terça-feira, junho 30, 2009

Este filme tem de ser proibido!! Revela demasiados dos nossos truques masculinos... Mas pronto, no fim tudo acaba bem...



Assim vai o mundo...

sexta-feira, junho 26, 2009

Descobri que quando a Belota era pequena foi a um programa de televisão francesa e disse o que pensava sobre os rapazes... É a minha prenda de anos atrasada!!Ahaha Eu sei que tu me perdoas!!

quinta-feira, junho 25, 2009

Quem me conhece sabe que adoro rir! E quando as piadas são bons e comediantes contagiantes, então morro a rir.. Pois bem, eu exijo que os Improváveis venham a Portugal...







segunda-feira, junho 22, 2009

A vida parece ter por vezes dificuldades maiores que nós! Parece ser difícil libertar-nos das coisas más que nos perseguem. Pois bem, não se deve deixar de lutar. Mesmo quando tudo parece perdido, desistir é a única solução que não é aceitável. Até porque mesmo não sabendo, temos sempre algum apoio nas costas. Vejam esta cena do filme premiado "L'Ours"...

quinta-feira, junho 18, 2009

Decidi pegar com a minha querida Belota...

Belota,

tenho-te lido desde o primeiro dia e ouvido cascar nos homens (ou como tu dizes tótós) sem dó nem piedade! Dizes muitas vezes que os homens fazem coisas que vocês não compreendem e muitas vezes não compreendemos o que vocês fazem. Não sou advogado de defesa dos homens mas não me considero tótó. E também tenho umas dúvidazinhas. Começando por: porque raio vocês passam por uma fase em que vão para os concertos feitas tolinhas, a chorar por artista qualquer e a dizerem que ele é o homem da vossa vida? Onde está o vosso reconhecido equilíbrio e maturidade?

Beijo

terça-feira, junho 16, 2009

O meu cronista favorito, de quem não perco um texto que seja, José Manuel dos Santos perdeu há dias a sua mãe. E decidiu escrever este texto que tem passagens maravilhosas. Os meus pesames ao homem e a minha homenagem ao cronista...

