segunda-feira, agosto 31, 2009

Durante estes dias tive a tal conversa interior entre o narrador e o Alfie! O Alfie talvez sofra menos, mas também passa mais tempo sozinho. Acho que é o equilibrio! O tal cabrão fofinho... Olhem, tipo esta música do Leonard Cohen...



PS- Esta música não vos faz dançar?

quinta-feira, agosto 27, 2009

Um bocadinho de saudades deste sorriso...

quarta-feira, agosto 26, 2009

Provavelmente o original da música era uma conversa, mas eu sempre ouvi esta música como uma conversa interior! Alfie é o homem egoísta dentro de mim, aquele que não acredita no amor, apenas nas relações superficiais. Alfie é o cabrão que conquista as mulheres sem respeitar os seus sentimentos. O narrador da música é tudo o resto! É o homem que vê cada mulher como um monumento à beleza, um santuário de sentimentos, um eterno crente no amor. Mas a cada dia que passa vejo mais e mais Alfies! E vejo as mulheres a perderem-se de amor pelos Alfies deste mundo. Tive um blog que se chamava O último dos românticos! Já aí achava que o romantismo se estava a perder. Já me chamaram príncipe! Que era o príncipe de alguém, que seria o príncipe de alguém. Mas a verdade é que aqui estou! Uma casa vazia, uma cama vazia, um vida incompleta. E vejo à minha volta amigos a desprezar mulheres fantásticas, que correm atrás deles como se fossem perfeitos. Não me interpretem mal! Não é a inveja que me faz escrever isto. É puramente a triteza! Afinal este é o Diário de um Homem Sentimental. Onde me exponho... Onde belíssimas mulheres aqui vem e dizem que gostam das minhas palavras, dos meus sentimentos! Mas e depois? E lá fora? No mundo real, a maioria acaba por se enamorar não por aqueles com os melhores sentimentos ou palavras mas pelos Alfies desta vida. O meu sorriso vai desaparecendo... Vão-se perdendo as minhas palavras... Vejam a letra e percebam o que quero dizer...



Alfie

Whats it all about, alfie?
Is it just for the moment we live?
Whats it all about when you sort it out, alfie?
Are we meant to take more than we give
Or are we meant to be kind?
And if only fools are kind, alfie,
Then I guess its wise to be cruel.
And if life belongs only to the strong, alfie,
What will you lend on an old golden rule?
As sure as I believe theres a heaven above, alfie,
I know theres something much more,
Something even non-believers can believe in.
I believe in love, alfie.
Without true love we just exist, alfie.
Until you find the love youve missed youre nothing, alfie.
When you walk let your heart lead the way
And youll find love any day, alfie, alfie.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Perguntam os meus pais:
- Estás bem?
- Sim, estou bem! - respondo eu.

Sabes, se calhar não sei ser teu amigo! Ou pelo menos ser só teu amigo. Como se faz a passagem de ser amigo, namorado, amante, companheiro, parceiro, confidente, para amigos que se falam de tempos a tempos? Eu não sei. Se tu sabes, melhor para ti.

- Estás bem? - perguntam os meus amigos.
- Estou muito bem! - respondo eu.

Acho que vou alugar meia cama a algum sem-abrigo! Ou então a cama toda. É que me custa chegar lá todos os dias e imaginar como seria encontrar-te. Ou andar a falar pela casa à casa que aparecesses.

- Estás bem? - perguntam as amigas.
- Estou óptimo! - respondo eu.

Elas perguntam-me quando me caso, quando tenho filhos! Mas que culpa tenho eu que agora só pense ter mulatinhos. E tu és o chocolate necessário para esses chocolates de leite. E como dizer-lhes que parece que lhes falta algo? Mas também metades só há duas, e se eu tenho uma e tu a outra, não sobram mais metades...

- Estás bem? - perguntas tu.
- Porra, tou fantástico, mas não estou completo...

PS- Ninguém me vai perguntar se tou bem, pois não???

sábado, agosto 22, 2009

Já aqui falei da minha relação com as redes sociais! Concordo com algumas coisas que o MST disse, mas também tenho de afirmar com todas as letras que os hi5, facebooks, blogs já me deram muitas coisas boas... Mas também não vivo vidrado com estes sites! Não fico preocupado se ninguém me vê ou comenta. Acho que tem o seu espaço. E já agora acho que agora trabalho melhor com o Twitter (http://twitter.com/chicodelmundo)... Só para contrariar...

quinta-feira, agosto 20, 2009

Miguel Sousa Tavares acerca das redes sociais! Cru mas com muita verdade pelo meio...

