativo... Mas estou vivo! Mais ou menos...

segunda-feira, dezembro 01, 2008

A todos os meus leitores e autores dos blogs que visito: não mais este vosso escriba fará comentários! Sem explicações e com um pedido de desculpa....

domingo, novembro 30, 2008

Este ano tenho feito o périplo pelas festas tradicionais. Depois das Feiras Novas de Ponte de Lima, da Feira do Cavalo da Golegã, chegou a vez da Festa do Pinheiro em Guimarães. Uma festa popular em que o longo pinheiro corre a cidade até ser enterrado no Largo de São Gualter! Muita alegria, muito barulho... Se quiserem saber mais, vejam aqui...

quarta-feira, novembro 26, 2008

Uma bela amiga mostrou-me os Kings of Leon! Bela voz, com uma certa sujidade dos anos 80...

terça-feira, novembro 25, 2008

Uma bela música, uma bela mensagem, um belo anúncio... Um dos meus favoritos...

sexta-feira, novembro 21, 2008

Estou ataráxico...

Ataraxia é um termo ligado às correntes filosóficas gregas do Cepticismo, Estoicismo e Epicurismo. Do grego ataraktos, imperturbado: (a = não; tarassein, tarak- = perturbar). Sinónimo para:

Ausência total de preocupações
Paz e imperturbabilidade de espírito;
Ausência de ansiedade;
Tranquilidade e impassibilidade da alma;
Felicidade derivada da virtude;
A experiência do óptimo, a qual leva ao prazer natural, ético e estável.

Segundo tais correntes, a ataraxia é possível de ser alcançada:

Atendendo-se aos desejos naturais;
Ignorando-se os desejos superficiais;

A ataraxia epicurista é basicamente o triunfo da razão do homem - geralmente a duras penas - sobre a irracionalidade do ambiente que o circunda. É um estado de espírito onde o homem deixa de temer o divino, a dor e principalmente, a morte.
(in Wikipedia)

quinta-feira, novembro 20, 2008

Esta música está-me no ouvido... Ainda bem que é das boas... E o último verso? Maravilhoso...



Bon Iver
Stacks


This my excavation and today is kumran
Everything that happens is from now on
This is pouring rain
This is paralyzed

I keep throwing it down two-hundred at a time
It's hard to find it when you knew it
When your money's gone
And you're drunk as hell

On your back with your racks as the stacks as your load
In the back and the racks and the stacks are your load
In the back with your racks and you're un-stacking your load

I've twisting to the sun I needed to replace
The fountain in the front yard is rusted out
All my love was down
In a frozen ground

There's a black crow sitting across from me; his wiry legs are crossed
And he's dangling my keys he even fakes a toss
Whatever could it be
That has brought me to this loss?

On your back with your racks as the stacks as your load
In the back and the racks and the stacks of your load
In the back with your racks and you're un-stacking your load

This is not the sound of a new man or crispy realization
It's the sound of the unlocking and the lift away
Your love will be
Safe with me

terça-feira, novembro 18, 2008

O mundo das mulheres visto por Luis Fernando Verissimo...

Maçã e pêra

Não era exactamente maldade. A Tia Iná era franca. Dizia o que pensava sobre as pessoas e, se as pessoas não gostassem, azar. Ou, como gostava de dizer, "azeite".
- Tia Iná, a senhora chamou o Ildefonso de esquisito.

- E não é?

- Mas a senhora chamou na frente dele! É por isso que ele nunca mais apareceu.

- Azeite.

E o pior era que as opiniões da tia Iná eram certeiras. Impertinentes, insensíveis, mas certeiras. O Ildefonso era mesmo muito esquisito. E as irmãs Cora e Clara, por exemplo. Um dia, a tia Iná apontou para uma adolescente, depois para outra, e sentenciou:

- Maçã e pêra.

A tia Iná não precisou explicar a comparação. Era perfeita. Uma irmã, justamente a Cora, era corada. Se alguém quisesse descrevê-la com menos síntese e precisão do que a tia Iná, poderia usar a óptima palavra "rubicunda", com tudo o que ela sugere. Já a cor da Clara não era apenas clara, parecia ser o que sobrara depois de uma cor indefinida, talvez um vago amarelo, ter desbotado. E não era só a cor. Com duas palavras, a tia Iná definira o destino das duas, as vidas que levariam, baseada nas suas aparências. Uma, uma excitante vida de maçã; a outra, uma vida sem graça de pêra.

Mas acontece o seguinte. A maçã deve boa parte da sua reputação mais à sua imagem do que à sua biografia. Ao contrário do que a maioria pensa, não foi uma maçã que Eva comeu e levou o primeiro casal a ser expulso do Paraíso. Não há nenhuma referência a maçãs no Génesis. A maçã só aparece na Bíblia muitos capítulos depois, nos Cantares de Salomão ("Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor"). Ficou como símbolo do pecado original que nos condenou à finitude e à culpa porque parece ser pecaminosa, mas é inocente. Pode argumentar que nem estava lá na ocasião. Já se especulou sobre qual seria a fruta que Eva comeu no Paraíso, se não foi a maçã. Talvez o figo, que também tem uma aparência lúbrica, hipótese reforçada pelo facto de que em toda a representação antiga do Éden são folhas de figueiras que aparecem cobrindo as partes pudendas de Adão e Eva. O que ninguém nunca especulou é que a responsável pela tentação de Eva fosse a pêra. Logo a pêra?! Mas porque não? Talvez a pêra tenha uma história secreta, ainda a ser revelada. Que melhor disfarce para levar uma vida secreta do que ser conhecida por todos como a irmã sem graça da maçã?

Cora e Clara passaram anos sem ver a tia Iná. Um dia, Cora foi visitá-la. Contou que Clara não gostara da comparação com pêra, ficara sentida, nunca perdoara a tia Iná. Que disse "azeite" e comentou a gordura de Cora:

- Você parece uma vaca leiteira.

Cora deu uma risada. A tia Iná continuava a mesma.

- Estou com três filhos, tia. O último ainda mama no peito.

- Três filhos. Esse corpo disforme... Eu imaginava que você ia ser outra coisa.

- Que outra coisa?

- Não sei. Ter uma vida mais excitante.

- Quem tem uma vida excitante é a Clara. A senhora não tem visto as revistas? Ela é a modelo que mais aparece no momento. Com aquela palidez, aquele ar de subnutrida... Eu também tentei ser modelo, mas não me aceitaram. Disseram que era muito colorida. Acabei nesta vida pacata...

- De vaca leiteira.

- Lembra maçã e pêra, tia?

- Lembro.

- Estão preferindo as peras.


Ou seja, é tudo uma questão de modas...

segunda-feira, novembro 17, 2008

Caminhei pela estrada da memória e decidi por aqui três exitos de um dos maiores cantores românticos portugueses! De sua graça, e que bela graça, Francisco José...

