Se todos somos iguais, porque tem as mulheres tanta dificuldade em escolher...
quinta-feira, outubro 11, 2007
Confesso que em tempos gostava de ver telenovelas! A minha preferida, aquela que se pudesse comprava os episódios todos à Globo, será sempre Pedra sobre Pedra. Quem não se lembra da guerra entre Murilo Pontes e Pilar Batista...
Uma novela onde as meninas suspiravam por Mauricio Mattar...
E eu entretinha-me com:
Isadora Ribeiro...
Teresa Seiblitz...
Carla Marins...
E sobretudo Luisa Tomé...
Ora bem, juntemos boa música com belas mulheres... Primeiro com o grupo Xaile! Uma loira (algarvia Marie), uma ruiva (transmontana Lília) e uma morena (açoreana Bia). Juntas cantam e encantam...
Outra proposta é Maria Isabel "Cuca" Roseta. Tem 25 anos, é uma bela fadista e dentro em pouco será uma mãe feliz. Podem ouvi-la no filme Fado de Carlos Saura ou no CD que está a ser produzido por Gustava Santaolalla (vencedor de 2 Oscars e 11 Grammies)...
quarta-feira, outubro 10, 2007
Não sei se és feitiço ou maldição... Sei que não sais da minha vida... Parece que não consigo dar um passo em frente nas relações porque não houve um fim nosso... Porque dizes que não consegues comigo ou sem mim... Porque eu não consigo viver como vivemos mas não consigo viver sem pensar o que seria se te tivesse tido verdadeiramente... Como eu queria ter-te como ele te teve... Única, completa, repleta, pronta para te perderes... Como eu queria que entrasses pela minha porta agora e me dissesses que me adoravas... Como eu ainda me lembro bem do teu cheiro, o teu sabor, a doce voz, a tua suave presença... O corpo pode andar por aqui mas o coração anda longe...
terça-feira, outubro 09, 2007
Ontem deixei um vídeo onde palavras não eram precisas... Pois bem, hoje transcrevo um texto de José Cutileiro que vinha no Expresso de Sábado. Quero que leiam e me digam o que pensam...
Viveram uma das maiores histórias de amor de que há memória. Depois de 58 anos de vida em comum, contrariaram o destino e não sobreviveram à morte um do outro.
Dorine e André Gorz, nascidos a poucos meses um do outro, ele na Áustria e ela em Inglaterra, que se tinham conhecido em Lausanne na noite de neve de 23 de Outubro de 1947 quando ele a convidara para irem dançar e desde essa noite nunca mais se tinham separado, morreram juntos na passada noite de 23 para 24 de Setembro, na sua casa no campo em Vosnon, perto de Troyes, no departamento de Aube, para onde tinham ido viver há vinte anos, quando o filósofo se reformara da sua actividade jornalística e editorial em Paris, e onde continuavam até há poucos meses - até à evolução da doença degenerativa de Dorine, complicada pelo aparecimento de um cancro - a receber amigos e peregrinos vários: jovens dirigentes políticos e sindicais, universitários preparando teses sobre os seus livros, que vinham conhecer e venerar uma das figuras mais originais da intelectualidade francesa do pós-guerra e que era, além disso, um homem encantador, a metade pública de um casal de que toda a gente gostava e cuja felicidade fazia a inveja de alguns. Na noite de 23 ele pregou na parte de fora da porta de entrada da casa, que dava sobre a relva do jardim, um papel com um recado simples: "Prevenir a polícia - Há cartas escritas". Depois subiu, deitou-se ao lado da mulher e tomaram os dois os comprimidos precisos para não tornarem a acordar. De manhã, uma vizinha amiga, inquieta por André Gorz lhe ter dito dias antes, a chorar, estar desesperado porque o sofrimento de Dorine aumentara muitíssimo, veio ver como estavam as coisas e levou à polícia o papel e as cartas para entrega a próximos do casal.
O último livro de Gorz, publicado em Setembro do ano passado, não fora como os anteriores um ensaio histórico-filosófico ou uma investigação sociológica mas uma longa carta de amor. Intitulado 'Cartas a D.. História de um amor', acabava assim: "Cada um de nós gostaria de não sobreviver à morte do outro. Temo-nos dito que se, por absurdo, tivéssemos uma segunda vida, quereríamos passá-la juntos". A um jornalista que lhe perguntara, quando o livro fora publicado, se, como Arthur Koestler (autor de 'O Zero e o Infinito') e sua mulher, ele e Dorine pensavam deixar o mundo juntos, respondera: "Falámos desse suicídio a dois quando soubemos. Mas era a história deles. Nem eu penso nisso nem ela. Dorine e eu vivemos o infinito de cada instante, sabendo que é finito, e está bem assim. Para nós o presente chega". O livro começava: "Vais fazer oitenta e dois anos. Perdeste seis centímetros de altura, só pesas quarenta e cinco quilos e continuas bela, graciosa e apetecível. Vivemos juntos há cinquenta e oito anos e amo-te mais do que nunca. Sinto outra vez no fundo do meu peito um vazio devorador que só o calor do teu corpo contra o meu pode encher".
André Gorz nascera Gerard Host (era Gerard que Dorine lhe chamava) em Viena, filho de pai judeu que se converteria ao catolicismo e de mãe católica, de família dada às letras. Quando a Alemanha nazi e a Áustria se juntaram em 1938, a mãe mandou-o para a Suíça, onde se formou em engenharia química, apátrida mas ao abrigo de "pogroms" durante os anos da guerra. Fascinado por fenomenologia e existencialismo, conhece Sartre em Lausanne em 1947 e esse encontro é capital. Em 1949 vai para Paris, escreve no 'L'Express' e vem a ser co-fundador do 'Nouvel Observateur' sob o nome de Michel Bosquet. Entretanto é responsável editorial de 'Les Temps Modernes' e pratica filosofia, aplicada a reformas revolucionárias, no caldo de cultura franco-alemão marxista e existencialista, animado também por Marcuse e outros próceres da escola de Frankfurt, a cujos efeitos deletérios poucos, além de Raymond Aron, escaparam em Paris. Gorz repudiou muito disso, interessou-se por ecologia e fez reflexões estimulantes sobre o trabalho nas sociedades pós-industriais - porventura o seu melhor legado intelectual.