Let's face it

Pergunta-se a alguém porque está no Facebook e a primeira resposta é: "porque me interessa profissionalmente, para estabelecer contactos". Como - um tipo é dentista (ou fotógrafo, ou canalizador ou advogado) e angaria clientes no Facebook? "Não, claro, que não!", respondem logo. Então? Porque têm negócios ou produtos que lhes interessa divulgar - resposta nº 2. Ah, então é uma rede de comerciantes, que aproveitam a publicidade grátis? "Bem, também não", respondem, já levemente embaraçados. Afinal, insisto, é porquê? "Por exemplo: serve para encontrar os antigos colegas da Primária ou do Liceu" - resposta nº 3, já levemente irritada. (E eu fico a pensar para comigo: interessa-me assim tanto encontrar os antigos colegas do Liceu ou da Primária? Francamente, não. Eles que me perdoem, mas a vida não se faz a andar para trás). Passemos, então, a outro tipo de dúvidas que a minha curiosidade gostaria de ver esclarecidas.
F tem 1243 'amigos' e 'amigas' registadas - uma multidão (e eu que detesto mutidões...).
- Tens mesmo 1243 amigos?
- Não, claro que não!
- Então porque estão registados como teus amigos?
- Porque pediram e eu os aceitei.
- Se os aceitaste é porque os queres como amigos: tens de lhes escrever de vez em quando, mandar notícias, responder quando eles escrevem...
- Só respondo quando quero. E à maior parte não respondo.
- Não consigo perceber...
- O quê?
- É que toda a gente diz o mesmo, quando pergunto isto: que só têm essas legiões de amigos porque lhes pediram e eles aceitaram. Parece que ninguém pede, toda a gente se limita a aceitar; e, depois, todos juram que só respondem a alguns. Sendo assim, não consigo entender como e para quê têm esses 'amigos todos'.
Fim de conversa. Já fiz esta conversa várias vezes, já tive esta discussão com amigos inúmeras vezes e ninguém sai da sua: eles do Facebook, eu da minha perplexidade. Na verdade, só há uma resposta que eu entenderia: estão no Facebook porque não conseguem enfrentar a solidão e vivemos um tempo em que, quanto mais se comunica, quanto mais se fala, quanto mais se apregoa, mais a solidão é funda e irremediável. E o Facebook é o instrumento perfeito para criar a ilusão de que não se está sozinho, mas acompanhado por uma vastidão de amigos. Basta escolher um 'perfil', carregar num botão e esperar que um desconhecido nos aceite como amigo. E, se esse não aceitar, há mais uns milhões, o universo todo, para tentar de novo. Quem disse que é difícil fazer amigos? Que é difícil encontrar pessoas interessantes? Que, hoje em dia, não há tempo para conhecer pessoas novas? Que as relações humanas são complicadas? Eis o instrumento que veio pôr fim a tudo isso. Agora, com o Facebook, só está só quem quer.
Essa explicação eu entenderia: é séria, é real, é humilde. Só que, essa, ninguém a dá. Menos ainda se atreverão a confessar outro tipo de razões pelas quais eu desconfio que muita dessa Humanidade perde horas preciosas das suas vidas amarrada à coisa (embora todos jurem também que raramente lá estão). As razões inconfessadas são estas (e isto é uma teoria muito pessoal): a) - para arranjar parceiros amorosos ou apenas sexuais; b) - para se exibirem a si mesmos, às suas vidas, às fascinantes personagens que todos se imaginam ser; e c) - para vasculharem a vida dos outros.
Vá, venham, caiam-me todos em cima. Estou aqui para dar o peito às balas dos 'amigos'. É verdade que eu sou, por natureza, o oposto da filosofia da coisa: detesto falar ao telefone, só abro o correio uma vez por mês, só respondo a mails de trabalho ou aos dos verdadeiros amigos que conheço, de carne, osso e alma, odeio expor a minha vida (já tão devassada, inventada e caluniada em blogues que por aí circulam) e interessa-me nada a vida privada dos outros. Gosto de fazer amigos de outra maneira, de ter encontros de outra forma, por acaso olhos nos olhos (embora haja gente que consegue mentir olhos nos olhos e tranquilamente). E não consigo simplesmente entender essa fórmula de as amizades circularem em rede, tipo-D. Branca, 'temos x amigos em comum, vamos ser amigos também', numa progressão geométrica imparável e absurda, até ao ponto em que o universo inteiro acabará amigo, todos uns dos outros, nesse admirável pesadelo novo do Facebook.
Vocês, os 'amigos' do Facebook, conseguiram transformar em realidade o pesadelo do Orwell e o sonho de todas as polícias: montaram uma rede onde todos se cruzam e expõem, onde é fácil descobrir o paradeiro de cada um, mesmo quando ele não quer, onde se estabelecem relações amorosas por magnetismo virtual, se desvendam traições e adultérios, se partilham segredos no meio da multidão, se revelam as fotografias e as andanças que deveriam ser íntimas, e onde se faz tudo isso com uma compulsão de drogados, viciados em voeyurismo e exibicionismo. Vocês, caros 'amigos' e 'amigas', transformaram o Big Brother numa realidade planetária. Mas com a diferença de que não é ele que vos vigia contra vontade, mas vocês que se lhe oferecem voluntariamente.
Era de esperar que aqui chegássemos: os sinais estavam todos lá e cada vez mais nítidos. Os dois barómetros principais, para quem tenha estado atento, foram a crescente profusão das revistas ditas 'sociais' e a crescente audiência dos programas de TV ditos 'populares'. Os primeiros transformaram inutilidades em celebridades, os segundos aliciaram o 'povo' a conquistar os seus minutos de fama, exibindo-se para um catálogo de vícios onde os degradaram a um extremo indecoroso, convencendo-os de que eram ídolos e corajosos. Juntos, as revistas sociais e os programas populares de TV levaram a pobre gente a acreditar que eles próprios podiam transformar-se na notícia, saltando de espectadores para actores principais. Não pelo que fazem, pelo que são, pelo mérito que têm, pelo exemplo ou pelo valor que dão à sociedade, mas exactamente pelo contrário: porque vão a festas, porque namoram X ou Y, porque fizeram um implante de silicone, ou porque tiveram um filho (e vendem a gravidez, o parto, a saída da maternidade, o primeiro banho, o baptizado, a primeira fralda borrada), ou então porque se tornaram 'vedetas' na televisão, em programas onde se dispuseram a ser acorrentados, chicoteados ou filmados 24 horas por dia, retrete incluída. E assim se tornaram eles próprios na notícia.
Mas como não cabem todos nas revistas ou nos programas televisivos, e como todos queriam beber da mesma água, os sobrantes encontraram no Facebook o instrumento exactamente adequado a esta ânsia de protagonismo, a esta irresistível compulsão de partilha que a todos reanima, com um sopro de vida como há muito não varria o mundo. Está bem, concedo que, pelo que me tenho apercebido e no que a Portugal diz respeito, o clube está acima do nível das revistas sociais ou do lixo televisivo: há para ali alguns intelectuais, ou autonomeados como tal, bastante gente perfeitamente frequentável noutras circunstâncias, muita gente interessante e outra desarmante, e muitíssimas mulheres que não são nada de deitar fora, sob vários aspectos (e, sobretudo, muita outra gente que só lá está porque os outros estão e têm medo de não serem 'modernos', ficando de fora). E confesso também que é isso o que mais me preocupa: será que sobra alguém para fora, onde também continua a haver vida, embora sob outra forma? Será que sobra alguém que se possa e valha a pena encontrar num café, num cinema, numa praia, num aeroporto? Ou vai tudo viver, envelhecer e morrer agarrado ao Facebook, sob o desagradável olhar de todos os outros? E a seguir, o que se seguirá?
Ó desgraçados, voltem antes que seja tarde!

terça-feira, agosto 18, 2009

O sucesso de um anúncio publicitário vê-se pela forma como se cola à nossa memória e ao nosso subconsciente! Pois bem, acho que todos nós reconhecemos esta marca...





terça-feira, agosto 11, 2009

O Sudoeste! Primeira vez! Muito bom! Brutal mesmo! Dizem-me que esteve menos gente que o costume, mas eu acho que estiveram as pessoas suficientes para haver um convivio fantástico.



Eu e dois amigos na maior tenda do acampamento. Um T3 com uma área abusiva! Toda a gente que passava comentava que parecia uma casa, um palácio, a mansão do Cristiano Ronaldo e até uma cidade! Em termos de dormir e comer estivemos muito bem instalados.



O espírito do festival é de amena cavaqueira. Toda a gente pega uns com os outros. Tirando alguns stresses desnecessários, é tudo muito zen, muito tranquilo! Como este talento perdido no meio do acampamento...



Nós chegamos no domingo, bem antes dos concertos e pudemos apreciar o lado mais social! Muito convívio, muita praia, muita loucura. Aproveito para vos mostrar como será o novo equipamento do FCP com o seu novo reforço...



Depois os concertos! Vamos por dias...

- Na Quarta-feira, David Guetta deu as boas-vindas aos festivaleiros com um grande set...

- Na Quinta-Feira, Buraka deu um concerto electrizante! Mais de 30000 pessoas vibraram ao som deles. Querem um exemplo?




No Palco Positive Vibes (mais do reggae) Anthony B deu um belo concerto. Aliás, vão reparar que falarei muito deste palco...

- Na Sexta, o dia que muitas pessoas tinham dúvidas. Pois bem, foi uma grandiosa noite. Carlinhos Brown deu um grande concerto e teve o azar de tocar muito cedo. Mas ele não sabe cantar mal.




A seguir o concerto poderoso de MadCon... Aqui com o tema mais conhecido...



A seguir, para mim, o concerto do Sudoeste! Muitas pessoas punham em dúvida Mariza. "Ouvir Fado no Sudoeste???" ou "Ela não vai conseguir puxar pelo público!" Pois bem, vejam e ouçam o crescendo da adesão do público até a apoteose brutal da versão de Skunk Anasie...











Deolinda entraram muito bem no espírito e deram um concerto muito alegre...



Shaggy foi fantástico no seu reggae contagiante...





E para terminar este dia a grande desilusão do Sudoeste para mim! Não escondo que Zero 7 era uma das bandas que mais queria ver. E fiquei de rastos! Aliás abandonei o concerto a meio. Muito pouco entusiasmantes e com poucos temas emblemáticos. Fica aqui um dos melhores momentos...



- No sábado, o dia Rock! Blind Zero muito seguros e é claro o muito saudado regresso dos Faith No More... Mike Patton é louco de pedra...





No palco reggae, os Mad Caddies e o filho de Bob Marley, Kymani Marley deram show...



- No último dia, Marcelo D2 num concerto muito bom...



Basement Jaxx foram aquilo que são sempre... Fabulosos e com mais de 40 temas num concerto incrível...



E o fim do Festival para mim com os legendários embaixadores do Reggae, os Third World! (a qualidade de imagens do concerto deles não era boa, por isso deixo só os temas)





E para o fecho a loucura dos Pow Pow Movement...



Foram dias memoráveis cheio de episódios que davam grandes estórias. Mas fiz um pacto com os amigos que "What happens in Sudoeste, stays in Sudoeste"! Deixo no entanto algumas palavras e expressões chave para memória futura:

"Tostinhas"; "Rabina"; "Pechincha"; "Lurdes"; "La Betonera Humana"; "El Corleone"; "Tenda dos Comidos"; "Mansão do Cristiano Ronaldo"; "Amo você"; "Depois elas dão-se"; "T9"; "Síndrome da Mão de Pedinte"; "Põe Hip-Hop, pah"...

segunda-feira, agosto 10, 2009

Cheguei do Sudoeste, mas hoje o dia é dedicado a este senhor enorme de Portugal! Saber que ele partiu foi uma notícia tristíssima... Ele tinha o sorriso malandro mais doce do nosso país...

sábado, agosto 01, 2009

Último capítulo...

"Bela H.,
peço-te desculpa! Porque não sei como te deixar. Estarei sempre aqui..."

PS- Vou a partir de hoje para sul a caminho do Sudoeste! Até já...

quinta-feira, julho 30, 2009

Penúltimo capítulo...