Como é bom Gostar de alguém



Olhos Castanhos



Guitarra Toca Baixinho



Uma maravilha...

sábado, novembro 15, 2008

Este vosso escriba decidiu ir desde quinta-feira à Golegã, ver a Feira de Cavalos. Poucas horas de sono depois e o fígado num estado crítico, devo dizer que foi muito giro. Vi cavalos na rua até às 5h da manhã, vi cavalos dentro de um bar, vi um cavaleiro a vomitar de cima de cavalos. Enfim, vi de tudo. Gosto muito de tradições e esta é uma bela tradição. Agora vou ali tratar da garganta porque o frio era terrivel e os abafadinhos não chegavam.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Neste momento não namoro! Sou um homem livre. E ainda assim meu coração está cativo. Como estará sempre. E ainda bem. Sou um Florentino Ariza! E é bom que ela saiba que sempre que precisar eu estarei aqui, time after time... (tão bom regressar a esta música)



Lying in my bed I hear the clock tick,
and think of you
caught up in circles confusion--
is nothing new
Flashback--warm nights--
almost left behind
suitcases of memories,
time after--

sometimes you picture me--
I'm walking too far ahead
you're calling to me, I can't hear
what you've said--
Then you say--go slow--
I fall behind--
the second hand unwinds

chorus:
if you're lost you can look--and you will find me
time after time
if you fall I will catch you--I'll be waiting
time after time

after my picture fades and darkness has
turned to gray
watching through windows--you're wondering
if I'm OK
secrets stolen from deep inside
the drum beats out of time--

chorus:
if you're lost...

you said go slow--
I fall behind
the second hand unwinds--

chorus:
if you're lost...
...time after time
time after time
time after time
time after time

sábado, novembro 08, 2008

video

Durante muito tempo disse que o meu fado preferido se chamava No teu poema e foi cantado pelo Carlos do Carmo, Dulce Pontes, Mafalda Arnauth e até a Azeituna! Mas apesar de ser cantado por fadistas, é mais uma canção ligeira. Há vários anos ouvi um fado! Sabia ser cantado por José Manuel Osório e que se chamava "Fado da Meia Laranja"! Não me lembrava da letra, mas sei que me tinha tocado. Pois bem, graças ao youtube e a este belo blog descobri-o. Um fado duro, cru, que fala sobre a droga, a Lisboa escondida, marginal, infernal. Ouçam e garanto que não ficarão indiferentes...

"Ali, à Meia-Laranja,


Meio-Inferno de Lisboa,


Onde a morte anda a viver


Há milhares de olhos baços


A vida tem tantos braços


Para a morte se esconder
....
Há punhais de infelicidade

Ali se mata a idade

no coração de Lisboa "

terça-feira, novembro 04, 2008

Ao ver o filme Gothika voltei a ouvir esta bela música! Deixo a versão dos Limp Bizkit e o original dos The Who... Não sei porque sempre gostei da letra! Porque talvez nunca ninguém saiba como é ser "the bad man, the sad man"...





Assim vai o mundo...

sábado, novembro 01, 2008

Hoje tenho um jantar daqueles muito complicados... 12 meninos juntos! Medo, muito medo...

quarta-feira, outubro 29, 2008

Numa maré de filmes em que o amor é discutido, apresento agora Something's gotta give/Alguém tem que ceder! Que bela banda sonora. Que belas interpretações. Haverá idade para amar?

terça-feira, outubro 28, 2008

Nunca tinha visto este filme mas tenho de concordar que tem dos melhores diálogos da história do cinema: When Harry met Sally/Um amor inevitável.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Uma Querida (com Q maiúsculo) Amiga (com A do tamanho do Mundo) fez este post e dedicou-me a mim! Ela postou uma música com uma letra muito bonita sobre as relações à distância. Pois bem, isto é o que acho...



Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl, tonight you look so pretty
Yes you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true


Substitua-se os nomes por Helena, Lisboa e Praça do Comércio e temos o quadro verdadeiro.

Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice, it's my disguise
I'm by your side


Eu também lhe digo a ela para não se preocupar com a distância porque sempre que ela precisar de ouvir a minha voz, eu estou lá.

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me


O que ela me faz é bem quando estou com ela...

Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me, girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good


Neste momento de facto a distância faz mal, mas sei que um dia não a guitarra mas outra coisa qualquer vai fazer com que consigamos estar juntos.

Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all


Não são canções, mas são cartas, são escritos, e tanta coisa ainda por dizer.

A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
and we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time we get through
The world will never ever be the same
And you're to blame


De facto há aviões, comboios e carros! Já usei os dois últimos e se fosse preciso também ia a pé. Mas teria sempre que voltar, e neste momento é esse o problema. E quando pudermos ficar juntos, o nosso mundo não será o mesmo. Será melhor!

Hey there Delilah
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You'll know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah here's to you
This one's for you


Quero que ela se porte bem e que as saudades minhas não a façam sentir mal. Não sei se são mais dois anos, mas espero que menos. Eu vou tentar fazer história, não através da música, mas quem sabe das palavras. E sem dúvida que este post é para ela...

quarta-feira, outubro 22, 2008

A bela Isabel, a propósito do Lobo Antunes, mostrou-me esta declaração de Rita Ferro.



Eu não comparo escritores! Apenas digo se gosto ou não... Rita Ferro é uma escritora com obra! Lobo Antunes tem uma ainda maior, que é o seu próprio estilo. Passou a haver um estilo Lobo Antunes, como passou a haver um estilo Saramago. Dizer que os últimos livros de Lobo Antunes não prestam ou dizer que os últimos de Saramago são maus, é parvo. Porque eles não desaprenderam. Podem ser livros menos ao gosto de Rita Ferro, mas isso não faz com que Lobo Antunes tenha deixado de saber escrever. E depois o ataque pessoal a suposta arrogância dele quando ele não está ali para se defender é baixo. Tenho pena que num país pequeno como Portugal se confunda não gostar da obra de alguém com insulto a alguém.

terça-feira, outubro 21, 2008

Já aqui pus uma vez uma entrevista de Mário Crespo a Lobo Antunes! A propósito do novo livro "Arquipélago da Insónia" ele deu mais uma entrevista. Vejo-o alheado como sempre (da capa), dedicado aos leitores (diz que são eles os autores do livro) e mais sorridente (vê-se que a iminência da morte deu-lhe uma maior alegria de vida). Mário Crespo não esconde a profunda admiração, por vezes nem consegue articular perguntas e parece saber mais da vida e obra de Lobo Antunes que o próprio. Deixo aqui algumas citações da entrevista...

"A nossa vida é uma interminável pergunta. Por vezes angustiada, outras vezes mais ou menos feliz."
"Continua a ser para os portugueses que escrevo. Para as pessoas do meu país."
" A nossa lingua é maravilhosa para escrever. É muito mais fácil ser bom escritor em português."
"No dia em que a mão estava feliz as palavras iam aparecendo."
"E talvez até que ponto não nos é só possivel amar o que perdemos."
"O que gostava de encher um livro de silêncio."
"Para se amar o abismo, temos que ter asas."







segunda-feira, outubro 20, 2008

Tenho estado ausente deste meu cantinho! Estive a pensar em como escrever este texto. Disse há uns tempos que descobri uma mulher fantástica. Com ela vivi momentos maravilhosos que só pecaram por serem poucos. Pois bem, a distância novamente como obstáculo. No princípio houve a hipótese de ficarmos na mesma cidade, mas para já a vida não o permite! Que fazer? Haveria a hipótese de continuarmos nesta relação, mas as saudades e vontade de estar um com o outro começavam a consumir-nos por dentro. E isso podia fazer o pior de tudo: minar a relação de uma forma irreversível! Não queriamos isso! De todo. Logo, a única maneira seria fintar o tempo, o espaço, o destino. Como? Sabemos que existimos. Sabemos que sentiremos sempre algo de forte. E nunca sabemos o que o amanhã nos reserva. Ah, pode aparecer alguém entretanto a qualquer um dos dois. Pode! Do meu lado, não estou para paixões por alguém neste momento. Pode parecer estranho, já falei sobre isso aqui, mas consigo fechar o coração. Consigo ser o Mr. Big! Dizer que não. Pode parecer mauzinho, mas é assim! O coração está fechado para obras. Até ao dia em que for conquistado ou reconquistado. Este blog seguirá dentro de momentos...

quarta-feira, outubro 15, 2008

Estou fascinado.. Sobretudo com o "Ai se fosse o meu..."

domingo, outubro 12, 2008

Voltarei quando estiver um pouco menos esbatido...