Mas mais do que isto foi o amor de Gerard e Dorine, e por ele serão lembrados.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Tudo que eu possa dizer só estragará o filme... Deliciem-se...
quinta-feira, outubro 04, 2007
Pronto, pronto, não batam mais no ceguinho... Cá me encontram! Ao vivo, a cores e aberto a toda a gente... Salvo seja! Vem ai fim de semana comprido e é ver-me num casamento amanhã em Coimbra e a seguir a apreciar os prazeres da vida por Aveiro e Mira... Já dizia o outro "They may take our lives but they will never take our freedom!"
PS- Confesso que esta música me apela "lacrimalmente"...
quarta-feira, outubro 03, 2007
Ora cá estou eu para me explicar... Quando escrevemos na blogosfera estamos sujeitos a elogios e críticas, defesas e ataques, deferências e insultos. Tento ir levando as coisas com calma! No meu outro mundo, normalmente falo de coisas mais mundanas, em que a minha opinião é apenas mais uma. E se não concordam com ela, respeito e eventualmente defendo a minha. Ora aqui neste Diário, eu dou opiniões sobre algumas coisas, mas sobretudo exponho-me. Exponho a minha maneira de ser, de pensar, de agir, enfim, de viver. E quando, como há uns dias, tenho de levar com insultos gratuitos, cansa-me um bocado. Se é para dar uma opinião, que a fundamentem com algo mais do que ser do contra. Então quando me dão o lugar de destaque na crítica num blog, acho que é uma notoriedade que não procuro e que não me traz nada de novo... Ao contrário do que dizem, não vim para a blogosfera para conhecer pessoas e muito menos "comer gajas". Vim porque a necessidade de escrever, encontrou aqui abrigo. E que me critiquem a escrita, tudo bem. Criticar como pessoa, quando só me conhecem as palavras, acho ridículo. Vai daí, penso se não será tempo de tornar este blog (não tanto o outro), num blog privado! Bem sei que vai um pouco contra o conceito alargado da blogosfera, mas também é verdade que a blogosfera deveria ter um código de respeito que nem sempre é respeitado. Este espaço é meu, mas é também vosso. E nunca seria capaz de o tornar privado sem perguntar o que pensam... Assim sendo, que pensam?
segunda-feira, outubro 01, 2007
Este blog irá sofrer uma ligeira alteração.. Mas amanhã ou quarta digo qual é...
- Nomear 5 bloggers (não exclusivamente do sexo oposto) que, pelas razões mais diversas, imaginem ser bons na cama. - Expliquem, em traços gerais, o que é, para vocês, a definição de "bom na cama". Se quiserem desenvolver e explicar as vossas escolhas, parece-nos bem. - Deixar um comentário no blog dessa pessoa para que saiba que foi nomeada. O ideal será escreverem: "Acho que és bom/ boa na cama. Desafio-te no meu blog...", mas poderão ser mais comedidos.
Primeiro, não nomeio cinco, quero que toda a gente responda a isto porque tem piada...
Segundo, para mim ser "bom na cama", é dar prazer no nosso prazer na busca do prazer comum. Isto até parece um lugar comum, logo eu que fui que acusado de só escrever lugares comuns! Mas acho que é a explicação mais simples...
Por último, não deixarei nenhum comment no blog das outras pessoas, até porque fui acusado de querer comer tudo que fosse mulher blogger...:D
Obrigado, Inês por este prémio que muito me orgulha... Considerem-se todos nomeados... Aqui estão as condições..
CONDIÇÕES ORIGINAIS Prémio Blog Solidário: "Existen muchos premios y galardones con prestigio y solera a lo largo del planeta que se otorgan a personas que hayan resaltado por alguna técnica o actividad. Siguiendo la moda de los premios blogger en la blogosfera, he tenido la idea de hacer uno dedicado a los blogs que destacan o han destacado en alguna ocasión por su solidaridad con los demás, tanto a nivel general como individual. Creo que se merecen una especial distinción y debemos demostrarles nuestro agradecimiento y cariño en este mundo en el que corre mucho egoísmo e indiferencia. Además, gracias a estos blogs solidarios podemos promocionar una vez más la blogosfera. Las condiciones para otorgarlo son las siguientes: 1º Escribir un post mostrando el PREMIO y citar el nombre del blog que te lo regala y enlazarlo al post que te nombra. (De esta manera se podrá seguir la cadena). 2º Elegir un mínimo de 7 blogs que creas que se han destacado alguna vez por ayudar, apoyar y compartir. Poner sus nombres y los enlaces a ellos. (Avisarles). 3º Opcional. Exhibir el PREMIO con orgullo en tu blog haciendo enlace al post que escribes sobre él y lo otorgas a otros.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Pediram-me para falar de tentações (por uma bela Folha de Outono) e de escolhas (por uma bela Blue Mayfly). Decidi juntar os dois temas porque na minha opinião um se liga ao outro. Falo primeiro sobre tentações. Creio que foi Oscar Wilde que disse que a única forma de escapar a uma tentação é ceder-lhe. Tendo a concordar. Há uma curiosidade intrínseca ao ser humano que nos faz ter tentações. Algo que poderá ser prejudicial ou não, mas que tem um lado ligeiramente ou não proibido. Ora então qual é a linha divisória do que devemos ceder ou não? Aqui entra o segundo tema, as escolhas. é o lado racional que tem de imperar no nosso julgamento das tentações. Se é uma tentação inofensiva (como um chocolate, um bolo, um luxo), a minha opinião é que se deve ceder. É viver a vida com os prazeres que ela traz. Agora se a tentação engloba uma outra pessoa isso já é diferente. Apesar de defender que cada um deve procurar a sua felicidade, deve ter em conta quando mexe com sentimentos de outra pessoa. A tentação de, por exemplo, estar com uma pessoa que desejamos tem de ser avaliada. Não concordo quando temos uma relação, quando ela tem uma relação, quando há um engano. Ou seja, não concordo quando a tentação se transforma em capricho...
quarta-feira, setembro 26, 2007
Nunca pensei que um simples post meu fizesse tanta gente aparecer a dar palpites... Pessoas que nunca tinham comentado no meu blog apareceram com os mais estranhos fetiches. Alguns tive mesmo que apagar porque eram pura e simplesmente parvos... A pista que vos dou e fará com que cheguem lá é esta...
terça-feira, setembro 25, 2007
Pronto já posso casar... Não, não é que tenha namorada... Apenas por cumpri o único fetiche que tinha... Qual é? Isso agora...:)
sábado, setembro 22, 2007
Já que fiz o primeiro aviso, mas o Tiago pediu-me para deixar aqui o segundo...