A minha mãe era o absoluto da minha vida. Na aliança com ela não havia 'ses', 'talvez' ou 'depois'. O amor, ao mesmo tempo lúcido e louco, que, em todos os instantes, nos entregava, a mim e à minha irmã, iluminou a nossa vida e é-nos agora um sol interior. Sabemos que o melhor que somos vem dela. Vivia inclinada para nós, à nossa escuta: dava-nos um cuidado sem descanso, uma atenção sem intervalo. Mas detestava sentimentalismos exibidos. Fingia que não queria mimo, mas ficava maior com ele. Havia nela uma autoridade natural perante o mundo e os outros. Em casa, era uma rainha sentada no seu trono, a quem toda a gente reconhecia e prestava homenagem. O meu pai adorava-a. As amigas adoravam-na. Os filhos e os amigos dos filhos adoravam-na.
Era dona de uma inteligência muito acima da sua instrução: rápida, ágil, astuta, concisa. Tinha uma graça céptica e jovial, que a velhice aguçou. Percebia tudo antes de toda a gente: da política à psicologia. Usava um espírito crítico insubmisso e ilimitado. Nunca se rendia! Gostava de histórias e de segredos. Ao contrário do meu pai, gostava de futebol - e era do Benfica. Via os jogos com paixão e impaciência. Era boa, sem ser 'boazinha'! Era justa e atenta a quem precisava de ajuda. Era nervosa e resistente, voluntariosa e fatalista, teimosa e perspicaz, corajosa e por vezes obsessiva. Era muito frágil e muito forte.
Esta é a hora em que me lembro de todos os meus dias, desde o nascimento, pois ela está em todos eles. Às vezes, está neles mais do que eu. Guardo nos meus olhos o seu rosto belo. Nos meus ouvidos, a sua voz jovem. Guardo no meu corpo a memória das suas mãos. Quando, todas as manhãs, subia da minha casa à sua para a saudar, ela compunha-me sempre a gravata ou a gola do casaco. Era a sua maneira de me fazer uma festa. Conservarei até ao meu fim esse seu gesto (esse seu jogo), que acrescentava o meu corpo de força e de certeza.
Aos 85 anos, estava activa e lúcida como poucos. Fazia a sua vida como sempre fizera. Há dois meses, uma dor numa perna revelou uma 'fractura espontânea' (sem queda) do colo do fémur. Foi operada e correu bem (Hospital de São Lázaro). Quando já estava em casa a começar a andar, um trombo impediu-lhe a artéria da outra perna e foi de novo operada (Hospital de Santa Marta). Sucederam-se complicações: esteve a morrer, mas foi possível salvá-la. Melhorou e, quando estava de novo em casa, há apenas um dia, apareceu uma infecção que finalmente a venceu (Hospital dos Capuchos e de São José). Sofreu muito durante este tempo. Hora a hora, sentia-se mais cercada. Dizia: "Já não tenho lágrimas para chorar." Falava da morte, agarrada à vida. Depois da vida, agarrada à morte. Durante estes dias da doença, da recuperação, da agonia, conheceu nos hospitais o horror e a desatenção, mas também o cuidado e o carinho. Mas estes hospitais, mesmo aqueles que são os melhores, já não servem e é imperioso que deixem de servir. Por excelentes que sejam os cuidados médicos aí prestados (e, ao contrário da Urgência, a UCIP, cuidados intensivos de São José, é um exemplo de rara qualidade), estes velhos e inadequados hospitais são inaceitáveis pela humilhação que fazem aos doentes e aos que neles trabalham. Nestes meses (que nos acrescentaram uma anterior experiência de anos com a doença do meu pai), eu e a minha irmã vivemos nos hospitais ao lado da minha mãe e poderíamos fazer um relatório maior que o de uma comissão especializada.
Nesta Primavera que se me tornou Inverno, a minha mãe morreu, e eu sei que a sua ausência põe fim ao meu reino. A partir de agora, estou no exílio, por mais feliz ou dourado que possa ser. A sua morte é, de todas as coisas do mundo, a que menos me é alheia: deu-se também em mim. É-me, por isso, ao mesmo tempo impensável, insuportável e irreal. Para dar a essa morte a grandeza da sua vida comum e do seu amor por nós, digo poemas que falam das mães: de Herberto, de Sophia, de Eugénio.
E de Torga: "Mãe/ Que desgraça na vida aconteceu,/ Que ficaste insensível e gelada?/ Que todo o teu perfil se endureceu/ Numa linha severa e desenhada?// Como as estátuas, que são gente nossa/ Cansada de palavras e ternura,/ Assim tu me pareces no teu leito./ Presença cinzelada em pedra dura,/ Que não tem coração dentro do peito.// Chamo aos gritos por ti - não me respondes./ Beijo-te as mãos e o rosto - sinto frio./ Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes/ Por detrás do terror deste vazio.// Mãe:/ Abre os olhos ao menos, diz que sim!/ Diz que me vês ainda, que me queres./ Que és a eterna mulher entre as mulheres./ Que nem a morte te afastou de mim!"
in Unica.

sexta-feira, junho 12, 2009

Se eu fosse um pessimista...

... era tudo mais fácil! Porque sem dúvida que é mais simples pensar que tudo vai correr mal. Há a ideia que é miserável ser pessimista. É mentira! É óptimo! Não há expectativas, logo não há desilusões. Se algo é bom podia ser muito bom. Se algo é muito bom, podia ser perfeito. Se algo é perfeito (nunca o é para um pessimista), não o é durante muito tempo. Aliás, a vida é uma porra! Sobretudo porque mete pessoas. Os pessimistas deviam poder matar todos os optimistas e depois matar todos os pessimistas. Teríamos no fim o maior pessimista. Ou se calhar o que mais odiava os pessimistas. Se calhar até se tornava optimista. Ou então dava um tiro na cabeça. O que de todo em todo não era nenhum desperdício...

Qual é o objectivo de um pessimista? Mostrar a toda a gente que o mundo é uma merda e que não temos hipótese? Ou fazer o frete de viver? E quando é que um pessimista descobre que é pessimista? Quando nasce e não percebe onde está? Ou quando tem a primeira desilusão e faz a primeira birra? (todo este parágrafo é constituido por perguntas sem resposta dada, o que é muito fácil, e se é fácil, é claramente um parágrafo pessimista, o que significa que estou a absorver o pessimismo das minhas palavras).