"Bela S.,
peço-te desculpa! Pela primeira vez na minha vida, enganei-me a mim e a outra pessoa. Pensei que podia dar a oportunidade a outra pessoa de me fazer redescobrir o amor, mas não. O meu coração está penhorado! Ficou guardado nas mãos da metade da minha laranja. Provavelmente lá ficará! És uma menina doce, divertida, linda. Farás um homem muito feliz. Mas não eu... Sinto que te enganei ao fazer-te pensar que estava livre para uma relação. Isto porque nem eu sabia se estava ou não. Não estou... Não te quis magoar e magoei-te. Não merecias e por isso te peço desculpa..."

quarta-feira, julho 29, 2009

Terceiro capítulo...

"Bela C,
peço-te desculpa! Porque não soube ser eu. Estive sem relações durante muito tempo até apareceres na minha vida. Estava ainda magoado com a minha longa relação que não acabou bem. Amaste-me mais do que eu te soube amar! E nunca me perdoarei por isso. Deste-me tanto e só depois de te perder percebi o quanto tinha desperdiçado. És uma mulher forte, independente, sem arrependimentos. Sei que sofreste não por termos acabado mas porque não conseguiste que eu ganhasse asas. Tentaste sempre que eu fosse melhor do que o que era. E só quando te perdi entendi isso! Estava apático. Suguei-te as forças! Espero que encontres um homem que te saiba amar como eu não soube."

terça-feira, julho 28, 2009

Continuando...

"Bela L.,
peço-te desculpa! Primeiramente porque te traí. E isso não tem desculpa possível. Nem o facto de ter acabado no dia seguinte nem o facto de ter sido com aquela que foi depois minha namorada durante 3 anos e meio. Eras um doce de menina! Com uma inocência imprópria da tua idade. E que te assentava tão bem! A entrada na universidade foi uma fase estranha em que experimentei demasiadas coisas ao mesmo tempo. E a nossa relação acabou por padecer de eu querer abarcar tudo. Sei que terás sempre um espaço no meu coração e se alguma ves te fiz mal, peço-te desculpa."
Poucas foram as coisas que fiz e que me arrependo! Ou melhor, que penso ter de pedir desculpa. Mas este é um bom sítio para pedir algumas desculpas. Começo hoje...

"Bela T.,
peço-te desculpa! Porque me apanhaste na transição de patinho feio para pessoa com auto-estima. Porque andei perdido no meio da relação e não soube dar-me como poderia. Soube depois que estiveste um tempo apaixonada por mim e peço-te desculpa por isso. Foi um tempo que poderias ter gasto em alguém que te soubesse dar o valor que mereces. Tive a sorte de ter uma segunda oportunidade para honrar a tua amizade passados dez anos e espero nunca a desperdiçar. És uma bela menina com um coração enorme e mereces toda a felicidade do mundo..."

PS- Ela leu e perdoou...

sexta-feira, julho 24, 2009

Ainda antes de entrar em confissões, uma opinião...

Vi ontem o último episódio de Equador, que tinha sido transmitido Domingo. Sim, eu via o Equador! Desde o primeiro episódio. Até porque achei o livro de Miguel Sousa Tavares interessante. Acho que o tempo vai mostrar como a personagem de Luis Bernardo Valença terá um espaço na Literatura Portuguesa. Gosto dele porque consigo identificar-me com alguns dos pecadilhos dele. É claro que obviamente nunca trocaria a bela Doroteia...



pela loira Anne!



Preferi o livro ao argumento da série. Estava melhor estruturado! O fim tentou explicar muitas coisas (porque haviam mais personagens) e acabou por se perder... A parte boa da imagem é que podemos ver a bela Ciomara no papel de Masara! (a minha sorte é estar tão bem servido de chocolate na minha vida)

quarta-feira, julho 22, 2009

1h da manhã! O pc avariou. A tv não funciona. O que fazer? Podia ir dormir. Não vou. Decido voltar às origens. Na varanda, a temperatura está agradável. O vinho tinto repousa a meu lado. Seguro um belíssimo charuto Romeo & Julieta, que vou passeando entre os dedos e os lábios. Nos ouvidos o iPod leva-me até ao mundo da música. Vou lendo uma revista mas a minha mente vagueia. Tomo a resolução de escrever. Escrever a sério! Dedicar-me às palavras enquanto verdadeira ocupação. Imediatamente começam a surgir estórias na minha cabeça. Se apenas conseguisse escrever com o pensamento, já tinha impresso um mundo de palavras. Penso nas minhas vivências, nas minhas dores, nos meus amores. Como o coração está penhorado, como o amor está pausado. E a certa altura, uma música começa a soar nos meus ouvidos. A névoa do fumo, o vapor do vinho e uma viagem ao mais profundo de mim mesmo...



Stay
Eva Cassidy

terça-feira, julho 21, 2009

Cinco-dias-cinco sem pc! Quase a dar em doido... Voltei com uma vontade enorme de escrever. E de me expor.. Aguardem...

quarta-feira, julho 15, 2009

Só existe uma amputação limitativa! É a da mente. Só essa pode impedir-nos de fazer aquilo que julgamos ser impossivel. Acham que não? Então vejam o vídeo...

sábado, julho 11, 2009

Sei que estiveste neste concerto... Sei que apanhaste com a chuva na cara... Sei que vibraste com esta música... Lembrei-me dela porque a todos os momentos me lembro de ti... Deixo-a aqui porque todos os dias sinto saudade... Há gente que fica na história na história da gente...



Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

segunda-feira, julho 06, 2009

Já que ando numa de propostas, proponho este belo filminho.. Porque um homem pode sempre andar feito bola de pinball, mas no fim, no finalzinho, espera-se que seja feliz...

sexta-feira, julho 03, 2009

Isto é de facto uma lição que podemos transportar para o quotidiano...

terça-feira, junho 30, 2009

Este filme tem de ser proibido!! Revela demasiados dos nossos truques masculinos... Mas pronto, no fim tudo acaba bem...



Assim vai o mundo...

sexta-feira, junho 26, 2009

Descobri que quando a Belota era pequena foi a um programa de televisão francesa e disse o que pensava sobre os rapazes... É a minha prenda de anos atrasada!!Ahaha Eu sei que tu me perdoas!!

quinta-feira, junho 25, 2009

Quem me conhece sabe que adoro rir! E quando as piadas são bons e comediantes contagiantes, então morro a rir.. Pois bem, eu exijo que os Improváveis venham a Portugal...







segunda-feira, junho 22, 2009

A vida parece ter por vezes dificuldades maiores que nós! Parece ser difícil libertar-nos das coisas más que nos perseguem. Pois bem, não se deve deixar de lutar. Mesmo quando tudo parece perdido, desistir é a única solução que não é aceitável. Até porque mesmo não sabendo, temos sempre algum apoio nas costas. Vejam esta cena do filme premiado "L'Ours"...

quinta-feira, junho 18, 2009

Decidi pegar com a minha querida Belota...

Belota,

tenho-te lido desde o primeiro dia e ouvido cascar nos homens (ou como tu dizes tótós) sem dó nem piedade! Dizes muitas vezes que os homens fazem coisas que vocês não compreendem e muitas vezes não compreendemos o que vocês fazem. Não sou advogado de defesa dos homens mas não me considero tótó. E também tenho umas dúvidazinhas. Começando por: porque raio vocês passam por uma fase em que vão para os concertos feitas tolinhas, a chorar por artista qualquer e a dizerem que ele é o homem da vossa vida? Onde está o vosso reconhecido equilíbrio e maturidade?

Beijo

terça-feira, junho 16, 2009

O meu cronista favorito, de quem não perco um texto que seja, José Manuel dos Santos perdeu há dias a sua mãe. E decidiu escrever este texto que tem passagens maravilhosas. Os meus pesames ao homem e a minha homenagem ao cronista...