Boas, houve uma alteraçao na data e local do lançamento do meu livro Versos Nus. Agora é: Lisboa, 29 de Setembro - 16.00 - Magnolia Caffé (Praça de Londres) www.tiagonene.pt.vu
sexta-feira, setembro 21, 2007
A música Será do Pedro Abrunhosa é uma das minhas músicas de eleição. Não tanto pela interpretação nem pela melodia mas mesmo pela força da letra. Já confessei noutro local que um dos receios que tenho numa relação é a impotência de lutar contra o fim. Por exemplo, a morte da pessoa que gosto é uma ideia terrível mas se ela estivesse em coma era ainda mais aterrador. O sentimento de estar nas mãos do destino pode ser cruel. Sobretudo se estamos a falar da pessoa que amamos. A palavra "será" é brutalmente real e ambigua. Quase sempre designa dois ou mais caminhos, e há sempre um caminho melhor que o outro. Ou menos difícil... Proponho-vos um exercício... Carreguem no play, fechem os olhos e imaginem que é a/o vossa/vosso companheira/companheiro que está para partir... No fim, abram os olhos e aproveitem a vida ao máximo.. É o que faço todos os dias...
quinta-feira, setembro 20, 2007
Ontem tive um daqueles dias em que nada corre bem... E que ainda por cima parece que toda a gente pega comigo. E que falo chinês e as pessoas não me compreendem. É quando fico realmente mau! Dizem que é quando fico melhor na cama, mas olhem nem isso pude comprovar. Fui para a cama mas foi dormir... Hoje é outro dia...
quarta-feira, setembro 19, 2007
Hoje tirou tudo o dia para me chatear...
Quem quiser que perceba...
terça-feira, setembro 18, 2007
Inacreditável... Fez dia 15 de Setembro, um ano que comecei este blog... Garanto-vos que não pensei que já fosse há tanto tempo... Comecei um pouco rebelde... Estava zangado com as relações... E eis que me encontro um pouco na mesma passado um ano... Tantas mulheres depois... Não sei... Não sei se é fado ou destino, ou se a vida é mesmo assim... Vocês foram acompanhando estas minhas confissões neste Diário virtual... Tenho defeitos e qualidades... Foram conhecendo algumas... Precisava deste espaço para falar mais sobre mim... Sentimentos, emoções, relações, ralações... Aqui vos disse que tava farto de namoros, aqui disse que namorava... Incrivel... A vida de um homem... Despojada de medos ou segredos... Continuarei a partilhar convosco... Espero que gostem... Obrigado a todas e a todos...
segunda-feira, setembro 17, 2007
Quando um post como este me faz sorrir tanto, tenho de o mostrar a todos vocês... Belo post, como a autora...
sexta-feira, setembro 14, 2007
Entre um amigo e uma mulher, escolho o amigo. Explico-me. Algumas vezes na vida fui confrontado com a situação de um amigo estar interessado na mesma mulher que eu. Em todas as ocasiões, preferi saltar fora. Por várias razões. Primeiro, uma amizade verdadeira dura normalmente mais que qualquer amor. Porque se rege por normas diferentes, porque está menos sujeita a sentimentos tão erosivos (como paixão, ciúme, etc.)). Segundo, a vida dá muitas voltas e é sempre possível que eu e a menina em questão nos encontramos noutro cruzamento da vida. Sim, porque se é verdade que enquanto namorar com o amigo ela é apenas amiga, quando deixar de o ser pode perfeitamente ser algo mais. Ter namorado com um amigo não lhe arranca nenhum bocado... Esta conversa lembra-me também outra situação. Já aqui falei o quanto é importante que os amigos gostem da namorada. Porque amigos e namorada duas faces do quadrado dos sentimentos (sendo a família e nós próprios as outras duas). Ora, um dia destes estava com um dos meus melhores e mais antigos amigos. Estava ele a dizer-me que tinha encontrado a minha ex-namorada na noite anterior. Ela estava sóbria e não estava a fazer nada de errado (sendo que era livre de o fazer), mas ele disse-lhe a ela que se a visse com outro me iria dizer. Porque eu é que sou o amigo, não ela. Não sei como é com as mulheres, mas de facto enquanto amigos, os homens tem este código de conduta. é preciso algum tempo para que a namorada ou namorado de um amigo ou amiga se torne de facto uma amiga ou amigo. Porque não haja dúvidas, apesar de se dizer que somos insensíveis ou frios, nos fins de relações estamos lá para apoiar qualquer amigo. E não nos coibimos de dizer mal da pessoa para que o nosso amigo se sinta bem. Amigo é amigo! É óbvio que há casos, e tenho a sorte de ter alguns, em que a ex-namorada é de tal forma integrada no grupo que não se toma partidos. Mas para isso é preciso também que a relação acabe bem... Seja como for, e voltando ao princípio, quando me vejo num triângulo amoroso com um amigo, salto fora e espero que eles se entendam...
quinta-feira, setembro 13, 2007
Foi-me pedido que divulgasse um livro. Isso faço sempre com prazer... Então é assim:
No próximo dia 29 de Setembro, pelas 19.30, no Onda Jazz, em Lisboa, (www.ondajazz.com), vai ter lugar o lançamento do meu livro, Versos Nus A poesia deste livro está carregada de influências literárias estrangeiras, tais como Allen GInsberg, Uberto Stabile ou Charles Bukowski.
O escritor chama-se Tiago Nené e podem ver a página dele aqui. Eu não poderei ir a Lisboa nesse dia, mas quem for que me diga como correu...
quarta-feira, setembro 12, 2007
Sou sincero, não gosto muito deste tipo de desafios... Gosto mais do que desafiam a minha escrita! Porém, atendendo aos pedidos desta menina e desta menina, digo que:
1º - Dia mais triste da minha vida : Quando entendi que o Mundo não é perfeito... 2º - Dia mais feliz: Quando entendi que o Mundo não precisa de ser perfeito para ser lindo... 3º - Manias: Tentar alegrar quem está triste. 4º - Filme preferido: Tantos... Fico-me pelo Crash... 5º - Poeta da minha eleição: Não gosto muito de poesia, mas Pablo Neruda. 6º - Comida preferida: dependo do país, ou seja, cozido à portuguesa, picanha, lasanha, etc... 7º - Sou... sincero. 8º - Viagem de sonho: a próxima... Aquela que me levar a descobrir-me cada vez mais... 9º - Gosto.. da vida, com tudo de bom e mau que ela traz...