Os pessimistas costumam dizer que não são pessimistas. São realistas! Porque obviamente a realidade só pode ser péssima. Só as pessoas que vêem a vida como um conjunto de eventos terríveis (e que os eventos menos terríveis são só premonições para outras piores) é que conhecem a realidade. Todos sabemos que os seres humanos são iminentemente maus e egoístas! E mesmo que só tenha um acto mau depois de uma vida boa, só vem dar razão aos pessimistas porque nos desiludia ainda mais. Ora, sendo assim, a única forma de não desiludir um pessimista é sendo sempre mau. É claro que se formos todos maus, acabamos por nos matarmos todos uns aos outros, o que de todo em todo não era nenhum desperdício...

Dificilmente dois pessimistas tem uma relação. ISto porque ambos sabem que nada é eterno. Logo se tudo é passageiro, para quê arranjar chatices? Uma nota aparte, dois optimistas também se haveriam de chatear e tornavam-se pessimistas, o que para esta dissertação é igual. Assim, todas as relações tem que ter um optimista e um pessimista. Porque o optimista precisa de alguém para tentar ajudar, e o pessimista precisa de alguém para mostrar como o mundo não é nada positivo. Sabemos também que o mais normal é as relações acabarem e acabarmos todos sozinhos e deprimidos. Ora normalmente a depressão leva ao apagamento ou até à morte, o que de todo em todo não era nenhum desperdício...

Se eu fosse pessimista, se calhar era mais feliz! O que é um paradoxo, pois todos sabemos que para o pessimista não existe felicidade. Existe uma espécie de alívio feliz quando tudo corre mal e é-nos dada a razão. E até porque essa coisa da felicidade deve dar muito trabalho. Andar sempre a sorrir e com vontade de ajudar ou outros. Para quê? Na melhor das hipóteses, a pessoa que ajudamos diria obrigado. Mas se fui obrigado para que é que o ajudei? E normalmente as pessoas nunca nos retribuem o favor. Então que se lixe ajudar. Mais vale deixar toda a gente morrer, o que de todo em todo não é nenhum desperdício...

(Se calhar já ninguém me está a ler! Havia de haver uma caixa de comentários aqui a meio, onde as pessoas pudessem por uma cruz _X_ se ainda estivessem a ler. Mas como sou pessimista, estou certo que já perdi muitos dos meus leitores. Com certeza não ganhei nenhum, porque ninguém começa a ler um texto destes a meio. Tinham que descer o cursor ao calhas e começar a partir daqui. Vai-se a ver perderei todos até ao fim do texto. O que de todo em todo não é nenhum desperdício...)

Se eu fosse pessimista, as minhas amizades coloridas acabavam todas. Umas porque a cor acabava, outras porque a amizade acabava. Umas por culpa minha e outras por culpa dos outros. É claro que a minha culpa é relativa porque se sou realista, quer dizer que os outros é que estão mal. Não tenho culpa que se comecem a envolver e eu não querer mais. Bem sei que o pessimismo é mais sexy do que o optimismo, mas se sou pessimista porque é que criam ilusões? É sempre melhor ser pessimista e não criar ilusões. Sonhar é para os tolinhos. Se um inventor erra 99 vezes e acerta na centésima, como é que isso pode ser bom? Não é. Falhou muitas mais vezes. Perdeu tempo. E mais a mais as invenções são uma estupidez porque não encaixam na realidade. Tentam melhorar o mundo, quando todos sabemos que ele só pode piorar. Só se inventarem algo para piorá-lo mais depressa, o que de todo em todo não é nenhum desperdício...

Diz-se que o fado é pessimista! Não faço ideia. Sei que o destino de todos nós é a morte e o esquecimento, logo isto é real. E se é real, nem precisa ser pessimista. Os portugueses não são pessimistas. São optimistas desiludidos. Porque é que é diferente? Porque se queixam muito. Um pessimista não se queixa. Reporta factos reais. Ele sabe que não adianta queixar nem chorar. O mundo é assim e não valem a pena lamúrias. Por tudo isto deviamos era ficarmos todos calados, o que de todo em todo não é nenhum desperdicio...