A minha mãe era o absoluto da minha vida. Na aliança com ela não havia 'ses', 'talvez' ou 'depois'. O amor, ao mesmo tempo lúcido e louco, que, em todos os instantes, nos entregava, a mim e à minha irmã, iluminou a nossa vida e é-nos agora um sol interior. Sabemos que o melhor que somos vem dela. Vivia inclinada para nós, à nossa escuta: dava-nos um cuidado sem descanso, uma atenção sem intervalo. Mas detestava sentimentalismos exibidos. Fingia que não queria mimo, mas ficava maior com ele. Havia nela uma autoridade natural perante o mundo e os outros. Em casa, era uma rainha sentada no seu trono, a quem toda a gente reconhecia e prestava homenagem. O meu pai adorava-a. As amigas adoravam-na. Os filhos e os amigos dos filhos adoravam-na.
Era dona de uma inteligência muito acima da sua instrução: rápida, ágil, astuta, concisa. Tinha uma graça céptica e jovial, que a velhice aguçou. Percebia tudo antes de toda a gente: da política à psicologia. Usava um espírito crítico insubmisso e ilimitado. Nunca se rendia! Gostava de histórias e de segredos. Ao contrário do meu pai, gostava de futebol - e era do Benfica. Via os jogos com paixão e impaciência. Era boa, sem ser 'boazinha'! Era justa e atenta a quem precisava de ajuda. Era nervosa e resistente, voluntariosa e fatalista, teimosa e perspicaz, corajosa e por vezes obsessiva. Era muito frágil e muito forte.
Esta é a hora em que me lembro de todos os meus dias, desde o nascimento, pois ela está em todos eles. Às vezes, está neles mais do que eu. Guardo nos meus olhos o seu rosto belo. Nos meus ouvidos, a sua voz jovem. Guardo no meu corpo a memória das suas mãos. Quando, todas as manhãs, subia da minha casa à sua para a saudar, ela compunha-me sempre a gravata ou a gola do casaco. Era a sua maneira de me fazer uma festa. Conservarei até ao meu fim esse seu gesto (esse seu jogo), que acrescentava o meu corpo de força e de certeza.
Aos 85 anos, estava activa e lúcida como poucos. Fazia a sua vida como sempre fizera. Há dois meses, uma dor numa perna revelou uma 'fractura espontânea' (sem queda) do colo do fémur. Foi operada e correu bem (Hospital de São Lázaro). Quando já estava em casa a começar a andar, um trombo impediu-lhe a artéria da outra perna e foi de novo operada (Hospital de Santa Marta). Sucederam-se complicações: esteve a morrer, mas foi possível salvá-la. Melhorou e, quando estava de novo em casa, há apenas um dia, apareceu uma infecção que finalmente a venceu (Hospital dos Capuchos e de São José). Sofreu muito durante este tempo. Hora a hora, sentia-se mais cercada. Dizia: "Já não tenho lágrimas para chorar." Falava da morte, agarrada à vida. Depois da vida, agarrada à morte. Durante estes dias da doença, da recuperação, da agonia, conheceu nos hospitais o horror e a desatenção, mas também o cuidado e o carinho. Mas estes hospitais, mesmo aqueles que são os melhores, já não servem e é imperioso que deixem de servir. Por excelentes que sejam os cuidados médicos aí prestados (e, ao contrário da Urgência, a UCIP, cuidados intensivos de São José, é um exemplo de rara qualidade), estes velhos e inadequados hospitais são inaceitáveis pela humilhação que fazem aos doentes e aos que neles trabalham. Nestes meses (que nos acrescentaram uma anterior experiência de anos com a doença do meu pai), eu e a minha irmã vivemos nos hospitais ao lado da minha mãe e poderíamos fazer um relatório maior que o de uma comissão especializada.
Nesta Primavera que se me tornou Inverno, a minha mãe morreu, e eu sei que a sua ausência põe fim ao meu reino. A partir de agora, estou no exílio, por mais feliz ou dourado que possa ser. A sua morte é, de todas as coisas do mundo, a que menos me é alheia: deu-se também em mim. É-me, por isso, ao mesmo tempo impensável, insuportável e irreal. Para dar a essa morte a grandeza da sua vida comum e do seu amor por nós, digo poemas que falam das mães: de Herberto, de Sophia, de Eugénio.
E de Torga: "Mãe/ Que desgraça na vida aconteceu,/ Que ficaste insensível e gelada?/ Que todo o teu perfil se endureceu/ Numa linha severa e desenhada?// Como as estátuas, que são gente nossa/ Cansada de palavras e ternura,/ Assim tu me pareces no teu leito./ Presença cinzelada em pedra dura,/ Que não tem coração dentro do peito.// Chamo aos gritos por ti - não me respondes./ Beijo-te as mãos e o rosto - sinto frio./ Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes/ Por detrás do terror deste vazio.// Mãe:/ Abre os olhos ao menos, diz que sim!/ Diz que me vês ainda, que me queres./ Que és a eterna mulher entre as mulheres./ Que nem a morte te afastou de mim!"
in Unica.

sexta-feira, junho 12, 2009

Se eu fosse um pessimista...

... era tudo mais fácil! Porque sem dúvida que é mais simples pensar que tudo vai correr mal. Há a ideia que é miserável ser pessimista. É mentira! É óptimo! Não há expectativas, logo não há desilusões. Se algo é bom podia ser muito bom. Se algo é muito bom, podia ser perfeito. Se algo é perfeito (nunca o é para um pessimista), não o é durante muito tempo. Aliás, a vida é uma porra! Sobretudo porque mete pessoas. Os pessimistas deviam poder matar todos os optimistas e depois matar todos os pessimistas. Teríamos no fim o maior pessimista. Ou se calhar o que mais odiava os pessimistas. Se calhar até se tornava optimista. Ou então dava um tiro na cabeça. O que de todo em todo não era nenhum desperdício...

Qual é o objectivo de um pessimista? Mostrar a toda a gente que o mundo é uma merda e que não temos hipótese? Ou fazer o frete de viver? E quando é que um pessimista descobre que é pessimista? Quando nasce e não percebe onde está? Ou quando tem a primeira desilusão e faz a primeira birra? (todo este parágrafo é constituido por perguntas sem resposta dada, o que é muito fácil, e se é fácil, é claramente um parágrafo pessimista, o que significa que estou a absorver o pessimismo das minhas palavras).

Os pessimistas costumam dizer que não são pessimistas. São realistas! Porque obviamente a realidade só pode ser péssima. Só as pessoas que vêem a vida como um conjunto de eventos terríveis (e que os eventos menos terríveis são só premonições para outras piores) é que conhecem a realidade. Todos sabemos que os seres humanos são iminentemente maus e egoístas! E mesmo que só tenha um acto mau depois de uma vida boa, só vem dar razão aos pessimistas porque nos desiludia ainda mais. Ora, sendo assim, a única forma de não desiludir um pessimista é sendo sempre mau. É claro que se formos todos maus, acabamos por nos matarmos todos uns aos outros, o que de todo em todo não era nenhum desperdício...

Dificilmente dois pessimistas tem uma relação. ISto porque ambos sabem que nada é eterno. Logo se tudo é passageiro, para quê arranjar chatices? Uma nota aparte, dois optimistas também se haveriam de chatear e tornavam-se pessimistas, o que para esta dissertação é igual. Assim, todas as relações tem que ter um optimista e um pessimista. Porque o optimista precisa de alguém para tentar ajudar, e o pessimista precisa de alguém para mostrar como o mundo não é nada positivo. Sabemos também que o mais normal é as relações acabarem e acabarmos todos sozinhos e deprimidos. Ora normalmente a depressão leva ao apagamento ou até à morte, o que de todo em todo não era nenhum desperdício...

Se eu fosse pessimista, se calhar era mais feliz! O que é um paradoxo, pois todos sabemos que para o pessimista não existe felicidade. Existe uma espécie de alívio feliz quando tudo corre mal e é-nos dada a razão. E até porque essa coisa da felicidade deve dar muito trabalho. Andar sempre a sorrir e com vontade de ajudar ou outros. Para quê? Na melhor das hipóteses, a pessoa que ajudamos diria obrigado. Mas se fui obrigado para que é que o ajudei? E normalmente as pessoas nunca nos retribuem o favor. Então que se lixe ajudar. Mais vale deixar toda a gente morrer, o que de todo em todo não é nenhum desperdício...

(Se calhar já ninguém me está a ler! Havia de haver uma caixa de comentários aqui a meio, onde as pessoas pudessem por uma cruz _X_ se ainda estivessem a ler. Mas como sou pessimista, estou certo que já perdi muitos dos meus leitores. Com certeza não ganhei nenhum, porque ninguém começa a ler um texto destes a meio. Tinham que descer o cursor ao calhas e começar a partir daqui. Vai-se a ver perderei todos até ao fim do texto. O que de todo em todo não é nenhum desperdício...)