Amos Lee
Colors

Yesterday I got lost in the circus
Felling like such a mess
Now I'm down I'm just hanging on the corner
I can't help but reminisce
When you're gone all the colors fade
When you're gone no New Year's Day parade
You're gone
Colors seem to fade

Your mama called she said that you're down stairs crying
Feeling like such a mess
Yeah I hear you you're in the background bawling
What happened to your sweet summertime dress

I know we all, we all got our faults
We get locked in our vaults and we stay
But when you're gone all the colors fade
When you're gone no New Year's Day parade
You're gone
Colors seem to fade
Colors seem to fade
Yeah

segunda-feira, outubro 06, 2008

Disse há dias que está na moda editar livros! Ora acho que pelo contrário os blogs e a blogosfera estão a sair de moda. Quer em termos de número, quer em termos de visitas. Já não é dada tanta atenção ao que se passa na blogosfera! Talvez porque o boom tenha sido enorme e agora esteja em recessão. Tudo nesta vida são ciclos. Aqui e em todas as coisas...

quinta-feira, outubro 02, 2008

A razão porque ainda não falei aqui sobre o programa da SIC "Momento da Verdade" é porque sinceramente nenhum dos concorrentes me mereceu uma linha. Tenho acompanhado a versão americana na SIC Radical e tem muito mais piada. Primeiro porque os segredos são mais divertidos e acima de tudo porque pode aparecer uma pessoa como Ray Hernandez. Eu dei por mim a comemorar as decisões do polígrafo.

segunda-feira, setembro 29, 2008

Gostava de viver da minha escrita, fosse livros, fosse reportagens! Neste momentos acho que há muita gente a publicar livros. Resta-me esperar por melhores dias. Falei nisto porque um dos meus escritores favoritos (Luis Sepulveda) e um dos meus cronistas favoritos (José Manuel dos Santos) falam de personagens reais que parecem ficcionais. Coisa que também eu faria se escrevesse. Fica aqui como exemplo a última crónica do português.

A Tribuna

Andava pela cidade como o traço rápido que atravessa a folha de papel. Quando o tempo amolecia, ela surgia a lembrar-nos que a vida continua para além da nossa fadiga. Eu olhava espantado a velocidade do seu andar, a rapidez do seu gesto, a pontaria do seu olhar: a necessidade abate, mas também torna as pessoas incansáveis. Ninguém sabia bem como ganhava a vida. Dizia-se que fazia recados e limpezas. Talvez também vendesse coisas insignificantes para quem as não comprasse. Vestia de preto e o seu tímido rosto fechado ia bem com a escuridão do pano. Os vestidos eram-lhe dados e nunca coincidiam com ela: ficavam-lhe compridos ou curtos, apertados ou largos. As faces pálidas estavam vincadas pela vida e pelos seus riscos. Teria um pouco mais da idade a que, porventura com excessiva credulidade, chamamos meia. Eu vi-a passar no Chiado, para baixo e para cima, ou a atravessar a Baixa, para trás e para a frente. Frenética, todos os dias surgia a correr numa rua, a dobrar uma esquina, a atravessar uma passadeira, a mudar de passeio, a entrar numa porta. Era pequena, repentina, eléctrica, meteórica. Um dia, observei os seus pés a desenharem uma diagonal célere e envergonhada no Largo Camões e a desaparecerem no interior de um prédio próximo e gasto, quase arruinado. Percebi que morava ali.

Era ao fim da tarde, quando o sol caía como uma pedra de fogo, que ela saía de casa para realizar o seu último trajecto de um dia cheio deles. Mas já era outra! A humildade dava lugar ao orgulho e a discrição à exibição. Mostrava-se inverosímil e magnífica: maquilhada, usava um vestido de seda clara ou de veludo forte e, sobre os ombros, tinha uma écharpe ou uma pele. Com sapatos de verniz, às vezes punha um chapéu com uma pena. Quando, pela primeira vez, assim a vi, suspeitei que à virtude apressada do dia sucedesse o vício vagaroso da noite. Mas não: a mulher não saía de casa para vender o corpo, mas para oferecer o espírito. O caminho que fazia era largo, limpo e linear. Ela desfilava, segura, ritmada e decidida, numa passerelle imaginária que atravessava a largueza dos Restauradores e subia a amplidão da Avenida da Liberdade, até ao grande monumento que, em frente do que outrora foi o Parque Mayer, se ergue para lembrar aos homens desatentos a I Grande Guerra e os seus mortos. Chegada aí, a mulher parava, contemplava a glória esculpida, dava meia volta lenta e fazia o olhar descer à terra, na qual os seus pés avançavam até à base do memorial. Erguia então a cabeça e o braço, olhava quem passava e, à sombra da pesada eternidade da pedra onde se lê a inscrição "Ao Serviço da Pátria O Esforço da Grei", dirigia o seu discurso à cidade e ao mundo. Naquela retórica, reconhecia-se uma beleza transtornada e sagaz: eu sabia que, naquele momento, Beckett passava sempre por Lisboa.

Durante horas, ela falava do bem e do mal, do triunfo e da derrota, da vida e da morte. Havia no que dizia o sopro épico e o murmúrio lírico, o ardor sagrado e o arrojo profano, o louvor que exalta e o escárnio que abate. Com uma memória infalível, misturava sentenças de livros, diálogos de filmes, réplicas de peças, discursos de políticos, frases da história, provérbios populares, fórmulas judiciais, necrologias de jornais, ditos televisivos, slogans publicitários, prescrições médicas, orações da missa. Cruzava o seu vigoroso português de lei com palavras incertas de outras línguas. Numa tarde em que a luz recusava despedir-se, encontrei na sua voz solene os ecos das vozes de Cícero, de Vieira, de Napoleão, de Churchill, de Kennedy, de Luther King, de Mário Soares, de Natália Correia, do Manuel Luís Goucha e do Ricardo Araújo Pereira. Neste tempo em que tudo se afunda na vulgaridade e na amnésia, o seu verbo velava e mantinha a audácia sonora que dá à vida asas para voar sobre a morte. Há meses que a não vejo. A sua ausência é mais um soturno sinal de que a pequenez dos tempos actuais não suporta a grandeza que a acusa!

sexta-feira, setembro 26, 2008

Estou a melhorar devagar... Deixo um texto de Luis Fernando Verissimo, que muito gosto...

Sem tirar nem pôr

"É você, sem tirar nem pôr".

Nas primeiras vezes em que ouviu a frase, Carlos Henrique achou engraçado. A semelhança era fantástica, diziam todos.

"Cara de um, focinho do outro".

"Tem certeza que você não tem um irmão gémeo?"

"É você, sem tirar nem pôr".

Carlos Henrique só começou a preocupar-se com o sósia quando alguém perguntou:

- Não cumprimenta mais os amigos?

- Porquê?

- Ontem. Você passou por mim como se não me conhecesse.

- Não era eu!

Era o sósia. O sósia ainda poderia causar-lhe problemas.

- Estava bom, o sorvete?

- Que sorvete?

- Vi você comendo um, sorvete, ontem, no xópi.

- Ontem eu não estive nem perto do xópi.

- Era você, sem tirar nem pôr!

O problema não era ter um sósia. O problema era o que o sósia poderia aprontar. O problema era Maura, a ciumentíssima mulher do Carlos Henrique.

E se alguém contasse para a Maura que o vira, não comendo um sorvete no xópi mas abraçado a outra mulher?

Pensou em contar à Maura que andava alguém na cidade com a sua cara.

