sábado, dezembro 23, 2006

Já ouvi algumas vezes, não necessariamente a mim, a frase: "Não me podes impedir de me apaixonar por ti!". Muito bem! De facto, a prerrogativa de apaixonar por alguém é um direito que assiste a qualquer um. Diz-se que não se escolhe a pessoa por quem nos apaixonamos e que devemos seguir os nossos sentimentos. Pois bem, e o contrário? DEfendo a existência da prerrogativa de não me apaixonar. De querer viver a vida, de estar com alguém sem ter a pressão de dizer que a amo. Devo precisar que quando digo não apixonar não quer dizer que não há paixão. Quero dizer que não há aquele amor transcendente. Porque parece que cada relação que começamos tem de ser para sempre. Aprendi que o "para sempre" é feito de cada dia! E que é possivel ter uma relação fantástica sem a pressão da duração.
Há quem defenda que apaixonar tem de ser de ínicio. Gosto de acreditar que primeiro há a atracção (ou identificação ou química), depois há o conhecimento e o envolvimento. Não é possível haver paixão ou amor à primeira vista. São sentimentos evolutivos. Assim como amor/paixão não acaba num dia, vai acabando ao longo do tempo...

PS- É bom estarmos sem nos apaixonarmos durante um tempo! Assim damos mais valor a esse sentimento...

(continua...)

3 comentários:

Catwoman disse...

Já tinha um texto preparado sobre isto mas que ainda não pus!! Agora vai parecer que te copiei (LOL)
Bjs

Francisco del Mundo disse...

Cat, ahahhaha... Eu não te acuso de plágio, está descansada...:D
Bacione

carpe vitam! disse...

Temos conceitos diferentes sobre Amor e Paixão. Li um livro bastante interessante que me ajudou a definir ideias (Amor, Paixão e Sexo, de Francisco Allen Gomes, creio que vias gostar). Para mim, tudo começa com um Ar, um Entusiasmo. Nem sequer tem de ser uma coisa imediata, pode surgir pelo motivo mais prosaico. Depois é Fogo, se tiver Ar para se alimentar, pode criar uma grande Chama. Já o Amor, bem, o que é que o Amor tem que ver com isso? Amor é Terra, é Raiz (bem, a Rita Lee destrinça isso muito melhor que eu).
O que aprendi com as minhas paixões é que quando se trata de pessoas, para além de não terem culpa que eu me apaixone por elas, não têm obrigação nenhuma de me corresponder. O problema a meu ver, é que as pessoas quando se apaixonam costumam ficar tão lerdas que acham que têm de ser correspondidas custe o que custar. Só me aconteceu uma vez essa coincidência cósmica. E acho que sou incrivelmente sortuda e privilegiada por isso.
Todas as minhas outras Paixões e Entusiasmos me enriquecem independentemente do objecto que as despoleta. Para quê frustrar-me com desejos não correspondidos quando posso canalizar toda essa Energia e apuramento dos sentidos para me sentir bem e fazer alguma coisa de jeito?