terça-feira, outubro 21, 2008

Já aqui pus uma vez uma entrevista de Mário Crespo a Lobo Antunes! A propósito do novo livro "Arquipélago da Insónia" ele deu mais uma entrevista. Vejo-o alheado como sempre (da capa), dedicado aos leitores (diz que são eles os autores do livro) e mais sorridente (vê-se que a iminência da morte deu-lhe uma maior alegria de vida). Mário Crespo não esconde a profunda admiração, por vezes nem consegue articular perguntas e parece saber mais da vida e obra de Lobo Antunes que o próprio. Deixo aqui algumas citações da entrevista...

"A nossa vida é uma interminável pergunta. Por vezes angustiada, outras vezes mais ou menos feliz."
"Continua a ser para os portugueses que escrevo. Para as pessoas do meu país."
" A nossa lingua é maravilhosa para escrever. É muito mais fácil ser bom escritor em português."
"No dia em que a mão estava feliz as palavras iam aparecendo."
"E talvez até que ponto não nos é só possivel amar o que perdemos."
"O que gostava de encher um livro de silêncio."
"Para se amar o abismo, temos que ter asas."







8 comentários:

Isabel disse...

A propósito deste grande senhor, deixo este link: http://rabiscosdeluz.blogspot.com/2008/04/rita-quem.html. De bradar aos céus!

Catwoman disse...

Como eu gostava de saber escrever assim...

:)

Francisco del Mundo disse...

isabel, ja vi e vou postar...
Beijo

Francisco del Mundo disse...

cat, eu gostava de falar assim... ele a escrever não faz o meu estilo! Por isso eu leio e reescrevo os livros dele...:D
Beijo

esse quê? disse...

Adoro as entrevistas que Lobo Antunes dá adoro aquele lado místico que me faz acreditar momentaneamente que realmente não é ele que escreve mas outros que se servem da sua mão... e adoro o jornalista e a sua integridade. *****

Francisco del Mundo disse...

esse que, pois hoje vou mostrar outra coisa interessante!:D Mas concordo contigo, gosto de ouvir os dois...
Beijo

Livros em 2ª Mão disse...

Gostei muito desta entrevista, acabando memso por me surpreender. Nunca li nada de ALA, mas comentários que tenho ouvido não só sobre a sua escrita (opiniões bem diversas), mas também sobre a sua personalidade, não consegui reconhecer nesta entrevista.
Gostei também da "falta de jeito" do Mário Crespo, perante alguém que notoriamente admira. Acaba por ser ternurento! :)

Francisco del Mundo disse...

ana, eu tb acho que ele está diferente! Antes era mais intratável.:D Mas ainda vai a tempo... Quando ao Mário, parece um miúdo em frente a um ídolo!:D
Beijo