Se eu fosse pessimista, as minhas amizades coloridas acabavam todas. Umas porque a cor acabava, outras porque a amizade acabava. Umas por culpa minha e outras por culpa dos outros. É claro que a minha culpa é relativa porque se sou realista, quer dizer que os outros é que estão mal. Não tenho culpa que se comecem a envolver e eu não querer mais. Bem sei que o pessimismo é mais sexy do que o optimismo, mas se sou pessimista porque é que criam ilusões? É sempre melhor ser pessimista e não criar ilusões. Sonhar é para os tolinhos. Se um inventor erra 99 vezes e acerta na centésima, como é que isso pode ser bom? Não é. Falhou muitas mais vezes. Perdeu tempo. E mais a mais as invenções são uma estupidez porque não encaixam na realidade. Tentam melhorar o mundo, quando todos sabemos que ele só pode piorar. Só se inventarem algo para piorá-lo mais depressa, o que de todo em todo não é nenhum desperdício...

Diz-se que o fado é pessimista! Não faço ideia. Sei que o destino de todos nós é a morte e o esquecimento, logo isto é real. E se é real, nem precisa ser pessimista. Os portugueses não são pessimistas. São optimistas desiludidos. Porque é que é diferente? Porque se queixam muito. Um pessimista não se queixa. Reporta factos reais. Ele sabe que não adianta queixar nem chorar. O mundo é assim e não valem a pena lamúrias. Por tudo isto deviamos era ficarmos todos calados, o que de todo em todo não é nenhum desperdicio...

Pois é, se eu fosse um pessimista era tudo muito mais fácil. O problema é que eu nunca gostei muito de coisas fáceis. E prefiro ser sempre contra o pessimismo. Por isso é que me desiludo tanto. E se calhar um dia vou-me embora para uma ilha deserta e fico a falar sozinho. O que já sabemos que de todo em todo não era desperdício nenhum...

segunda-feira, junho 08, 2009

Sempre adorei observar e compreender a psique humana. Não por forma a julgar ou criar rótulos, mas sim a entender o indivíduo. John Donne escreveu que nenhuma homem é uma ilha. Concordo! Acho que cada homem é um istmo. Tem sempre uma ligação aos outros. Seja maior, menor, submersa, visível, todo o ser humano tem uma ligação ao mundo dos outros. Por isso a Psicologia me fascina. Mais do que a Psiquiatria. A mim a parte médica ou física pouco me importa. Importam-me as pulsões e os comportamentos, não as reacções químicas e fisiológicas que as despoletam. Ler a mente de alguém é impossível, segundo dizem. Mas e ler todos os sinais que as pessoas emanam? Um trejeito, um discurso, uma pausa, um olhar. Decidi tirar o curso de Psicologia por isso mesmo. Ou talvez porque procuro em cada louco a sua humanidade, sabendo que toda a humanidade tem a sua loucura. Até eu! Será uma loucura saudável, mas ainda assim estou certo que alguma pessoa me achará louco. Seja por expôr aqui os sentimentos ou pensamentos, seja por preferir dizer uma cruel verdade do que uma mentira piedosa, seja por afirmar que sou um observador humano.
Talvez por tudo isto me chateiem as "one night stands"! Ficaram confusos? Eu explico. Nos meus namoros e amizades coloridas, sempre dei maior importância ao que não era físico. Não estou a dizer que não adore a parte física. É óbvio que sim! A minha costela brasileira apela ao físico. Mas estou 100% seguro que não é isso que me atrai nos outros e tampouco o que atrai em mim aos outros. Não sei se todas as mulheres com quem estive eram pelas pelos padrões dos outros. Eram para mim. A sua unicidade, as suas imperfeições, transformavam-nas em telas perfeitas. Sim, tive contacto físico com elas, mas importava-me saber que quando faziam determinado gesto ou diziam certa palavra, algo estava certo ou errado. Talvez por isso falem do meu olhar malandro. Porque é o olhar traquina de quem se está a deliciar a conhecer a outra pessoa. E talvez por isso eu procure continuar as amizades para além do mero contacto físico. As "one night stands" não permitem isso. Há o delicioso jogo da sedução, o fantástico momento da comunhão das vontades, mas falta a suprema satisfação de dois seres que se entendem, preocupam, conhecem. Diferencio as "one night stands" em não não houve mais comunicação (nunca por vontade minha) das amizades coloridas em que só por uma vez tenha havido contacto físico. Porque é possivel duas pessoas terem o desejo e ensejo de partilhar o corpo e depois (seja por não terem gostado ou haver risco de envolvimento não desejado, ou até por falta de oportunidade) decidirem partilhar "apenas" tudo o resto. Tive 3 ou 4 "one night stands" (e espero não ter mais nenhuma) e tudo o resto amizades coloridas ou namoros.
Neste momento é a Psicologia que chama por mim. Mais uma viagem no meu agitado Mundo...

sexta-feira, junho 05, 2009

Pois bem, a voz das duas músicas que aqui coloquei são de uma bela menina minha amiga. Com os seus inacreditáveis 16 aninhos, ela tem um belo futuro à sua frente. Como tem cabeça, ela saberá trabalhar a voz para ser uma bela surpresa no nosso panorama musical. Será a minha Estrela!:)

quinta-feira, junho 04, 2009

Já agora ouçam esta e comentem... Depois explico...


At Last - Clip Music Bands

quarta-feira, junho 03, 2009

Ouçam isto e comentem...


Angel - Clip Music Bands

sábado, maio 30, 2009

Eu sou! E vocês?

Uma nova espécie humana está a nascer - os leitores da mudança. Pessoas que não querem ser inundadas com más notícias, nem querem jornais, revistas ou telejornais cheios de violência, crises, guerras, catástrofes...
É um leitor da mudança? A resposta está neste vídeo.


quinta-feira, maio 28, 2009

Num regresso a uma infância que foi feliz, desloquei-me até à Rua Sésamo.. E eu adorava o Egas!! Sempre a dar cabo da cabeça ao Becas.. E este é o meu favorito de todos...

segunda-feira, maio 25, 2009

Tenho descoberto em mim algo que não conhecia! Descobri há muito que sou um homem das artes. O talento emociona-me ao mais profundo de mim! A escrita, o teatro, o cinema, a dança. Mas a música.. É a música que me transporta a um nível tão fundo que transparece imediatamente na pele arrepiada e nas lágrimas que correm pela minha cara. Vi há uns dias o filme "Os Miseráveis" com uma interpretação notável de Liam Neeson! Penitencio-me por nunca ter lido o livro (apenas uma versão em banda desenhada) e não conhecia a maravilhosa estória de Jean Valjean! Por coincidência no concurso Britain Got Talent apareceram duas interpretações (Susan Boyle e Jamie Pugh) maravilhosas do musical. E agora ando morto por ver o musical. Mostro-vos as duas interpretações do décimo aniversário do musical em Londres. Apreciem, tanto como eu...



domingo, maio 24, 2009

Aquele senhor que vemos ali de branco é meu pai! E mais uma vez campeão nacional de voleibol juvenil do Desporto Escolar! Merece esta homenagem sincera...





Assim vai o mundo...

sábado, maio 23, 2009

August Rush! Um filme de 2007 que desconhecia e que me fez sorrir como há muito não fazia nenhum. Não é um daqueles filmes que fica na História do Cinema como um filme de culto. Não! Mas é um filme para nos sentirmos bem. O tema central é a música! E os afectos! Nunca se deve desistir de procurar o amor e a felicidade. Deixo-vos o trailer e uma música cantada pelo surpreendente Jonathan Rhys Meyers...



terça-feira, maio 12, 2009



Yes Man não é um filme daqueles que figurará na galeria dos melhores filmes de sempre! Jim Carrey faz um papel como ele sabe fazer, usa o humor para passar uma certa mensagem. E neste caso, fala do positivismo! A ideia do filme é a transformação de um homem que vive a vida em negação. Literalmente diz não a tudo e acaba por viver sozinho o tempo todo pois evita os amigos. A certa altura vai ao seminário de auto-ajuda! E tem de dizer sim a tudo. Ora a verdade é que dizer sim traz coisas boas. E é assim que eu também vejo a vida. Quanto mais felizes tentarmos ser, mais a vida parece que nos sorri. Uma sucessão de belos eventos até que ele responde não a algo e as tragédias parecem suceder-se! Confronta então o autor de seminário e percebe que o "não" é necessário à vida. E essa é a lição do filme! O facto de sermos positivos não faz de nós seres amorfos e sem capacidade de escolher o melhor para nós. Sorrirmos para a vida implica fazer as nossas próprias escolhas, seguir o nosso caminho. Mesmo quando tudo parece correr mal, é sempre melhor enfrentar as coisas com a cabeça levantada.
Já tive problemas de saude, desemprego, traições, namoros acabados, mas poucas foram as vezes que perdi o sorriso. E quem me conhece sabe que tento sempre manter a tranquilidade e o positivismo. Seja de ser sagitário, seja de ter tido sempre o apoio dos meus pais, a verdade é que nada na vida me parece irremediável...

sexta-feira, maio 08, 2009

Ah, finalmente comecei a receber algumas dúvidas e questões!