Que era ele sem tirar nem pôr. Mas não. Poderia parecer que estava inventando o sósia para ter uma explicação pronta em caso de flagrante. Uma espécie de habeas corpus preventivo. Melhor era não contar. Mas ficar alerta. Ficar extremamente alerta para o pior.

E o pior aconteceu. Um dia Carlos Henrique, mal chegou a casa, foi confrontado com uma revista aberta na reportagem em página dupla da festa de um milionário chamado Toninho. Na sua despedida de solteiro, Toninho reunira amigos e amigas na sua ilha, e numa das muitas fotos que ilustravam a reportagem aparecia o Carlos Henrique, de bermudão, entre duas mulheres de biquíni. Carlos Henrique tinha um braço em torno da cintura da loira à sua direita e com a outra mão levantava um brinde ao leitor. Maura só queria saber uma coisa:

- Quem é ela?

Apontando para a loira.

- Maura...

- Não precisa dizer mais nada. Só quero saber quem é ela.

- Maura, esse não sou eu.

- Ora, faça-me o favor!

- Maura, veja onde é essa festa. Em Angra dos Reis. Eu nunca estive em Angra dos Reis. Não conheço nenhum Toninho. Não estive longe de você por um dia nestes últimos anos, ainda mais em Angra dos Reis. E veja o que diz na legenda da foto, Maura.

Na legenda dizia "Oscarzinho Leitão (38), muito bem acompanhado, brinda-nos com seu gin-tónico".

Maura concedeu: era um sósia. Tinha outro nome e outra idade. Além de tudo, Carlos Henrique não gostava de gin-tónico.

Mas que era ele sem tirar nem pôr, era.

A reportagem faz sucesso entre os amigos de Carlos Henrique e Maura e a própria Maura é quem mais ri. Mas de vez em quando Carlos Henrique a pega examinando a fotografia, e no outro dia ouviu ela murmurar:

- Sei não, sei não...

- Maura, pense bem. Eu não poderia estar em Angra dos Reis com um pseudónimo e ao seu lado ao mesmo tempo. Eu não tenho o dom da ubiquidade.

Mas Maura ainda não está totalmente convencida.

- Dos homens pode-se esperar de tudo - diz.
(in Expresso)

terça-feira, setembro 23, 2008

Já parti o braço, o pulso, tive dois pneumotorax, mas nunca senti uma dor tão aguda e prolongada como hoje! A razão foi uma crise renal, provavelmente causada por pedras no rim. Ora bem, estou melhor mas isto é dor chatinha... Vamos lá ver como corre...

segunda-feira, setembro 22, 2008

A propósito de homens ideais, vejam as opiniões de Helena Sacadura Cabral, Maria João Lopo de Carvalho e Inês Castel Branco na revista Única de Sábado. Três gerações, três opiniões...

domingo, setembro 21, 2008

A propósito do comentário anónimo ("outra mulher que ficou farta de ti novamente?") que obtive no último post tenho algumas considerações:

- o comentário anónimo é idiota por várias razões, começando pelo facto de ser anónimo, o que mostra que a pessoa não consegue assumir uma opinião, não mostrando sequer o nome que a emite. Aliás, usei a palavra idiota de propósito porque vêm do grego idiótes, o homem privado - em oposição ao homem de Estado, ou público; ou aquele ignorante em algum ofício, homem sem educação, ignorante, pelo latim idiota. Assim sendo, desprovido de inteligência.

- se o anónimo é alguém que me conhece é idiota porque deveria saber que neste momento tenho uma mulher maravilhosa com quem faço as três coisas e fiz a pergunta na generalidade para ser discutido por pessoas racionais. As mulheres que tive na minha vida e que me tornarem um homem melhor, não se fartaram de mim. Eventualmente fartaram-se da relação (acabou o amor) ou da situação da relação (350 km de distância). De toda a forma sempre respeitei as opiniões e decisões delas.

- se o anónimo é alguém que não me conhece, é ligeiramente mais desculpável mas igualmente idiota, porque pressupôs algo completamente errado. Bastava ler atentamente o post para perceber que estava a fazer uma pergunta na generalidade.

Para terminar, não consigo conceber como é possível alguém enganar-se tanto num comentário. Além de não ter trazido nada de positivo à discussão, procurou presumir algo sobre o autor deste blog que não tem nada a ver com o que eu disse. Se a pessoa em causa tem alguma coisa a dizer-me, que o faça identificando-se neste post ou no mail e eu terei todo o gosto em conversar com a pessoa.

Peço imensa desculpa a quem tem visita o meu blog e nada tem a ver com este assunto.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Chegou a vez dos homens (sendo que as meninas podem comentar).

Porque é que os homens dizem ser emocionalmente monogâmicos e fisicamente poligâmicos?

É um argumento muito usado pelos homens. Nasce da premissa que uma coisa é o sexo e outra é o amor. Que é possível amar alguém e ir para a cama com outras! Ora, este pressuposto entronca com a pergunta que fiz às mulheres. O animal humano, masculino e feminino, surgiu poligâmico. Ou seja, nos primórdios não havia a noção de relação a dois. Os instintos carnais não escolhiam um parceiro definitivo. Foram séculos de construções culturais e societais que fizeram com que o ser humano se regesse normalmente pela monogamia. Digo normalmente porque ainda hoje a religião mórmon e certas tribos africanas (neste caso as mulheres) adoptam a poligamia. Tornamo-nos mais exigentes. Exigimos exclusividade. Pelo menos nos compromissos ou relações. Uma evolução normal. Então porque dizem os homens que ainda querem ser fisicamente poligâmicos? Porque os homens adoram ter uma rotina, para poder fugir dela. Vamos ver se consigo explicar. Os homens adoram ter o seu lugar bem definido e o seu estado bem estabelecido. Gostam de ter uma mulher que lhes dê amor e carinho para poderem amar, proteger e acarinhar. Mas no caso do sexo, os homens não gostam nada de rotina. Cansam-se rapidamente das situações. E começam a cobiçar outras coisas. Qual é o segredo então? Pela parte dos homens, descobrir uma mulher com quem façam amor, sexo e "fodam" (perdoem a linguagem). A parte animal e racional juntas. Por parte das mulheres, entender que o homem precisa de rotina no coração e criatividade na cama (ou chão, ou noutro sítio qualquer)...

segunda-feira, setembro 15, 2008

A 15 de Setembro de 2006 estava zangado com algumas coisas! Sobretudo com o mundo das relações, da forma como os homens são catalogados na generalidade e individualidade. Como a maior parte dos blogs sobre sentimentos eram escritos por mulheres, decidi começar este blog. Como disse no primeiro post, queria que ele fosse cru e verdadeiro. Foi sempre! Fui elogiado e criticado, mitificado e insultado, mas a parte que mais me orgulha é que fui sempre eu mesmo. Este blog tem dois anos e espero que se mantenha por cá enquanto eu tiver vontade de escrever este Diário de um Homem Sentimental.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Comecemos pelas senhoras que sou cavalheiro...

As mulheres procuram amor ou exclusividade?

Se calhar é melhor perguntar, as mulheres querem um homem perfeito ou um homem só delas? É melhor dar um exemplo prático. Mulheres, imaginem o homem perfeito! Não a nossa noção mas a vossa noção. Um homem carinhoso mas com personalidade, bom ouvinte mas conversador, calmo mas sedutor, trabalhador mas disposto a ajudar em casa, ponderado mas divertido, humilde mas com auto-estima, bem educado mas quente na cama. Imaginem que, ainda mais importante, esse homem é louco por vocês, ama-vos como nunca foram amadas, ama-vos como nunca amou ninguém, mima-vos na dose certa, é com ele que querem passar a vida. Mas tem um único defeito! Tem as suas escapadelas. Ou seja, tem casos com outras mulheres. Nada de sentimentos, sexo puro e simples. É a forma de ele continuar a desejar a sua mulher é conhecer outros corpos. Porque todas as vezes que ele faz isso, tem a certeza que a mulher que mais deseja é a sua. Podem perguntar, mas porque precisa ele de estar com outras mulheres? Porque é a única forma não ter dúvidas. Sabendo como é o outro lado da cerca, ele percebe que tem de cuidar do seu lado como se a sua vida dependesse disso. Por isso pergunto às mulheres se querem um amor perfeito (mas que trai) ou um amor exclusivo (que não a faz completamente feliz)...