Pois é, se eu fosse um pessimista era tudo muito mais fácil. O problema é que eu nunca gostei muito de coisas fáceis. E prefiro ser sempre contra o pessimismo. Por isso é que me desiludo tanto. E se calhar um dia vou-me embora para uma ilha deserta e fico a falar sozinho. O que já sabemos que de todo em todo não era desperdício nenhum...

segunda-feira, junho 08, 2009

Sempre adorei observar e compreender a psique humana. Não por forma a julgar ou criar rótulos, mas sim a entender o indivíduo. John Donne escreveu que nenhuma homem é uma ilha. Concordo! Acho que cada homem é um istmo. Tem sempre uma ligação aos outros. Seja maior, menor, submersa, visível, todo o ser humano tem uma ligação ao mundo dos outros. Por isso a Psicologia me fascina. Mais do que a Psiquiatria. A mim a parte médica ou física pouco me importa. Importam-me as pulsões e os comportamentos, não as reacções químicas e fisiológicas que as despoletam. Ler a mente de alguém é impossível, segundo dizem. Mas e ler todos os sinais que as pessoas emanam? Um trejeito, um discurso, uma pausa, um olhar. Decidi tirar o curso de Psicologia por isso mesmo. Ou talvez porque procuro em cada louco a sua humanidade, sabendo que toda a humanidade tem a sua loucura. Até eu! Será uma loucura saudável, mas ainda assim estou certo que alguma pessoa me achará louco. Seja por expôr aqui os sentimentos ou pensamentos, seja por preferir dizer uma cruel verdade do que uma mentira piedosa, seja por afirmar que sou um observador humano.
Talvez por tudo isto me chateiem as "one night stands"! Ficaram confusos? Eu explico. Nos meus namoros e amizades coloridas, sempre dei maior importância ao que não era físico. Não estou a dizer que não adore a parte física. É óbvio que sim! A minha costela brasileira apela ao físico. Mas estou 100% seguro que não é isso que me atrai nos outros e tampouco o que atrai em mim aos outros. Não sei se todas as mulheres com quem estive eram pelas pelos padrões dos outros. Eram para mim. A sua unicidade, as suas imperfeições, transformavam-nas em telas perfeitas. Sim, tive contacto físico com elas, mas importava-me saber que quando faziam determinado gesto ou diziam certa palavra, algo estava certo ou errado. Talvez por isso falem do meu olhar malandro. Porque é o olhar traquina de quem se está a deliciar a conhecer a outra pessoa. E talvez por isso eu procure continuar as amizades para além do mero contacto físico. As "one night stands" não permitem isso. Há o delicioso jogo da sedução, o fantástico momento da comunhão das vontades, mas falta a suprema satisfação de dois seres que se entendem, preocupam, conhecem. Diferencio as "one night stands" em não não houve mais comunicação (nunca por vontade minha) das amizades coloridas em que só por uma vez tenha havido contacto físico. Porque é possivel duas pessoas terem o desejo e ensejo de partilhar o corpo e depois (seja por não terem gostado ou haver risco de envolvimento não desejado, ou até por falta de oportunidade) decidirem partilhar "apenas" tudo o resto. Tive 3 ou 4 "one night stands" (e espero não ter mais nenhuma) e tudo o resto amizades coloridas ou namoros.
Neste momento é a Psicologia que chama por mim. Mais uma viagem no meu agitado Mundo...

sexta-feira, junho 05, 2009

Pois bem, a voz das duas músicas que aqui coloquei são de uma bela menina minha amiga. Com os seus inacreditáveis 16 aninhos, ela tem um belo futuro à sua frente. Como tem cabeça, ela saberá trabalhar a voz para ser uma bela surpresa no nosso panorama musical. Será a minha Estrela!:)

quinta-feira, junho 04, 2009

Já agora ouçam esta e comentem... Depois explico...


At Last - Clip Music Bands

quarta-feira, junho 03, 2009