domingo, novembro 30, 2008

Este ano tenho feito o périplo pelas festas tradicionais. Depois das Feiras Novas de Ponte de Lima, da Feira do Cavalo da Golegã, chegou a vez da Festa do Pinheiro em Guimarães. Uma festa popular em que o longo pinheiro corre a cidade até ser enterrado no Largo de São Gualter! Muita alegria, muito barulho... Se quiserem saber mais, vejam aqui...

quarta-feira, novembro 26, 2008

Uma bela amiga mostrou-me os Kings of Leon! Bela voz, com uma certa sujidade dos anos 80...

terça-feira, novembro 25, 2008

Uma bela música, uma bela mensagem, um belo anúncio... Um dos meus favoritos...

sexta-feira, novembro 21, 2008

Estou ataráxico...

Ataraxia é um termo ligado às correntes filosóficas gregas do Cepticismo, Estoicismo e Epicurismo. Do grego ataraktos, imperturbado: (a = não; tarassein, tarak- = perturbar). Sinónimo para:

Ausência total de preocupações
Paz e imperturbabilidade de espírito;
Ausência de ansiedade;
Tranquilidade e impassibilidade da alma;
Felicidade derivada da virtude;
A experiência do óptimo, a qual leva ao prazer natural, ético e estável.

Segundo tais correntes, a ataraxia é possível de ser alcançada:

Atendendo-se aos desejos naturais;
Ignorando-se os desejos superficiais;

A ataraxia epicurista é basicamente o triunfo da razão do homem - geralmente a duras penas - sobre a irracionalidade do ambiente que o circunda. É um estado de espírito onde o homem deixa de temer o divino, a dor e principalmente, a morte.
(in Wikipedia)

quinta-feira, novembro 20, 2008

Esta música está-me no ouvido... Ainda bem que é das boas... E o último verso? Maravilhoso...



Bon Iver
Stacks


This my excavation and today is kumran
Everything that happens is from now on
This is pouring rain
This is paralyzed

I keep throwing it down two-hundred at a time
It's hard to find it when you knew it
When your money's gone
And you're drunk as hell

On your back with your racks as the stacks as your load
In the back and the racks and the stacks are your load
In the back with your racks and you're un-stacking your load

I've twisting to the sun I needed to replace
The fountain in the front yard is rusted out
All my love was down
In a frozen ground

There's a black crow sitting across from me; his wiry legs are crossed
And he's dangling my keys he even fakes a toss
Whatever could it be
That has brought me to this loss?

On your back with your racks as the stacks as your load
In the back and the racks and the stacks of your load
In the back with your racks and you're un-stacking your load

This is not the sound of a new man or crispy realization
It's the sound of the unlocking and the lift away
Your love will be
Safe with me

terça-feira, novembro 18, 2008

O mundo das mulheres visto por Luis Fernando Verissimo...

Maçã e pêra

Não era exactamente maldade. A Tia Iná era franca. Dizia o que pensava sobre as pessoas e, se as pessoas não gostassem, azar. Ou, como gostava de dizer, "azeite".
- Tia Iná, a senhora chamou o Ildefonso de esquisito.

- E não é?

- Mas a senhora chamou na frente dele! É por isso que ele nunca mais apareceu.

- Azeite.

E o pior era que as opiniões da tia Iná eram certeiras. Impertinentes, insensíveis, mas certeiras. O Ildefonso era mesmo muito esquisito. E as irmãs Cora e Clara, por exemplo. Um dia, a tia Iná apontou para uma adolescente, depois para outra, e sentenciou:

- Maçã e pêra.

A tia Iná não precisou explicar a comparação. Era perfeita. Uma irmã, justamente a Cora, era corada. Se alguém quisesse descrevê-la com menos síntese e precisão do que a tia Iná, poderia usar a óptima palavra "rubicunda", com tudo o que ela sugere. Já a cor da Clara não era apenas clara, parecia ser o que sobrara depois de uma cor indefinida, talvez um vago amarelo, ter desbotado. E não era só a cor. Com duas palavras, a tia Iná definira o destino das duas, as vidas que levariam, baseada nas suas aparências. Uma, uma excitante vida de maçã; a outra, uma vida sem graça de pêra.

Mas acontece o seguinte. A maçã deve boa parte da sua reputação mais à sua imagem do que à sua biografia. Ao contrário do que a maioria pensa, não foi uma maçã que Eva comeu e levou o primeiro casal a ser expulso do Paraíso. Não há nenhuma referência a maçãs no Génesis. A maçã só aparece na Bíblia muitos capítulos depois, nos Cantares de Salomão ("Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor"). Ficou como símbolo do pecado original que nos condenou à finitude e à culpa porque parece ser pecaminosa, mas é inocente. Pode argumentar que nem estava lá na ocasião. Já se especulou sobre qual seria a fruta que Eva comeu no Paraíso, se não foi a maçã. Talvez o figo, que também tem uma aparência lúbrica, hipótese reforçada pelo facto de que em toda a representação antiga do Éden são folhas de figueiras que aparecem cobrindo as partes pudendas de Adão e Eva. O que ninguém nunca especulou é que a responsável pela tentação de Eva fosse a pêra. Logo a pêra?! Mas porque não? Talvez a pêra tenha uma história secreta, ainda a ser revelada. Que melhor disfarce para levar uma vida secreta do que ser conhecida por todos como a irmã sem graça da maçã?