PS- Já agora, a vossa resposta mudaria se quando ele se apresentasse, ele dissesse qualquer coisa como: "Se perdoares as minhas traições, prometo fazer de ti a mulher mais feliz do mundo..."?

quarta-feira, setembro 10, 2008

Bom ver tanto comentário... Bom estar em boa companhia... Seguir-se-ão duas perguntas aos dois sexos... Aguardem..

domingo, setembro 07, 2008

Ouço muitas vezes que as mulheres são mais maduras que os homens e que as adolescentes amadurecem mais rápido que os rapazes da mesma idade. Então expliquem-me a razão sociológica da histeria feminina (adolescentes e mulheres) em concertos de um qualquer cantor ou banda. Ah, e a expressão: "X (alguém famoso) é o amor da minha vida!"...

sexta-feira, setembro 05, 2008

Vou até à capital e já volto...

quarta-feira, setembro 03, 2008

Neste momento as minhas duas séries de eleição são:

Mentes Criminosas

~

Lost Room



Fantásticas...

segunda-feira, setembro 01, 2008

Uma música potente... De facto I got soul but I'm not a soldier....

domingo, agosto 24, 2008



Ouvi dizer que estes dois se afastaram... Garanto-vos em primeira mão que não tive nada a ver... Acordei-a às cinco da manhã mas foi tudo para a TV... :)

sábado, agosto 23, 2008

Mais um passeio pela estrada da memória...

Tal como C., a bela mulher da minha última narrativa, C. é também uma amiga de ontem, hoje e amanhã, com quem o acaso do desejo fez com que numa única noite os nossos corpos se tenham encontrado. Colega de universidade, dona de uns belíssimos olhos cinzentos, desde logo nos tornamos cúmplices mesmo que nos quatro anos de universidade o desejo de algo mais quente tenha estado arredado das nossas vidas. Ambos tivemos relações sérias e, como amigos, fomos sabendo os passos um do outro. Após vários anos, e numa altura em que as nossas vidas nos tinham libertado de compromissos, quis o destino que nos encontrassemos. Muitas coisas tinham mudado, as vidas seguiram os seus percursos singulares, mas ambos sentiamos aquela pequena sensação do "se". E os "ses" são aborrecidos... Depois de um jantar, deixamos os ses de lado e perdemo-nos numa noite de desejo e paixão. Foi como se recuassemos uns anos e descobrissemos o poder regenerador do sexo. Sabiamos que não estavamos num momento de ter uma relação. Talvez antes, talvez depois. Ambos conheciamos as regras do jogo e ambos desfrutamos de tudo de bom que a intimidade física nos oferece. Depois, nem um fim nem um começo, apenas etapa diferente mas deliciosa de uma amizade que ainda hoje, ambos nas suas relações, ainda cultivamos.

A C., o meu tributo por me ter ajudado a ser quem sou...

segunda-feira, agosto 18, 2008

Ai, os Jogos Olímpicos....

Yelena Isinbayeva (salto a vara)




TaysMary Aguero (voleibol)




Jessica Rice (natação)

Foi uma semana de férias em Mira mas já estou de volta...

sexta-feira, agosto 08, 2008

Quando cheguei a Italia em 2001, para viver um ano, a Omnitel (do grupo Vodafone) tinha a menina Megan Gale a fazer os seus anúncios... Escusado será dizer de que rede era o meu número italiano...

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quarta-feira, agosto 06, 2008

Ela apanhou-me a dormir...

terça-feira, julho 29, 2008

Acabo de ver Mário Crespo no meio de uma luta de gatas políticas... E que duas meninas assanhadas... Joana Amaral Dias e Teresa Caeiro... E que feliz era o sorriso do grande Mário...



domingo, julho 27, 2008

Hoje ofereci um tratamento facial de chocoterapia (2h) e uma massagem anti-stress (1h) que não me importava nada de fazer... Mas foi para a minha bela mãe que ela merece...:D

sexta-feira, julho 25, 2008

Mais um passeio pela estrada da memória...

Tive algumas mulheres na minha vida com quem só estive uma vez, mas que não consigo chamar "one night stands". C. é uma delas. Amiga de um grande amigo, tinhamos estado juntos algumas vezes. A certa altura começamos a falar mais vezes e descobri que ela me achava certinho. Ora que eu possa ser educado e respeitador é uma coisa, agora certinho não encaixa comigo. Ela descobriu que eu era bem mais maroto e eu descobri uma menina divertida e sem tabus. Ficamos amigos, sempre com uma possibilidade de algo. Numa certa noite fria de Janeiro, decidimos encontrar-nos e acabamos na cama. Ela vinha de uma longa relação em que o sexo não tinha muita importância, e foi bom receber toda aquela vontade de bons momentos. A cumplicidade era imensa e acabamos por adormecer e acordar muito quentes. Acabou por só acontecer uma vez porque depois meteram-se namoros (primeiro eu, depois ela) pelo meio. Ainda hoje somos bons amigos. Colorimos a amizade apenas uma vez e isso reforçou a nossa amizade. Esta é a razão para não a considerar uma "one night stand"...

A C., o meu tributo por me ter ajudado a ser quem sou...

terça-feira, julho 22, 2008

Sabem o que tenho reparado? Que a ópera e música clássica está cada vez mais na moda. Que há pessoas com um talento incrível que se apaixonam pela música dita erudita e nos surpreendem. Três exemplos...





quinta-feira, julho 17, 2008



Não é porque ela tenha pedido ou porque seja uma amiga gira, é mesmo por causa do talento...

quarta-feira, julho 16, 2008

A sequência seguinte de imagens é deliciosa... Há coisas iguais no mundo inteiro...













segunda-feira, julho 14, 2008

O artigo de Rodrigo Guedes de Carvalho na Única de Sábado não podia ser mais acertado na descrição da sociedade portuguesa e de uam certa caracteristica mesquinha...

Olho a primeira página do jornal, que me garante que uma brutal (não decorei) maioria de mulheres tem celulite. A imagem que acompanha a alarmante constatação é Nereida de costas, após o banho de mar, com Cristiano Ronaldo um pouco mais em fundo. Ela, praticamente nua, como todos nós sobre a areia e debaixo do sol, é a escolhida para nos esfregarem na cara o alarme que se renova em todas as vésperas de silly-season: anda para aí muita celulite. A estatística geral é apenas uma cortina de fumo.

Pretende-se dar peso de notícia, baseada em estudos científicos, a uma simples maldade: vejam como a boazona afinal não é assim tão perfeita. É um divertimento de algumas revistas, agora multiplicados em alguns jornais. É sabido que a idolatria anda de mãos dadas com a descompensada inveja. Melhor do que a fotografia do herói no seu esplendor é a foto dos pés de barro, a prova que obriga as estrelas a descerem do pedestal. É, pelos vistos, uma vingança que acalma os que editam e os que lêem. Podem levantar o orgulho e adormecer mais descansados o jornalista ou leitora, zangados há muito com o corpo que lhes calhou em sorte: essas gajas que têm a mania que são boas também têm celulite. Vê-se perfeitamente, até porque as revistas não se limitam à foto normal. Para que não restem dúvidas, há sempre uma ampliação de lupa, com círculo vermelho em volta, a apontar-nos os olhos para a zona da prova irrefutável.