Não passo a ninguém, quem quiser que responda. Hoje estou rebelde...
Rebel Rebel David Bowie
segunda-feira, setembro 10, 2007
Tenho que vos agradecer pelos temas fantásticos... Podem continuar a dar ideias... Vou anotar e serão feitos textos para todos...
sábado, setembro 08, 2007
Normalmente nos desafios, eu daria o tema e vocês dariam o texto... Inverto as regras... Deem o tema para pequenas estórias, eu farei o texto... Apetece-me escrever...
sexta-feira, setembro 07, 2007
Já em Fevereiro tinha posto esta música... Estou a precisar de um tempo sozinho. Não se preocupem que está tudo bem!:) Apenas cansa ter o coração sempre a reagir. Quero dedicar-me a coisas mais tranquilas. Como a cultura, as viagens, a escrita. Por falar nisso, amanhã haverá desafio...
nunca soube escrever poesia... É um handicap meu... Só escrevi um poema em condições e porque a motivação era a melhor de todas... Creio que isto acontece porque para mim o poema deve rimar... Mas agora vejo poemas que não rimam... E isso para mim é prosa cortada... Assim sendo prefiro escrever versos a poemas...
"Fourteen, fifteen, my body claims, but in thirteen, my heart remains..."
Quem perceber isto, olha.. é bruxo...:D
sábado, setembro 01, 2007
Esta música, cujo original pode ser visto aqui, foi criada por Violeta Parra e imortalizada pela alegria da Elis Regina. No entanto decidi por aqui a versão cantada por Mercedes Sosa, por ser a de melhor qualidade sonora e porque acho que é a voz que mais se encaixa na melodia... Seja como for esta passou a ser umas das minhas músicas... Gracias a la vida...
Aqui está a segunda parte do desafio... Para quem não viu amanhã ponho o texto todo aqui... Espero que gostem...
quinta-feira, agosto 30, 2007
Fiz há poucos meses o teste do HIV. Não que tivesse corrido riscos , mas para eliminar incertezas. Recebi o resultado negativo calmamente. Mas imaginei se assim não fosse. O imaginar de quando tinha sido, de quem tinha sido, o avisar de todas as pessoas com que tivesse tido relações depois disso. A angústia e sensação de culpa deve ser esmagadora. Dei por mim a imaginar, mas muitas pessoas debatem-se com esta realidade.
terça-feira, agosto 28, 2007
Ora bem, há umas semanas esta bela menina desafiou-me. Havia o pressuposto de ser uma estória moderna de Pedro e Leonor e uma das variantes era que ambos fossem casados e tivessem um caso extra-conjugal. Estive uns dias sem inspiração. Confesso que alterei ligeiramente as coisas. Não usei nomes. Pode ser Pedro e Leonor como qualquer um de nós. Fi-lo porque na minha mente a personagem era eu. Chega de falatório. Vão até aqui e leiam a primeira parte do texto... Óptima escolha de música por parte da autora do blog...
segunda-feira, agosto 27, 2007
Gosto muito da versão original, mas este senhor consegue sempre dar o seu cunho pessoal...
sábado, agosto 25, 2007
Não é a mais alegre das músicas, mas é belíssima e sempre fui uma das minhas favoritas... Ouçam-na, deixem-se enredar pela melodia, deixem-se enfeitiçar pelas palavras, levantem-se e dancem sozinhos... Como um fogo...
It's a fire Portishead
It's a fire These dreams they pass me by This salvation I desire Keeps getting me down
Cos we need to Recognise mistakes For time and again
So let it be known for what we believe in I can see no reason for it to fail
Cos this life is a farce I can't breathe through this mask Like a fool So breathe on, sister breathe on
From this oneself Testify or tell It's fooling us now
So let it be known for what we believe in I can see no reason for it to fail
Cos this life is a farce I can't breathe through this mask Like a fool So breathe on, little sister, breathe on Ohh so breathe on, little sister, like a fool
sexta-feira, agosto 24, 2007
Gosto muito de curtas metragens. Penso que se escrevesse para cinema, seria para este tipo rápido de película. Ao ver o filme que aqui deixei ontem,lembrei-me de um episódio que estava já esquecido. Algumas pessoas já conhecem mas será uma novidade para a maioria.
Há uns três anos, estava a fazer os exames para a carreira diplomática. Esses exames obrigavam-me a ir a Lisboa várias vezes. Numadas provas (inglês e francês) fui carregado com vários dicionários. O meu Alfa, fiquei íntimo deste meio de transporte, parou como de costume na estação do Oriente. Normalmente eu ficava numa Residencial (Midi, para ser mais exacto) que fica ali no Campo Grande. Ora para lá chegar precisava apanhar o Metro. Para quem conhece o metro lisboeta, a linha vermelha sai do Oriente até à Alameda, onde depois se tem de trocar para a linha verde. Entrei então no Oriente e no banco à minha frente, um lugar desviado à esquerda, sentou-se uma bela jovem. Logo que o metro arrancou, o nosso olhar fixou-se um no outro e um sorriso aflorou os nossos lábios. Na estação seguinte, Cabo Ruivo para quem não sabe, duas senhoras mais idosas sentaram-se nos lugares disponíveis, ou seja, os dois lugares na diagonal onde estavamaos. Enquanto estabeleciamos um diálogo de olhares, as duas senhoras encetaram uma conversa menos silenciosa. Foi um desfiar do rosário de doenças e maleitas que cada uma tinha. Ao longo da viagem contra a vontade de rir perante tão improvável discurso. Finalmente chegamos à Alameda, já cúmplices. Mas eis que seguiamos para destinos contrários, se não me engano Telheiras e Cais dos Sodré. Vimo-nos em lados opostos da plataforma do Metro. Fiz um último sorriso como cumprimento à bela menina e eis que ela me indica o caminho das escadas. Subi a custo com todo o peso do saco e dos dicionários. Encontramo-nos a meio do caminho. Olhei os seus lábios de onde saiu a pergunta: - De onde és? - Do norte - respondi. - Pena!- dito isto, deu-me um beijo nos lábios e virou-se. Com as coisas todas a impedir-me de correr, só tive tempo para perguntar: - Como te chamas? - Sofia. - foi a resposta antes de embarcar para o metro...