Primeiramente, uma anónima (e tenho pena que não se tenha identificado porque preferia tratar pelo nome) deixou-me estas perguntas:

"Primas pela kuantidade ou kualidade?? A kuantas axas k deste kualidade?"

Ora bem, tenho de ver o que estou a responder! Sou desde sempre um apoiante da qualidade em detrimento da quantidade. Já aqui confessei que padeço de uma disfunção chamada "ejaculação tardia", que faz com que o acto sexual se prolongue mais pelo normal. Ora isto tem um outro lado, que é o periodo entre "dar duas" seja maior. Aliás, poucas foram as vezes que dei mais do que uma na mesma noite. No entanto, durante esse acto único procura dar o melhor de mim e sobretudo ter prazer dando prazer. Não é um qualquer acto de cavalheirismo bacoco, é mesmo porque tenho genuino prazer vendo que a mulher com quem estou tem prazer. Isto porque o facto de demorar a (ou por vezes nem sequer) ejacular faz com que me esforce mais com o prazer alheio do que com o meu. E por tudo isso, acho que dei qualidade, senão a todas, à maior parte! Se estou a responder ao facto de se prefiro estar uma vez ou muitas com uma mulher, prefiro é que cada vez que esteja com ela, seja com qualidade. Não faço sexo por fazer. Prefiro uma bela vez que muitas más! E quando não há quimica à primeira, segunda, não é preciso uma terceira para ser preferível preservar a amizade do que outra coisa.
Ainda ontem vi um filme espanhol que se chama "Diário de uma Ninfomaníaca"! Não, não é um filme porno. É para maiores de 18, mas sem pornografia. E nesse filme falava-se juntamente da frequência do sexo! Numa passagem a avó da personagem principal diz que a ninfomania é uma invenção humana para uma mulher que sai fora da regra. Porque o que é um exagero de sexo? É estar sempre a pensar nisso? Ou querer fazê-lo? Diz-se que um homem pensa em sexo de minuto a minuto, por isso porque não poderá uma mulher fazê-lo! A quantidade de sexo que dois seres humanos que se desejam devem ter, é algo que não pode ser medido. Importe que haja algo bom e daí advém a qualidade. Se essa qualidade se juntar a quantidade, eu sou o primeiro a dizer: PERFEITO! Aqui fica o trailer do filme...



Em segundo lugar, a minha querida Esse deixou esta pergunta:

"O que é que diferencia este teu blogue do blogue "francisco del mundo"?"

Esta resposta é mais fácil! O Francisco del Mundo é o meu pseudónimo. Nesse blog é onde comento a minha visão do mundo. Seja o mundo literário, musical, cinematográfico, etc. É o mundo que existe e é visto pelos meus olhos. Ora, este meu diário é escrito pelo Francisco. É o meu mundo visto por fora! Nunca tive receio de me expor. Sejam actos, sentimentos, pensamentos. Para quem leu todos os posts, já escrevi aqui alegre, triste, desvastado. No outro, procuro ser parcial (porque é a minha visão) mas neutro. Por isso decidi por este desafio às mulheres.

Fico à espera de mais questões...

quinta-feira, abril 30, 2009

Ora bem, mostrando que apesar de conhecer muito, é impossivel saber tudo sobre as mulheres, uma amiga disse-me que este blog não dizia muito de mim! Pois bem, decidi então por na mão das minhas leitoras o que querem saber sobre mim ou sobre o mundo dos homens. Todas as perguntas, curiosidades, cusquices serão respondidas sem rodeios... Fico à espera...

quarta-feira, abril 29, 2009

Que bom que foi recordar isto...




Amanhã tenho um desafio para todas as leitoras deste blog...

domingo, abril 26, 2009

Aqui falei há dias de Susan Boyle e da primeira oportunidade que poderá ter através do Britain Got Talent! Shaheen tem 12 anos e talvez tenha a sua oportunidade. Na primeira aparição em frente ao público e juizes teve uma má escolha de primeira canção. Poderia ter sido o fim de tudo! Mas não. Simon Cowell decidiu dar outra chance e pediu para cantar outra coisa. E depois... Depois é o que se pode ver no video...

sexta-feira, abril 24, 2009

Ora, é quando recebemos miminhos blogosféricos de belas meninas que dá mais vontade de continuar! Assim:

Primeiro a bela Bombokinha ofereceu-me este prémio que partilho com todos os leitores deste blog...



E depois a bela Pipoca dos Saltos Altos deixou-me este belo elogio...

"És o primeiro homem com quem me identifico a falar de Amor. Gostei muito de descobrir o teu blogue!"

Bom ouvir estas coisas...

sábado, abril 18, 2009

Sinceramente não há uma pessoa que a olhar para Susan Boyle, não pense que ela se enganou e apareceu para limpar os camarins. Ainda mais do que quando foi Paul Potts! Porque estamos habituados a Britneys e Rihannas e não achamos que uma pessoa de 47 anos e não tão atraente seja capaz de por de boca aberta! Mas pôs.. Eu nunca, nunca, em todos os programas que acompanhei, vi o Simon Cowell com um sorriso tão aberto e sincero... aqui fica...


quinta-feira, abril 16, 2009

Um caro amigo mostrou-me um projecto ao qual se encontra ligado e que achei por bem divulgar:

Foi inaugurado o site antigosalunos.net, destinado ao reencontro de antigas amizades dos nossos tempos de estudo ou mesmo de qualquer tipo de cursos pós-graduações ou afins. Na base de dados, encontram-se incluídos todos os tipos de instituições, desde jardins de infância até universidades. As que não se encontrarem na base de dados (instituições ou cursos), está previsto o envio facilitado, para o site, de uma info, pelo utilizador, de um mail solicitando a inclusão da instituição/curso em falta.

Sendo assim e assin sendo, incito-vos a irem espreitar e participar nesta bela ideia...

terça-feira, abril 14, 2009

Cheio de trabalho com uma tradução sobre os benefícios médicos e dietéticos do cacau e chocolate! Volto para a semana...

sexta-feira, abril 10, 2009

O paradoxo egoísta do amor

Diz-se que o amor para ser completo tem de ser partilhado. Temos que dar para receber. E nessa altura tornamo-nos exigentes e em última instância egoistas. O amor numa escala maior que a amizade, exige tempo, dedicação, atenção, carinho. Porque os amigos, tal como a família, estarão sempre lá. Sabemos que podemos estar sem ver um amigo ou um primo durante dez anos que ele continuará a ser o amigo ou primo. E o Amor? O Amor alimenta-se de dias, de toque, de constância. Ou será que não? Será que um verdadeiro Amor sobrevive às esquinas de tempo, à inclemência da distância, ao perigo da intermitência? Acho que sim. Um verdadeiro Amor, sim. Resiste até à passagem de outras pessoas pela nossa vida. Porque o nosso corpo é egoista, exige a presença física de alguém, mas o coração é ainda mais egoísta porque alimenta-se e sacia-se com uma determinada pessoa. O ser humano tem vários amores ao longo da vida. O coração engana-se algumas vezes, pensado que encontrou a pessoa certa. Depois compreende que não, chora e procura outro. Porque o ser humano não consegue abdicar do Amor uma vida inteira. Algumas vezes pode não encontrar a metade da sua laranja, a sua cara-metade, o outro corpo da sua alma. Outras descobrem tarde na vida, ainda que a tempo porque basta um dia de Amor partilhado para que uma vida sem Amor seja esquecida. Outras ainda descobrem-na quando estão comprometidas e tem então duas hipóteses: honrar os compromissos anteriores com o consolo que descobriu a sua cara-metade ou romper com os compromissos porque não se consegue ser leal à pessoa com quem se está quando o coração sabe que existe outra que o faz sentir mais completa.
Lembro muitas vezes Gabriel Garcia Marquez e o seu "El Amor en los tiempos del cólera". Ele conseguiu captar a essência de todos os paradoxos que aqui falei. Florentino e Fermina vivem um amor juvenil, febril. Dir-se-ia que tinham tido a sorte de ter encontrado o Amor ainda jovens. Mas não! As circuntâncias da vida tinham outros desígnios. Para ela o casamento com Juvenal Urbino. Um casamento de sentimentos estáveis e duradouros que resistiu 50 anos e apenas sucumbiu com a morte. Para ele inúmeras mulheres, anotadas num caderninho que matavam a fome do corpo mas não da alma. E por isso passados mais de cinco décadas, Florentino decidiu declarar o seu Amor pela segunda vez. Fermina não resistiu ao apelo que o seu coração adormeceu. E juntos comumgaram do resto dos dias e as intermináveis viagens do vapor.
Por isso já afirmei noutra ocasião a diferença entre a fidelidade e a lealdade. Por muito que se queira não se pode enganar o coração...