E segue por aí fora, a alegre vingança da turba anónima. Porque também há os comentários e fotos que demonstram (imagino que após aturada investigação) que as estrelas envelhecem com o passar do tempo. Acreditemos nas publicações, que sabem o que dizem: muitas das estrelas estão mais velhas hoje do que há dez anos. Não tardará muito a sermos confrontados com o culminar da investigação. Parece incrível, mas poderá bem ser verdade: a maioria das estrelas vai continuar a envelhecer até que um dia morre. E assim já não se ficam a rir. Aí está uma revelação que alivia muita alma.

terça-feira, julho 08, 2008

Se sou o que sou hoje, uma pessoa tranquila, de bem com a vida e sem receio de expressar os sentimentos, foram as experiências, sobretudo as amorosas, que assim me fizeram. Começam hoje alguns relatos do que foram algumas dessas experiências. Não há cronologia, apenas o correr da memória...

S. foi a primeira pessoa com quem estive. Era demasiado novo, poupo-vos a esse pormenor, quando fui seduzido, conquistado. Ela tinha mais três ou quatro anos que eu. A pele morena, quase cigana, olhos e cabelos negros, pele macia e cheiro suave. As casas das nossas avós eram vizinhas e muitas vezes nos cruzavamos no corredor comum. Começamos a falar e certo dia ela pegou-me na mão e levou-me para o barracão da minha avó. Em cima de umas sacas de roupa, deitou-me e deitou-se por cima de mim. Era uma saia de flanela daquelas com padrão aos quadrados. As suas pernas eram suaves. Beijava-me avidamente, mais com vontade que com técnica. Movia a barriga em movimentos circulatórios e encostava a púbis ao meu pénis. Creio que foi a primeira erecção da qual tive consciência! Ele levantou-se, tirou as cuecas, brancas com florzinhas azuis e desapertou-me as calças. Apenas olhava para os seus olhos e a certeza com que ela fazia as coisas. Encaixou em cima de mim e senti uma sensação completamente nova... Não sei quanto tempo durou, não sei se houve ejaculação, não sei se houve prazer! Sei que foi a minha primeira vez. Fui guiado, conduzido, seduzido... Hoje posso dizer que aquela experiência deixou marcas! Estive muitos anos para ter outra experiência, não porque a considerasse má, mas porque foi algo intenso! O meu respeito pelo poder das mulheres nasceu daí, mas também a certeza que para algo ter força são precisas duas pessoas! Aprendi a ser aluno e mais tarde professor, porque uma aula só existe se houver as duas figuras...

A S., o meu tributo por me ter ajudado a ser quem sou...
Um pouco triste, mas bem bonita está música...



Susana Félix
Flutuo

Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
O meu destino está fora de mim e eu aceito
Sou eu despida de medos e culpas, confesso

Refrão
Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã

Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
Amanhã, pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim pretérito mais que perfeito

Refrão
Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã, amanhã
Hoje eu vou fugir para não me dar a vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã, amanhã, amanhã
Flutuo

domingo, julho 06, 2008

É a degustar um belo charuto e um copo de vinho tinto, que me recordo das coisas boas de estar enamorado. Sim, já aqui disse que gosto dos tempos em que me dedico às amizades coloridas! São tempos tranquilos em que não há preocupações que não sejam viver a vida tranquilo... Mas de facto é óptimo sentir aquele apertozinho na barriga de amar alguém, aquela tristeza da ausência e alegria da presença, aquele sentimento de pertença e vontade de construir um futuro em conjunto...



Let´s be in love
Hands on Approach

You look at me smile you smile then you run,
You make me feel like i´m the one,
Believe that our hearts will find their ways to go through
Nights and days passing through our lives,
and still are we sure of anything,
maybe love is the key for our golden dreams...

Refrão:
Let's be in love again,
Let's see the Sun in red
Let's be in love again...


Look at me, Kiss me, Hold me, Feel me,
Love me, As if it was our last day...

Look at me, Kiss me, Hold me, Feel me,
Love me, As if it was our last day...

Refrão x2

If I could go, back in time,
I would say, once again,
Kiss me, Hold me, Feel me,
Love me...

If I could go, back in time,
I would say, once again,
Kiss me, Hold me, Feel me,
Love meeeee...

sábado, julho 05, 2008

Ora bem, uma das coisas que me fizeram mais falta neste meu hiato da escrita foi a música. Surgiu há pouco tempo um grupo novo (apesar de composto por músicos experimentados) chamado Per7ume. No seu single de promoção, Intervalo, nada como o dueto com Rui Veloso. Ora a música segura-se bem com uma melodia curtida e uma bela letra. De facto, também eu já conheço todas as canções de amor, para a conquista partir. Mas esse caminho foi feitos de amores e desamores, de aventuras e desventuras. Decidi que não futuro sem passado. E neste momento em que quero construir uma nova história, decidi contar outras estórias...



Intervalo
Per7ume

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

sexta-feira, julho 04, 2008

Neste meu regresso quer ao blog, quer à vida de comprometido, fiquei pensativo se deveria manter o tom crítico quanto ao mundo das relações ou entrar num tom mais meloso! Ora bem, acho que no meio está a virtude. Ainda tenho muito que comentar no mundo estranho que é o das relações humanas mas também não consigo desmontar o Sentimental Fool que sou...



Lloyd Cole
Sentimental Fool

The more I learn the less I know
Could you make mine straight absolute?
The more I fail the less I try
Ask not of me the reason why

Oh, my sentimental fool
Have I got a tale for you
Oh, my sentimental fool

The woman I love is not content
The life I made - it ain't what I meant
The space I'm in is filled with love
The state I'm in is pitiful

Oh, my sentimental fool
Have I got a tale for you
Oh, my sentimental fool
Have I got a tale for you...

But, when she calls my name
We're almost happy - she's almost like you
Yes, when she calls my name
We're almost there, man - she's almost like you

The longer I live the less I believe
And all I lost is all I need
The life I made is filled with regret
And I can't tell the half of it
The woman I love has lost her faith
And I just watch as she fades away
The space I'm in is filled with love
The shape I'm in ain't beautiful

Oh, my sentimental fool
Have I got a tale for you...
I`m draining the glass for you

Do you see my girl?
She's almost like you...

quinta-feira, julho 03, 2008

Estou de volta, com muita força e uma novidade! Este vosso escriba deixou o clube dos descomprometidos. Por isso as mulheres choram e os homens rejubilam. Seguir-se-ão novos desenvolvimentos...:D

PS- Saudades vossas...

sexta-feira, junho 20, 2008

Pois, meus amigos e amigas, de facto os senhores do MEO começaram mal e ainda não tenho net em casa. Só dia 2 de Julho! Depois com mais tempo conto a história toda... Passei por aqui para dizer que estreia domingo, na TVI, a telenovela Feitiço do Amor, que contará com a minha participação breve numa pequena cena e de alguns amigos na cena do casamento. Despeço-me com muita saudade de escrever aqui com mais frequência...

Beijos e abraços a todas e todos

sexta-feira, junho 13, 2008

Está por dias o regresso deste vosso escriba... Com algumas mudanças mas muita vontade de escrever...

quarta-feira, maio 28, 2008

Minhas belas amigas e meus caros amigos, MEO só no dia 16 de Junho... Já estou cheio de saudades de escrever aqui.. Vou ver se apareço... Entretanto deixo-vos uma adivinha que é uma novidade da minha vida: "Porque choram as mulheres e rejubilam os homens?"...:)

quarta-feira, maio 14, 2008

Irra, que os senhores do MEO não me dão o comando... Ando descomandado, sem o meu blog... E há tantas novidades... Dou uma! Vou fazer uma pequena cena na nova novela da TVI... Vá insultem-me...:D

sexta-feira, maio 09, 2008

Peço desculpa mas com a mudança de casa ainda não há net...
Beijos e abraços

terça-feira, abril 29, 2008

Ontem revi um dos meus dvds favoritos: All This Time, concerto dado por Sting e amigos na Toscânia a 11 de Setembro de 2001...