Nunca mais soube nada dela. Serviu-me este episódio para saber que a vida é feita de encontros e desencontros. Já encontrei e perdi várias pessoas. Apenas quero que seja sempre por culpa do destino que as perco e não por cobardia minha...
quinta-feira, agosto 23, 2007
Vejam e comentem... Amanha conto uma estória...
quarta-feira, agosto 22, 2007
Fui vaguear por esse país fora. Encontrei a minha escrita. Trouxe belas recordações. Agora, é tempo para mim. Para me encontrar e para encontrar o meu caminho...
domingo, agosto 19, 2007
Nunca esta música teve um significado tão amargamente verdadeiro... É o cansaço de quem pede que o reconquistem. Poderá vir alguém que me ganhe, mas queria ter já uma SafiRa...
Sozinho Caetano Veloso
Às vezes, no silêncio da noite Eu fico imaginando nós dois Eu fico ali sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois por que você me deixa tão solto? por que você não cola em mim? Tô me sentindo muito sozinho! Não sou nem quero ser o seu dono É que um carinho às vezes cai bem Eu tenho meus segredos e planos secretos só abro pra você mais ninguém por que você me esquece e some? e se eu me interessar por alguém? e se ela, de repente, me ganha? Quando a gente gosta é claro que a gente cuida fala que me ama só que é da boca pra fora ou você me engana ou não está madura onde está você agora? Quando a gente gosta é claro que a gente cuida fala que me ama só que é da boca pra fora ou você me engana ou não está madura onde está você agora?
Disse ácido, hoje digo dividido... Porque sim... Porque é possivel corpo e mente estarem esparsos... Se o coração está seguro do que sente, o resto tem de continuar a viver... O romantico, o carinhoso, o fofo tem de ser conquistado. Mas ele só se deixa conquistar por quem quer... Terão aqui as duas versões de mim mesmo. O fofo demonstrará saudade e tristeza. O outro, o que chamo de cabrão, estará com o sorriso e a marotice de sempre. Assim é a complexidade do ser humano, assim é mesmo o mais simples dos homens...
sexta-feira, agosto 17, 2007
Depois de Cuba é tempo de regressar ao blog... E logo com uma novidade... O meu coração está em pausa por isso é capaz de haver alguma acidez nas palavras... Ou seja, o cabrão está com ascendente sobre o fofo...
Há dias ouvi algo que tenho de concordar: "Podemos foder com uma mulher, podemos fazer sexo com uma mulher, podemos fazer amor com uma mulher. Quando fazemos tudo isto com a mesma mulher, encontramos a alma gémea porque satisfazemos corpo, mente e alma..."
quinta-feira, agosto 16, 2007
Finalmente os vídeos de Cuba...
A nossa praia de Cuba...
Um charuto para o Guiness
Uma festa em Cuba...
O Paolo (canadiano) a dizer: Está murcho o chouriço, ou estás forte do chouriço! Está para baixo ou está para cima...Putas Caralho!! (que fique registado que nenhum dos portugueses presentes ensinou nada disto)...
terça-feira, agosto 14, 2007
Prometi fotos.... Cumpro agora... Ficam a faltar os vídeos...
No aeroporto de Lisboa! A cara de felicidade espelhava para onde ia!!!
Estes maravilhosos mojitos que me acompanharam a todas as horas!
O livro que me acompanhou em férias: Casa Quieta de Rodrigo G. Carvalho! Bela surpresa!
Um pé neste horizonte fabuloso...
Sentia o peso de Cuba por cima de mim...
Não parece mas são 3 metros de profundidade! Onde fizemos snorkling...
A praia de Cayo Blanco! Ainda mais incrível...
A ponte mais alta de Cuba...
Havana vista ao longe....
Maior que Cristo? Só em Havana...
Uma das inúmeras homenagens a Che...
Edifício de homenagem a José Martí (poeta da revolução)...
O tal de Capitólio...
O berço dos Daiquiris (La Floridita)...
Bebendo com o meu amigo Papa Hemingway...
Esta foto foi pedida pela menina Covinhas...
A Igreja de São Francisco (fica bem por o padroeiro)...
A estação de comboios em Havana...
Os comboios em Havana (acreditem que eles andam)...
A senhora a enrolá-los! Para depois a malta fumá-los...
O grupo: Adam (canadiano nascido no Dubai), Pedro (cubano de rir a viver em Espanha), Charbel (canadiano nascido no Líbano), Danias (companheiro de viagem), eu, Paolo e esposa (canadianos-italianos) em cima; Félix (chefe dos animadores) e Yoel (animador) em baixo...
O Félix ficou a saber qual o melhor clube de futebol...
A isto eu chamo uma festa....
No auge da loucura da última noite...
Aeroporto de Varadero! A pensar se quero ir-me embora...
domingo, agosto 12, 2007
Cheguei e parto amanhã para Mira. Não quis no entanto partir sem deixar o relato da minha visita. Farei também um post com as fotos mas hoje é impossivel porque tenho um problema com a máquina...Ficam assim aqui as "Notas de Cuba"...
Quis a minha inocência que ao perguntarem-me na alfândega qual era a minha profissãom eu tenha respondido Técnico de Relações Internacionais. Essa é de facto a minha profissão mas mal acabei de o proferir compreendi que estava a fazer asneira. A guarda da imigração levantou logo os olhos e seguiram-se 10-15 minutos de perguntas: se era a primeira vez que estava em Cuba, onde trabalhava em Portugal, em que consistia o meu trabalho, se trabalhava apenas no meu país, com quem vinha a Cuba, com que propósito, durante quanto tempo, se algumas vez tinha trabalhado na América do Sul, etc. Nem há dez minutos esava em solo cubano e tive o meu primeiro interrogatório. Tudo se resolveu a bem porque o meu trabalho nada tem de político e venho a Cuba em férias. Porém comecei a pensar que deveria ter respondido voleibolista...