quinta-feira, abril 02, 2009



PS- Muito obrigado à bela menina que mostrou este divertidíssimo site...

domingo, março 29, 2009

Vi de uma assentada só a segunda temporada da série Californication! Escusado será dizer que adoro a personagem de Hank Moody (David Duchovny). Um escritor corrosivo que apesar de descair em muitas mulheres, ama incondicionalmente a mãe da sua filha e a sua filha! Aqui fica a minha cena favorita, juntamente com a carta que decidiu escrever aquela que no primeiro encontro descobriu ser a mulher da sua vida...



“dear karen,
if you’re reading this, it means i actually worked up the courage to mail it. so, good for me. you don’t know me very well but you get me started, i have a tendency to go on and on about how hard the writing is for me. but this… this is the hardest thing i’ve ever had to write. there’s no easy way to say this, so i’ll just say it.
i met someone.
it was an accident. i wasn’t looking for it. it wasn’t on the make. it was a perfect storm. she said one thing. i said another. next thing i knew, i wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. now there’s this feeling in my gut. she might be the one. she’s completely nuts… in a way that makes me smile — highly neurotic. a great deal of maintenance required.
she is you, karen.
that’s the good news. the bad is that i don’t know how to be with you right now. and it scares the shit out of me. because if i’m not with you right now, i have this feeling we’ll get lost out there. it’s a big, bad world full of twists and turns, and people have a way of blinking and missing the moment… the moment that could’ve changed everything.
i don’t know what’s going on with us, and i can’t tell you why you should waste a leap of faith on the likes of me… but, damn, you smell good — like home. and you make excellent coffee. that’s got to count for something, right?
call me.
unfaithfully yours,
hank moody.”

quinta-feira, março 26, 2009

A propósito do filme Amália que vi há dias e do qual falei aqui, decidi falar sobre algumas coisas. Amália foi provavelmente a nossa única diva. Pelo menos no que toca à música. Bonita, carismática, trágica, controversa. A sua vida foi um desfiar de momentos marcantes que a moldaram, que moldaram a sua música e que moldaram a música portuguesa do séc. XX. Mariza tem uma voz brutal, talvez mais impressionante que a de Amália. Mas tem uma alegria (indissociável da sua africanidade) que retira ao seu fado a mágoa e forla que só Amália lhe conferiu. Foram vários os mestres (compositores, autores, interprétes) de fado, mas só a grande diva trazia o fado dentro dela. As mortes, as traições, as tragédias, os desgostos são como notas do fado que foi a sua vida. E só essa vida foi retratável. Soube que alguma família e amigos não terão gostado da película. Não entendo porquê! Em nada Amália ou a família é insultada ou desrespeitada. Pelo menos comparando com qualquer outra família. E o que se ganha na descrição da sua vida é ímpar, único. Porque não foi perfeita. Errou. Muito e muitas vezes. São as vidas dos ímpios, dos pífios, dos canalhas que nos apaixonam. Ela teria sido mais feliz se a sua vida tivesse sido diferente. Mas não teria sido a fadista que foi e não nos teríamos apaixonado por aquela que foi a grande artista portuguesa do século passado...

segunda-feira, março 16, 2009

Ontem fui ver um concerto de Carlos do Carmo e a certa altura um momento arrepiante! José Carlos Ary dos Santos escreveu o poema, Fernando Tordo musicou e mestre Carlos canta. A maioria de vocês sabe que o meu coração está penhorado! Está guardado por uma bela menina. Para ela fica o texto de Ary misturado com um texto meu...

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia


Aventuras, paixões, amores... A vida trouxe-me tardes de belas mulheres, mas nunca a mais bela das tardes! Tive a certeza que eras a mulher da minha vida. Logo to disse porque a sinceridade do meu coração a minha boca não conseguia calar. Eras o alimento que o meu coração podia saciar...

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia


Em teus olhos me perdi, nos teus lábios me encontrei. Tinhas a doçura do cacau e a magia do continente mãe. Descobri que o Outono em Verão conseguias transformar. Eras a Deusa que nenhuma descrença podia abalar...

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza


Meu amor, nunca a expressão me pareceu tão certa! Foi nesse Jardim da Estrela que a mais linda Lua me deu o mais belo luar. Eras o tesouro que mais queria guardar...

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram


A primeira vez que os nossos corpos se uniram, transformaram-se num só. Compreendemos que nos amávamos até no dormir. Eras a metade da minha laranja que nunca pensei existir...

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram


Eis que os dias e as noites ganharam sentido. Como se só agora vivessemos e começassemos a amar. Eras o sopro da vida que contra tudo me permitia lutar...

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza


Mas eis que a distância me retira o sorriso. O meu coração chora por não te ver, não te sentir todos os dias. A certeza que tenho de que me fazes acreditar no amor, é a mesma certeza que a tua ausência me faz mal. Eras a certeza incerta de que nas mãos do destino sou um comum mortal...

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto


Não sei se as minhas palavras são de mel ou fel. Se soam a céu ou inferno. Sei que és quem habita o meu pensamento desde que te vi surgir. És a razão para que o meu coração tenha vontade de sorrir...

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.

Mas não duvides nunca que se me quiseres como te quero, o nosso partilhado caminho será como espero...


sexta-feira, março 13, 2009

Esta bela menina decidiu dar-me este prémio! Como todos os prémios que este blog recebeu, agradeço-o imenso e dedico-o a todos os que vêem até aqui e lêem aquilo que escrevo...

quarta-feira, março 11, 2009



Leio que três semanas depois de ter ficado com a cara assim, a Rihanna decidiu voltar para o namorado Chris Brown! A linha entre o amor e a estupidez é assim tão ténue?? Seria incapaz de fazer isto a uma mulher, quanto mais à mulher que amo. Mas também me pergunto se ele a ama...

terça-feira, março 10, 2009

Nunca escondi que adoro calor! Mas também sempre disse que a minha estação favorita é o Outono. Luís Fernando Veríssimo não concorda comigo no primeiro aspecto mas no segundo sim. Aqui fica o texto dele no Expresso de Sábado..

O Outono é a única estação civilizada. A Primavera é um descontrole glandular da Natureza. O Inverno é o preço que a gente paga para ter o Outono, e por isso está perdoado. O Verão é uma indignidade.

Eu deveria ser um par de garras serrilhadas escapulindo pelo chão de mares silenciosos, ou pelo menos um falso inglês como o Eliot. Clássicos ao pé do fogo, um vago cachorro e sherry seco contra o catarro. Um gentleman não deve suar, meu caro. As frutas têm suco, não um inglês.

Nas colónias, os nativos suavam por nós, e... É sempre assim. Quando chega o Verão começo a me imaginar em Londres, estocando meus tintos para o Inverno. Mas é claro que não aguentaria duas semanas como inglês sem começar a maldizer a humidade e a sonhar com o sol.

Mas não sou uma pessoa tropical. A minha terra preferida é o Outono em qualquer lugar. No Outono, as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de reflecti-la. É como se a Natureza, etc. (O Verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no Outono.)

Sempre digo que a praia seria um lugar óptimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo? Via-se o fundo.

Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d'água, siris, dejectos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objectos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficámos na água? Alguns anoiteceram dentro de água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, para se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas.

Como o cronista explica sua aversão ao Verão depois de tais lembranças? É que eu não gostava do Verão. Gostava de ser mais moço.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Um dos meus melhores amigos, irmão que não tive, escreveu um texto de raiva e pediu-me para publicá-lo se tivesse qualidade. Qualidade?? Toda! Porque é escrito com as emoções à flor da pele...