E a minha favorita...



Sting é um senhor...

sexta-feira, abril 25, 2008

Texto de Luís Fernando Veríssimo:

Nunca se viu uma revista feminina com um homem na capa. Lindas mulheres, muitas vezes com pouca roupa, mas nenhum homem, vestido ou despido. Já as revistas masculinas só têm mulheres na capa. Grandes mulheres seminuas, mas (epa!) nenhum homem, tão pensando o quê? Homens com pouca roupa na capa só em revistas para "gays" - mas ninguém jamais acusou as revistas femininas de serem para mulheres homossexuais. Seria porque mulheres não têm o mesmo medo de admirar outras mulheres que os homens têm de admirar outros homens, além de ser notório que as mulheres se vestem, se pintam e se produzem umas para as outras, com a admiração dos homens considerada efeito colateral?

Mas não é só isso. Outro fenómeno curioso é o seguinte: existem mulheres insufláveis para simular sexo, mas alguém tem notícia de homem insuflável para o mesmo fim? Parceiras sexuais insufláveis não se resumem nos seus orifícios. Para isso até hortifrutigranjeiros servem. O homem quer a genitália feminina e as suas circunstâncias, nem que seja um colo macio para repousar a cabeça depois. Mesmo artificial, ele precisa da mulher inteira, do conjunto, do simulacro de companhia, da ilusão, de tudo o que não é orifício.

Já para a mulher, o boneco do homem se resume no seu pénis, sem aquela massa confusa, iludida e dispensável na outra ponta. O que interessa é o falo artificial, o resto é supérfluo. Mas não se trata de insensibilidade. Como a ciência já tornou o espermatozóide desnecessário para a reprodução, as mulheres só estão nos preparando, há anos, para o nosso destino fatal, a obsolescência. Quando o vibrador nos substituirá e desaparecermos da face da Terra como desaparecemos das capas das suas revistas.


Será que é assim???

quarta-feira, abril 23, 2008

Raramente choro com as coisas más da vida! Mas normalmente as boas tem um efeito devastador. Sinto um arrepio e as lágrimas caem naturalmente. Sobretudo quando falo de manifestações de talento puro. Este rapaz de 13 anos é agredido (o célebre bullying) pelos colegas de escola desde os seis anos. Tem a coragem de se apresentar perante um júri e um público de milhões de pessoas. E depois, ah, depois faz isto...

segunda-feira, abril 21, 2008

Admito que gosto muito de televisão! E o facto de gostar de ver muita tv, desde filmes, séries, serviços informativos, não me tira a vontade e o gosto de fazer muitas outras coisas. Creio que há uma demonização excessiva da televisão! Uma família pode socializar em frente à televisão, tem é que haver uma predisposição para a comunicação e para o alargamento de horizontes. Se os pais estão a ver um documentário sobre história ou os filhos um filme de acção (mas bom), tem que haver a capacidade de ver as coisas boas de cada programa. Daí podem nascer agradáveis conversas inter-geracionais. Como sempre acho que é uma questão de bom senso... Deixo mais um poema do programa Voz, desta vez Liberdade de Fernando Pessoa, declamado por Raúl Solnado...

quinta-feira, abril 17, 2008

Momento de pura insanidade...

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terça-feira, abril 15, 2008

Há programas muito bons em Portugal! E não precisam de durar horas. Dou-vos um exemplo. Numa colaboração entre grandes poetas e excelentes declamadores, surge o Voz. Foi transmitido na RTP1, na :2 e agora está no site das Produções Fictícias. Vou por aqui vários, mas começo por um de Sá de Miranda, com uma magistral interpretação de Miguel Guilherme.



Quando eu, senhora, em vós os olhos ponho,
e vejo o que não vi nunca, nem cri
que houvesse cá, recolhe-se a alma a si
e vou tresvaliando, como em sonho.

Isto passado, quando me desponho,
e me quero afirmar se foi assi,
pasmado e duvidoso do que vi,
m'espanto às vezes, outras m'avergonho.

Que, tornando ante vós, senhora, tal,
Quando m'era mister tant' outr' ajuda,
de que me valerei, se alma não val?

Esperando por ela que me acuda,
e não me acode, e está cuidando em al,
afronta o coração, a língua é muda.

segunda-feira, abril 14, 2008

Começa hoje na RTP 2 por volta das 23h a série Californication, que já falei aqui... Apreciem...

quinta-feira, abril 10, 2008

Não resisti... Prejudicadas com a explosão da onda gay no mundo inteiro, as mulheres finalmente foram à luta e lançaram uma campanha mundial com a distribuição em massa dessa T-shirt...

quarta-feira, abril 09, 2008

De facto o mundo está muito mudado! Nos últimos tempos tenho sido bombardeado por amigas minhas com a mesma frase: "Não tens um amigo para me apresentares??"! Eu ainda me lembro do tempo em que éramos nós que tínhamos que dar ao litro atrás das mulheres. E elas podiam dar-se ao luxo de escolher o que mais lhes conviesse... Agora, tudo mudou! Cada vez mais se vê mulheres muito atraentes com homens não tão atraentes (para não dizer feios) porque a falta de gajos fez as mulheres olharem para outras características que não as físicas. Os padrões de exigência femininos caíram imenso e como consequência os dos homens subiram em flecha (se bem que ainda há muitos homens que desconfiam da esmola grande). E se antes os homens eram acusados de serem saltimbancos das relações, agora então nem se fala! Porque a maioria pensa, se esta me chateia, há por aí mais meia-dúzia! Aquela célebre expressão "Os homens são como as casas de banho: os bons estão ocupados" está a ser substituída por "Os homens são como água no deserto: ou é oásis ou miragem!"! A vida dá voltas do caneco..

segunda-feira, abril 07, 2008

Não sei porque sinto que este casamento vai durar bastante! Sabem porquê? Há cumplicidade...

quinta-feira, abril 03, 2008

No fim de semana passado, em jantar de amigos, dizia aquilo que todos os homens pensam (e que acho que já disse aqui): o homem é feliz quando encontra a mulher com quem faz amor, sexo e fode! Uma menina não estava a entender muito bem e eu demorei meia hora para que ela entendesse. (confesso que tive que pedir ao namorado para me ajudar dando exemplos) Será assim complicado de entender? Digam-me de vossa justiça...

segunda-feira, março 31, 2008

Pela altura do Carnaval, conheci uma amiga de uma amiga! Senhora casada, mãe, com os seus 40 e poucos... Falavamos sobre o facto de ela ter conhecido o marido com 17 anos e portanto só ter conhecido um homem na sua vida! Disse que achava isso extraordinário, e que não sei se seria capaz. Confesso que não conseguiria cingir a minha experiência a uma única pessoa e nem queria que a pessoa com que estivesse só me tivesse conhecido a mim. Disse-lhe então que seria perfeitamente normal que ela tivesse curiosidade de conhecer outros homens, outras vivências. Notei que havia ali algum desconforto na relação que ela tinha! Era feliz, mas não estava completa. Ora, nunca mais falei com ela, mas há cerca de uma semana, descobri que se tinha separado do marido. Falei com a minha amiga sobre isso, e ela disse que a minha conversa lhe tinha feito pensar nas coisas... Ora, não era minha intenção acabar com um casamento! Claro que também não obriguei a nada, apenas disse o que achava. Dei por mim a pensar que acho perfeitamente normal a decisão dela, mas desilude-me um pouco. Porque o caminho que ela escolheu (estar casada com o primeiro amor há décadas) era complicado mas muito bonito! Ela quis libertar-se, mas espero que não encontre apenas castelos de areia... Eu faço como Pilatos e lavo as minhas mãos! Apenas dei a minha opinião, nada mais...

sexta-feira, março 28, 2008

Olhando para o início deste blog, a minha escrita está muito diferente. Como a vida corre bem, perdi um pouco de assertividade. Estou um pouco meloso... Sendo que tudo está a correr bem, vou voltar ao eu antigo. Sim, porque este blog começou numa altura em que estava muito crítico quanto ao mundo das relações...