O calor em cuba chega aos 35 graus.É abafado, impede de respirar. Depois de um voo de oito horas (que desespero), chegou a vez de aproveitar oito dias de férias. O hotel tem muito boas condições, ou seja, uma piscina enorme e um mar azul.
À noite o primeito contacto com este continente. A animação do hotel presenteia-nos todas as noites com um show de música e dança. Músicas de toda a América, desde o tango argentino, o samba brasileiro, as flautas andinas e a salsa e rumba. Um festim para os ouvidos e a constatação que os cubanos dançam que se fartam...
O jet lag afectou-me ligeiramente o sono, o que fez com que estivesse uma hora acordado a meio da noite. Serviu para relembrar a viagem e o que ficou em Portugal.
De manhã, um pequeno almoço gigante com panquecas, pão e sumo de frutas. De seguida, ida para a piscina. Uma água muito quente e um sol maravilhoso. Hoje é dia de não fazer nada.. À tarde um salto à praia. O azul límpido do mar é o mais bonito que já vi. A temperatura da água satisfaz o mais exigente dos humanos. Um senão, é muito salgada. Mas também não estou aqui para bebê-la...
As notícias vão chegando a espaços. Ouço que há novidades no caso McCann mas pelos vistos nada de definitivo. Falarei disto um dia destes. Recebo também ecos de que caiu uma ponte nos EUA há uns dias. Pois bem, para quem muitas vezes teima que só em Portugal se passam algumas coisas, pelos vistos noutros países também...
Ontem foi dia de saída. Fomos até um bar ao ar livre, repleto de gente. Primeiro deram músicas universais que estou um pouco farto de ouvir, depois puseram algumas músicas cubanas com arranjos mais mexidos e finalmente umas músicas mais antigas (anos 80 e 90), que deu para lembrar as primeiras saídas à noite. Por falar nisso, as mulheres cubanas. Fui avisado (até pela minha mãe) que elas são atrevidas, sobretudo com os turistas. Não vejo isso! Vejo que as cubanas gostam muito da matreirice e calor dos cubanos. Nem dão importância aos turistas. é engraçado estar algo aparte e observar isto. Se eu tivesse feito esta viagem para ter algo seria uma coisa, mas assim é diferente. Apesar de ter sido abordado aqui, já fui muito mais assediado em Portugal. As cubanas transpiram sensualidade, mas é com os cubanos. Vi mais sexo numa dança entre cubanos que em muitos actos propriamente ditos. No entanto, os turistas não parecem interessar. Sendo assim, é bom estar do lado tranquilo. Até porque gosto de seduzir, não engatar. Por isso, observo...
Aquilo que disse das cubanas aplica-se às turistas. Vi mulheres de várias nacionalidades a deixarem-se levar por cubanos (mesmo que feios) por serem cubanos. Não tenho que condenar ninguém, mas ainda bem que não me atiro a tudo que mexe, que não perco uma certa compostura. Mesmo bêbado...
Escrevo agora que chego de Havana. Foi uma manhã e uma tarde a visitar uma cidade que precisa de muitos mais dias para se conhecer. Decidimos partir de táxi de Varadero, e revelou-se uma opção acertada porque os sinais que indicam as estradas rareiam. Cheios de sono da noite anterior fomo-nos deixando levar na auto-estrada (que permite que peões e bicicletas a utilizem, e que em termos de piso se assemelha a uma nossa Estrada Nacional). Fizemos uma pequena paragem naquela que é a ponte mais alta de Cuba e seguimos caminho. O percurso demorou mais porque apesar dos limites de velocidade serem os normais, os polícias não tem radares. Ora o que acontece é que os taxistas reduzem para velocidades tartaruguescas para não correr riscos. Entramos em Havana por uma estrada secundária e desde logo vimos uma nova realidade. Alguns bairros de casas pré-fabricadas e escolas que, nas palavras de um dos canadianos que nos acompanhava, se assemelhavam a celeiros. Ainda à distância, estivemos no local onde lado a lado está o museu de Che Guevara e uma estátua de Cristo. Em seguida fomos a uma loja de charutos onde está o charuto mais comprido do mundo (com direito a lugar no Guiness). Pensamos em comprar charutos mas eram muito caros. O nosso taxista-guia logo nos informou que se quisessemos falaria com um amigo que arranjaria mais baratos. Arrancamos para o coração da Havana, entrando pela Havana Moderna. Aqui há muitos edifícios novos (hóteis e centros comerciais) e os velhos palacetes estão ocupados por coisas tão diferentes como uma multinacional ou uma barbearia. Paramos um pouco em frente ao monumento que homenageia o poeta da revolução José Marti. Um edifício enorme em frente a uma praça descomunal. Do outro lado, um edifício com mais uma homenagem a Che. Tiradas as fotos, seguimos para o Capitólio. Construido à imagem do de Washington, consegue supera-lo em altura. É uma recordação do tempo de Batista, o anterior ditador que tinha o apoio do governo norte-americano. Ao fundo das escadarias da entrada, dezenas de cubanos vendem de tudo: comida, bebida, fotos, indicações, mapas, etc. É-nos dito que são pessoas que nao querem trabalhar e se limitam a viver dos turistas. Decidimos não entrar e seguimos para a Floridita, o bar onde Hemingway tomava os seus daiquiris. Sem nada no estomago, os daiquiris começam a fazer o seu efeito. É já bem animados que vamos ter com o amigo do taxista. Ora, ele é Juan! Nem mais nem menos que outro guia, que fala inglês perfeitamente e que para além dos charutos nos apresenta a possibilidade de conhecer Havana Vieja. Depois de nos revelar que gosta muito do Figo, prometo-lhe a camisola dele que trago na mochila. Em troca queremos uma visita inesquecível. Com este guia só poderia ser assim. Juan leva-nos numa carroça de cavalos aberta, em que podemos ver tudo. A primeira paragem é a casa do último Governador Espanhol. Por esta altura, as pilhas da minha máquina estavam nas últimas e tive que seleccionar o que queria fotografar. Parámos perto da Igreja de São Francisco para comprar água. Apercebo-me então de uma diferença entre Havana e Varadero. Se onde está o hotel as cubanas pouco se interessam nos turistas, aqui na capital elas comem-nos com os olhos. Se por acaso olhamos alguma, o seu olhar irá seguir-nos até irmos embora. Entretanto, Juan vai discorrendo sobre a má situação dos cubanos, sobre as doze primas que tem