Cora e Clara passaram anos sem ver a tia Iná. Um dia, Cora foi visitá-la. Contou que Clara não gostara da comparação com pêra, ficara sentida, nunca perdoara a tia Iná. Que disse "azeite" e comentou a gordura de Cora:

- Você parece uma vaca leiteira.

Cora deu uma risada. A tia Iná continuava a mesma.

- Estou com três filhos, tia. O último ainda mama no peito.

- Três filhos. Esse corpo disforme... Eu imaginava que você ia ser outra coisa.

- Que outra coisa?

- Não sei. Ter uma vida mais excitante.

- Quem tem uma vida excitante é a Clara. A senhora não tem visto as revistas? Ela é a modelo que mais aparece no momento. Com aquela palidez, aquele ar de subnutrida... Eu também tentei ser modelo, mas não me aceitaram. Disseram que era muito colorida. Acabei nesta vida pacata...

- De vaca leiteira.

- Lembra maçã e pêra, tia?

- Lembro.

- Estão preferindo as peras.


Ou seja, é tudo uma questão de modas...

segunda-feira, novembro 17, 2008

Caminhei pela estrada da memória e decidi por aqui três exitos de um dos maiores cantores românticos portugueses! De sua graça, e que bela graça, Francisco José...

Como é bom Gostar de alguém



Olhos Castanhos



Guitarra Toca Baixinho



Uma maravilha...

sábado, novembro 15, 2008

Este vosso escriba decidiu ir desde quinta-feira à Golegã, ver a Feira de Cavalos. Poucas horas de sono depois e o fígado num estado crítico, devo dizer que foi muito giro. Vi cavalos na rua até às 5h da manhã, vi cavalos dentro de um bar, vi um cavaleiro a vomitar de cima de cavalos. Enfim, vi de tudo. Gosto muito de tradições e esta é uma bela tradição. Agora vou ali tratar da garganta porque o frio era terrivel e os abafadinhos não chegavam.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Neste momento não namoro! Sou um homem livre. E ainda assim meu coração está cativo. Como estará sempre. E ainda bem. Sou um Florentino Ariza! E é bom que ela saiba que sempre que precisar eu estarei aqui, time after time... (tão bom regressar a esta música)



Lying in my bed I hear the clock tick,
and think of you
caught up in circles confusion--
is nothing new
Flashback--warm nights--
almost left behind
suitcases of memories,
time after--

sometimes you picture me--
I'm walking too far ahead
you're calling to me, I can't hear
what you've said--
Then you say--go slow--
I fall behind--
the second hand unwinds

chorus:
if you're lost you can look--and you will find me
time after time
if you fall I will catch you--I'll be waiting
time after time

after my picture fades and darkness has
turned to gray
watching through windows--you're wondering
if I'm OK
secrets stolen from deep inside
the drum beats out of time--

chorus:
if you're lost...

you said go slow--
I fall behind
the second hand unwinds--

chorus:
if you're lost...
...time after time
time after time
time after time
time after time

sábado, novembro 08, 2008

video

Durante muito tempo disse que o meu fado preferido se chamava No teu poema e foi cantado pelo Carlos do Carmo, Dulce Pontes, Mafalda Arnauth e até a Azeituna! Mas apesar de ser cantado por fadistas, é mais uma canção ligeira. Há vários anos ouvi um fado! Sabia ser cantado por José Manuel Osório e que se chamava "Fado da Meia Laranja"! Não me lembrava da letra, mas sei que me tinha tocado. Pois bem, graças ao youtube e a este belo blog descobri-o. Um fado duro, cru, que fala sobre a droga, a Lisboa escondida, marginal, infernal. Ouçam e garanto que não ficarão indiferentes...

"Ali, à Meia-Laranja,


Meio-Inferno de Lisboa,


Onde a morte anda a viver


Há milhares de olhos baços


A vida tem tantos braços


Para a morte se esconder
....
Há punhais de infelicidade

Ali se mata a idade

no coração de Lisboa "

terça-feira, novembro 04, 2008

Ao ver o filme Gothika voltei a ouvir esta bela música! Deixo a versão dos Limp Bizkit e o original dos The Who... Não sei porque sempre gostei da letra! Porque talvez nunca ninguém saiba como é ser "the bad man, the sad man"...





Assim vai o mundo...

sábado, novembro 01, 2008

Hoje tenho um jantar daqueles muito complicados... 12 meninos juntos! Medo, muito medo...