PS- Estou muito contente que esta minha amiga tenha decidido procurar um novo amanhã! Vão lá espreitar...

terça-feira, março 25, 2008

A reportagem na revista Única (Expresso de Sábado sobre mulheres lésbicas é feita com frande serenidade e elevação. Fala de mulheres normais com relações normais. E isso é o melhor que pode acontecer numa sociedade tolerante. Teremos uma sociedade livre e tolerante quando uma relação lésbica ou homossexual for aceite e padecer das mesmas coisas boas ou más das relações heterossexuais.
Uma das mulheres que se assume pela primeira vez numa entrevista é a Solange F. Conheci a Solange aquando do casting do CC. Apresentei com ela, conversamos sobre muitas coisas e a conversa da sexualidade nunca veio ao de cima. Porque a sexualidade não define a pessoa. Caracteriza um aspecto, mas não define uma pessoa... Já agora vejam este blog de outra das entrevistadas...

sexta-feira, março 21, 2008

Estou de volta depois de dois dias na capital, aproveitados para ver Patrice e Alicia Keys... e estou aqui para falar de uma série que se tornou um vício... Chama-se Californication e tem como protagonista David Duchovny (sim, o Moulder dos Xfiles). E porque gosto eu desta série? Ora, ele é um escritor (a atravessar uma fase menos produtiva), tem um blog, tem o condão de seduzir belas mulheres mesmo tendo a vida sentimental num caco e, acima de tudo, ele tem muita piada! Creio que vai estrear na Fox ou assim, mas se puderem não percam. É viciante...

quinta-feira, março 13, 2008

Nunca escondi que as meninas de tez morena me atraem! Não sei se é a minha ascendência brasileira, o meu fascínio pelo continente africano, ou pela minha tentação por chocolate. A verdade é que a miscigenação é um processo que não só não me choca, como aplaudo! Ouvi Caetano a dizer há uns meses "Não sou branco, nem preto, sou brasileiro!". É isso mesmo, o amor não é cego, vê muito bem. Vê beleza onde os outros não vêem. Mas é obviamente daltónico porque não distingue cores. Não há branco, preto, amarelo ou vermelho! Há duas pessoas que se amam. Deixo aqui belos exemplos do que falo...

A Naíde corre...













A Patrícia actua...













A Mayra e a Lura cantam...


























A Helena,ah, a Helena encanta-me...:)

terça-feira, março 11, 2008

Depois de uns dias em que a net teimava em não funcionar, estou de volta...:D Vamos lá ver o que virá...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, março 03, 2008

Nem sei que destacar primeiro! O talento dos Naturally Seven, a escolha fantástica da música ou sobretudo o brilhantismo da ideia. Quem ficou a ganhar foi cada passageiro do Metro de Paris, e todos nós através deste vídeo...



Naturally Seven - Feel It
Naturally Seven
Tick, tick, tock- it's time for closure
I watch the hands on the clock, it's almost over?
I feel it's coming like it's winter cause it's colder
now
Fat-lady type singing, like it's over now
Knock, knock, knock......it's coming closer
I whispered to my baby don't cha worry cause I told
-ja
Don't be cryin for me, I'm a soldier now.
I know who's knocking at the door that's Jehovah now
(What!)

I know your scared, I see your tears
Got to believe (got to believe)
Can't be deceived (don't be deceived)
Don't lose your faith, we'll meet one day
I see the light, (I see the light)
I feel alright...

Chorus

I can feel it coming in the air tonight.. oh lord
I've been waiting for this moment for all my
life.......oh lord
(Oooh I can feel it)
I can feel it in the air tonight...
Can ya feel it in the air tonight
(Oooh Can feel it)
Cause if ya feel it in the air tonight..
We gon'sleep (that's right)
But it won't be (all night)
(Oooooooh I remember)
That night....cause I was dreaming
I didn't understand, but now I know the meaning
I know that baby you'll be fine, you won't be weeping
long
I see the signs of the times, I won't be sleeping long

So tell me can ya feel it, are you listening
Cause if ya feel it, like I feel it, don't be
drifting...
Thinking it's too late.(na)...judgement only God can
make.
Just wait! Rise you up like he baking cake. (What!)

I'm not afraid...My trust won't fade
Got to believe (got to believe)
Can't be deceived (don't be deceived)
My faith is strong, I'm holding on
I see the light....(I see the light)
I feel alright
Chorus

I see your tears
I feel your pain
Don't ever worry we'll meet again

Chorus

O..oh, O. O. O. O...oh......

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Vocês sabem que não é meu costume, mas decidi criar um desafio! Irei por aqui as vinte primeiras músicas do meu iPod, ou seja, aleatoriamente aquilo que faz parte do meu universo musical.

1- Maybe Tomorrow - Stereophonics (e que belo início)
2- Neide Candolina - Caetano Veloso (nunca tinha ouvido esta música até agora)
3- Habana Del Este - Afro Cuban All Stars (ah, mi Cuba linda)
4- Yes - Meet Joe Black Soundtrack (um dos filmes e bandas sonoras preferidas)
5- Penny to my name - Eva Cassidy (uma voz que infelizmente desapareceu cedo demais)
6- Blood and Fire - UB40 (ahahah, é um ritmo tão cool, é reggae)
7- Kaay Niu Gospel - Wasis Diop (humm, a essência da música africana)
8- Chuva, suor e cerveja - Caetano Veloso (a primeira repetição, acontece)
9- Teenage Highs - Marc Collin (a bela voz dos Nouvelle Vague)
10- Walking on a better day - Blasted Mechanism (a loucura e o vanguardismo)
11- Sinnerman - Felix da Housecat feat. Nina Simone (sem palavras, uma do top)
12- Anywhere but here - Family Man Soundtrack (um filme que faz pensar em escolhas)
13- Love's Theme - Barry White (ui, que belo nº 13, um hino à música a dois)
14- Bilongo - Soneros de Verdad (com o grande "Puntillita" a cantar)
15- Leva-me contigo - Afonsinhos do Condado (adoro..leva-me contigo,dançar na praia)
16- Got to Get you off My Mind - Solomon Burke (não conhece, não sabe o que perde)
17- For the Love of a princess - Braveheart Soundtrack (a lagrima que surge no olho)
18- Oh Jerusalem - Lauryn Hill (uma interpretação incrivel desta voz poderosa)
19- Oye como va - Santana (Oye como va, mi ritmo, bueno para gozar, mulata, salsaaaa)
20- Palpite - Adriana Calcanhoto (estou com saudades de você debaixo do meu cobertor)

Muito bem, poderiam ser outras 20 das 2399 músicas que tenho no iPod! Acho que deu um selecção interessante! A música não nos define mas descreve-nos... Lanço este desafio a qualquer um dos meus amigos da blogosfera... Vocês sabem que são, quem me visita, quem me comenta, quem me marca... Façam isso... Por mim...