e que se quiseremos vão ter conosco, sobre a sorte que tem apesar de tudo, etc. Leva-nos agora num passeio mais comprido em que passados por algumas igrejas em que os santos não tem cabeça, pela estação de comboios (velhíssimos), por outro bar onde bebemos mais uns daiquiris... Finalmente chegamos a uma das lojas de charutos mais conhecidas. Em plena loja, diz em inglês que aquilo era uma exploração e diz para comprar-nos só um charuto. Com ele já estamos por tudo e fazemos o que diz no meio de gargalhadas. Explica que nos levará a casa de uma amiga para comprarmos. Em tom de sussurro diz que mandará o condutor da carroça embora porque é um informador ("chibo") do Governo. Seguimos então a pé para o meio de um bairro velho de Havana. Apesar de sermos quatro, apesar de um dos canadianos ser jogador de rugby, se isto não corresse bem, acabávamos todos numa valeta. Apercebemo-nos desta situação mas mantivemos a calma. Chegamos à casa da amiga (de seu nome Amália) e sentamo-nos nos sofás da sala, mesmo ao lado da cozinha. Ora, peço-vos que imaginem a cena. Dois portugueses e dois canadianos sentados numa sala de estar cubana a beber café Cubita e à espera de mercadoria não muito lícita. Juan explica-nos que Amália trabalha na fábrica de charutos e que por dia pode trazer cinco charutos (ou uma caixa da vinte e cinco no fim da semana) para fumar em casa. Aquele bairro é toso habitado por pessoas que trabalham na fábrica por isso consegue-se arranjar o que queremos. Um dos canadianos, o nosso especialista na transacção, tem uma loja de charutos no Canadá. Ele pega no charuto comprado na loja e num à sorte da caixa contrefacta. Cortamos um pouco dos dois e dão-me a cheirar (sou o especialista em cheiros). Confirmo que são iguais. Ao olhar-mos as folhas (porque um charuto verdadeiro é feito com apenas uma folha), vemos que são feitos da mesma forma. Falta apenas a prova do sabor. O charuto novo passa tão bem a prova que até dizemos que é melhor que o outro. Este facto explica-se facilmente uma vez que é mais fresco. Sem nada no estômago a não ser álcool e a fumar um charuto, o nosso especialista canadiano confessa-nos que está tão tonto que não se consegue levantar. Começamo-nos todos a rir e pedimos café extra. Chegar a parte de escolhermos a marca e tipo que queremos levar. Sendo que só se pode levar o máximo de 50 charutos para fora de Cuba, eles levam seis caixas (de 25) entre os três e eu levo uma dos meus favoritos: Romeo e Giullieta do tipo Churchill. Para quem não sabe sabe dos mais finos e compridos, favoritos do antido primeiro ministro inglês. As caixas que queremos levar variam entre os 250 e os 350 dólares ou pesos convertíveis cada uma. Levamos as sete por 700 pesos convertíveis. Que negócio! Além do dinheiro, deixamos canetas, amostras de perfumes, as minhas outras camisolas de futebol, um ou dois pólos, escovas dos dentes, etc. Juan agradece e diz que dará a um padre porque é a melhor pessoa para as distribuir. Perguntamos-lhe se é católico e ele diz que cada vez mais porque só assim se aguenta. A casa onde estavamos era pobre, com pessoas sempre a entrar e a sair, um velho à porta numa cadeira de baloiço (a fazer lembrar uma personagem do Kusturica) e um gato com um olho cego. Parecia um cenário de um filme de gangsters e podia ter corrido muito mal, mas acabamos por sair de lá com um óptimo negócio e imensa simpatia por todos. O nosso táxi já estava à porta e despedimo-nos de Juan com um abraço e a camisola do Figo. Os seus olhos brilhavam. Fomos comer algo ao fim da tarde. Era a primeira coisa que metiamos à boca que não álcool. O bife não era nada de especial mas serviu para os canadianos meterem conversa com as empregadas cubanas. A viagem de regresso foi louca. Já de noite, imaginamos como seria de nos tivéssemos metido à aventura de alugar um carro. Acabariamos na valeta como os 14 carros que vimos empenados. Com a agravante que é proibido aos cubanos dar boleia a turistas.
Hoje na discoteca uma cubana pensou que eu era cubano. O moreno da pele e o espanhol na língua devem te-la confundido. Ah, para que conste ela foi embora logo a seguir. Apenas queria cigarros...
Último dia completo neste belo paraíso. Sinto já alguma nostalgia. Deu para matar as saudades de jogar volei com os animadores e outros hóspedes. No fim, um choque e o joelho quase cedeu. Preferi para porque a minha época só começa em Setembro.
Apesar das dores no joelho, a última noite era para ser aproveitada. Grande festa no El Castellito. Depois acabei na praia do hotel a fazer conversa com uma cubana enquanto a amiga dela estava entretida com um dos canadianos. Serviu para ouvir estórias de uma nativa, como por exemplo que ninguém é desempregado em Cuba. Só se quiser. O Governo oferece emprego ou dá 90 pesos convertiveis para ir tirar outro curso. Por outro lado, o Governo não demite ninguém. Pode mudar-lhe o emprego mas não o demite. Depois do amigo e da amiga resolveram os "assuntos", é tempo de dormir.
O dia da verdadeira despedida. Hora de balanços. Primeiro o mau. Há muita pobreza, demasiada. Os médicos são tão mal pagos que as pessoas levam presentes às consultas (que diferença para a Europa). O Governo cubano dá um litro de leito por dia às crianças até aos 7 anos, mas depois é tão caro que ninguém bebe. Os cubanos não são permitidos nos hóteis e os nossos animadores tinham de nos pedir coisas para comer e beber. Os cubanos não podem sair do país, mesmo uma filha de seis anos visitar o pai que está emigrado há 5 anos. Os nossos animadores tiveram que dormir um ou dois dias na praia, porque saíram conosco, quiseram voltar conosco e o hotel não permite que funcionários possam dormir lá. Os cubanos não podem estar a falar com turistas à noite na rua nem dar-lhes boleia. Podia continuar mas não me apetece. Quero falar de coisas boas. Como o mar maravilhoso, o clima fantástico mas sobretudo as pessoas. Esta gente fantástica que apesar de todos os problemas tem uma generosidade enorme. A alegria com que vivem, dançam, cantam, encantam é inenarrável. Não há palavras suficiente para os elogiar. Quem pede uma informação pode ser a certeza que um cubano fará tudo para o ajudar.