São Canibais d’Almas...

O sangue que corre nas ruas já cobre a pedra mais alta da calçada. Estamos no meio duma guerra social pautada pela ausência de valores. Acredito com toda a certeza que a arma deve ser a ultima ferramenta usada para resolver um conflito, e é com a mesma certeza que digo estar na altura de apontar canhões ao inimigo. Para tudo há um limite, e o meu é o ponto de ebulição da alma. Inchado de vapores, aponto arsenal a um inimigo que é meu semelhante, e frequentemente falso amigo. São pessoas, enfermas de valores ou até mesmo privadas dos mesmos, não sabem o que querem ou sequer o que fazem. São casais que se separam depois duma vida conjunta, namorados que se traem, pessoas famintas de sexo sem compromisso que se comprometem alimentando falsas paixões com múltiplos parceiros. É contra estes Canibais d’Almas que se deliciam de banquete em banquete, pejando as ruas de sangue sangrado por almas débeis e por vezes inocentes que me revolto. Parem para pensar e compreendam que do outro lado estão pessoas que respiram, sentem, e sangram como todas as demais. Ganhem espinha, e respeito pelo semelhante. Lembrem-se da Roma entregue ás putas e ébrios que culminou na queda dum império. Será pura coincidência as semelhanças com os tempos de crise que passamos?! Perdoe quem lê, o meu português rude, mas nesta guerra ganha quem mais fode. Pois que fodam, mas que se fodam sozinhos ou uns aos outros. Poupem os poucos que ainda sabem o que é viver em comunidade e que valorizam a confiança no próximo.
Atenta canibal incauto, que também tu podes ser comido sem contemplação. E mais não digo.

Gonçalo Gomes
A propósito de blogs, uma bela amiga começou este blog delicioso. Visitem e deliciem-se...

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Um dos blogs mais loucos da blogosfera e eu faço parte... Maravilha...

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Uma música fantástica...



Fui até tua casa. Subi as escadas. Abri a tua porta sem tocar à campainha. Caminhei pelo hall. Até ao teu quarto. Onde te podia cheirar. Não deveria estar lá. Sem a tua permissão. Não deveria estar lá.

Perdoas-me meu amor, se dancei no teu chuveiro? Perdoas-me meu amor, se me deitei na tua cama? Perdoas-me meu amor, se eu ficar toda a tarde?

Tirei as minhas roupas. Pus o teu robe. Percorri as tuas gavetas. E encontrei o teu perfume. Fui até ao teu cantinho. Encontrei os teus cds. E pus a tocar o Joni. Não me devo demorar. Podes estar a chegar a casa. Não me devo demorar.

Perdoas-me meu amor, se dancei no teu chuveiro? Perdoas-me meu amor, se me deitei na tua cama? Perdoas-me meu amor, se eu ficar toda a tarde?

Queimei o teu incenso. Pus a água do banho a correr. Reparei numa carta na tua secretária. Diz "Olá amor, amo-te muito amor, anda ter comigo à meia noite". Não, não era a minha letra. É melhor ir-me embora já. Não era a minha letra.

Perdoa-me meu amor, se chorei no teu chuveiro. Perdoa-me meu amor, pelo sal na tua cama. Perdoa-me meu amor, se chorei a tarde toda.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Algumas pessoas tem dito que tem saudades dos meus textos. Eu também tenho saudades de escrever, mas quando eu leio pessoas que escrevem melhor que eu, o melhor é transcrever e saborear. José Manuel dos Santos na UNICA...

Desemprego

A casa está deserta. Nela, só ele e o som muito baixo da sua respiração. Acordou cedo, à hora do costume, mas, como agora não tem para onde ir, deixa-se ficar na cama. Fecha os olhos. Tenta adormecer de novo. Não consegue. Tenta outra vez. Continua a não conseguir. Estica o corpo entre os lençóis, muda de posição, volta a enrolar-se sobre si, mas o sono não chega. Enerva-se com isso e enerva-se ainda mais com o nervosismo que isso lhe causa.
Respira fundo. Espera o sono. Deixa-se estar naquele intervalo entre a inconsciência e a consciência dela. De repente, parece que vai adormecer, mas o corpo insubordina-se, não acompanha o seu desejo, não obedece à sua vontade. Dizem que o sono em que se cai é um abismo a que se desce, fundo e negro. Neste caso, o abismo está ao contrário: é não conseguir descê-lo até ao fim, é ser forçado a subir nele, é ser empurrado para cima, até à claridade dura da vigília. Continua a esperar o sono. Tem uma perna e um braço dormentes. Procura outra posição. Faz um esforço para não pensar naquilo em que não consegue deixar de pensar. Está a pensar naquilo em que não consegue deixar de pensar. O seu pensamento é um texto com uma sintaxe adversa, em que as palavras estão fora do lugar, paralisando-se umas às outras, atropelando-se, devorando-se, tornando-se a mesma, num eco inextinguível. Texto sujeito a uma pontuação opressiva, que se não deixa dominar, que aparece quando se não quer. O seu pensamento é um texto escrito por um computador selvagem que escreve ao mesmo tempo que ele, por cima da sua escrita, contra a sua escrita.
O sono não vem. Irritado, dá voltas na cama. Volta a dar voltas na cama. Está cansado. Há meses que está cansado. Agora, que tem todo o tempo para descansar, não consegue descansar. Deita-se cansado, levanta-se cansado. Faz perguntas ao corpo e o corpo não responde. Dá-lhe ordens e ele não obedece. Foge-lhe para escapar à sua tristeza, ao seu tédio, ao seu torpor: ausenta-se, nega-se a ser corpo, revolta-se. Está cansado. Dá voltas, continua a dar voltas.
Procura um pensamento mais forte que o desvie daquele que o persegue, que o ataca, que o submete. Imagina um corpo que seja o destino do seu corpo. A mão desce do peito para a barriga, da barriga para o sexo. Pára aí. Mexe aí. Pressão da pele contra a pele, como se a mão estivesse sobre um sexo que não fosse dele. Ou como se o sexo fosse dele e a mão fosse de outra pessoa. Agita a mão: lentamente; depois, rapidamente. Não consegue. Falha. Volta a tentar: rapidamente; depois, lentamente. Procura um ponto, na linha do passado, que lhe aumente o desejo. Fixa-o. A memória do seu corpo torna esse ponto nítido. Corre até ele.
Recupera as imagens e os sons. Revive os movimentos, as paragens. Retém os silêncios, os murmúrios. Lembra a aproximação, o enlace, a permanência, o desenlace. Recorda o princípio e o fim. Agita a mão de novo, velozmente. Parece que está a conseguir. Mas há qualquer coisa que se nega. Há qualquer coisa que se sobrepõe. Fica inquieto, perturbado, assustado, ansioso. Desiste. Tem vergonha. Afasta-se do seu corpo, retribuindo-lhe a distância a que ele o pôs: repudia-o, falha-o. Põe as mãos espalmadas sobre o lençol.
Volta a tentar dormir. Insiste. Não consegue. Agita-se, dá voltas na cama. Dói-lhe tudo, está exausto, cansado do cansaço. Não quer abrir os olhos. Pensa no ontem, pensa no amanhã, mas não consegue sair do hoje. Como se, em vez de andar, marcasse passo: cansado de andar sem andar, fatigado de estar no mesmo lugar, cansado de parar sem parar. Sente que os olhos humedecem. Tem vergonha da sua inutilidade, da sua humilhação, da sua impotência. Procura no sono um esconderijo. Não consegue dormir. Dói-lhe tudo, de uma dor inteira e dividida, interior e exterior, côncava e convexa. Abre os olhos. Olha o tecto.
Num salto, levanta-se da cama. O quarto está frio e ele arrepia-se. Veste uma camisola. Dirige-se à casa de banho. Olha a sua cara no espelho. Vê a barba grisalha, suja, ainda mais grisalha e mais suja do que o cabelo. Deixou de fazer a barba. Sabe que hoje, amanhã, depois de amanhã, também a não fará. Desvia o olhar de si, da sua desistência, do seu fracasso. Dá meia-volta, vira as costas ao espelho. Aponta o sexo cansado à sanita e mija, mija muito. Ouve o som do mijo. Ouve-o - ele é o único som propício nestes dias.