Voltarei a Cuba, mas só depois de Fidel morrer. Porque não consigo ver novamente certas coisas...
PS- Já depois de voltar a Portugal, soube que uma bela cubana que conhecemos no hotel (empregada de mesa) foi presa porque foi apanhada pela policia com o nosso amigo canadiano. Não estavam a fazer nada de mais mas assim é Cuba no seu pior...
quinta-feira, agosto 02, 2007
Meus amigos, vim aqui despedir-me antes de partir... Levo-vos nos meus olhos para que comigo vejam esse belo país que é Cuba... E como fui acusado de ter um blog narcisista, dou-vos uma semana de descanso de mim...
Beijo às meninas e abraços aos meninos...
terça-feira, julho 31, 2007
Hoje sinto-me Mariachi............:D
Cancion Del Mariachi Los Lobos
Soy un hombre muy honrado, Que me gusta lo mejor Las mujeres no me faltan, Ni el dinero, ni el amor
Jineteando en mi caballo Por la sierra yo me voy Las estrellas y la luna Ellas me dicen donde voy
Ay, ay, ay, ay, Ay, ay mi amor Ay, mi morena, De mi corazon
Me gusta tocar guitarra Me gusta cantar el sol Un mariachi me acompana Cuando canto mi cancion
Me gusta tomar mis copas Aguardiente es lo mejor Tambien el tequila blanco Con su sal le da sabor
Ay, ay, ay, ay Ay, ay mi amor Ay mi morena, De mi corazon
Me gusta tocar guitarra Me gusta cantar el sol Mariachi me acompaña Cuando canto mi canción
Me gusta tomar mis copas Aguardiente es lo mejor Tambien el tequila blanco Con su sal le da sabor
Ay, ay, ay , ay Ay, ay mi amor Ay, mi morena De mi corazon
Ay, ay, ay, ay Ay, ay mi amor Ay mi morena, De mi corazon
domingo, julho 29, 2007
Há dias chamaram-me sedutor. Não só no sentido amoroso mas também como diplomata. De facto, a sedução faz parte de mim. Não sendo mentiroso, gosto de cortejar as pessoas (mulheres e homens) de forma desprendida. Quando namoro, procuro seduzir a mulher que gosto, todos os dias e de forma diferente. Se não namoro, procuro sempre ser atencioso para as meninas. Não tenho o objectivo "donjuanesco" de dormir com todas as mulheres com quem falo. Não! Ser sedutor não implica querer ter sexo com tudo o que mexe. Significa mostrar o bom e o mau, o sensível e o duro, o bem humorado e o sério, o humilde e o auto-confiante, o lado feminino e o masculino. Talvez na própria escrita do blog eu pratique a sedução. Quem me conhece sabe que é assim que sou na realidade. E não sei é defeito ou qualidade, mas enquanto eu for sincero, de nada me podeis acusar. Agora de facto sinto uma coisa: gosto muito de ser o príncipe galante mas dá-me muito gozo ser também o Lobo Mau...
Primeiro pediram-me para dissertar sobre a banana! Ora a banana não é dos meus frutos favoritos. Isto porque desenvolvi um grande afecto pela minha e não me parece correcto andar a comer as outras. Vai daí, apenas recorro a outras bananas como fonte de potássio, que para quem não sabe é uma boa forma de ajudar às caimbras. Um desportista tem de ter em atenção a sua condição física por isso a ela recorro. A maneira como gosto mais dela é frita como acompanhamento de uma picanha...
Depois, pediram-me 7 coisas/factos sobre mim:
1- Sou Filho não perfeito mas dedicado. Se não o fosse não estaria aqui...
2- Sou Sagitário com defeitos e qualidades inerentes. Não acho que os astros definam a nossa vida mas que há certas caracteristicas semelhantes a quem nasceu no mesmo periodo.
3- Sou Amante, mais do que namorado ou amigo colorido. É nessa condição que as pessoas mais gostam de mim.
4- Sou Amigo, sem nunca esquecer um/a amigo/a. A quem chamo amigo sabe que pode contar sempre comigo.
5- Sou Portista, talvez porque seja do Norte, talvez porque goste da cor azul ou talvez porque não gosto de ser da maioria.
6- Sou um Homem com defeitos: teimoso, orgulhoso, com auto-estima indestrutivel e explosivo quando me picam ou picam pessoas que gosto.
7- Sou um Ser Humano com qualidades: bem humorado, extrovertido, maroto e pacífico.
Pronto acho que ja esta. Considere-se nomeado qualquer pessoa que ler isto...:D
sexta-feira, julho 27, 2007
A minha mãe faz hoje anos! A minha prenda para ela é este texto... Quem me visse a escreve-lo hoje de manhã no comboio, veria uma Madalena a chorar (valham os óculos de sol a tapar os olhos). Não é o meu texto mais bem escrito, mas é com certeza um dos que tem mais amor inserido...
Minha querida mãe,
mais ninguém te pode chamar assim com toda a propriedade, nem eu o poderei chamar a mais alguém com toda a verdade. Poderia usar da imaginação para tentar saber como foi a tua vida até ao meu nascimento, mas prefiro falar do que sei e isso são vinte e cinco anos de todos os bons sentimentos do mundo. Mãe, irmã, amiga, confidente, companheira, tudo isto na mesma pessoa. Foram muitos bons momentos, foram alguns maus momentos, mas foram sempre momentos em que te sabia lá. Não apenas a meu lado, mas à minha frente a proteger-me, atrás de mim a apoiar-me e comigo nos braços a acarinhar-me… Sei não ser o filho perfeito. Mas por tua causa procuro sê-lo todos os dias. Quantas vezes pedi interiormente um irmão para que me ajudasse a fazer-te feliz. Por não o ter, tentei sempre cometer o menor número de erros para não te desgostar. Enquanto crescia tentei que, mesmo sendo filho único, o egoísmo não se apoderasse de mim, mas fazer tudo pelos outros como me ensinaste e personificaste… E tentando nunca aborrecer-te com os meus problemas, desenvolvi uma independência que por vezes parece desinteresse. Nada disso. Se não falo contigo todos os dias, é justamente porque estás sempre comigo e sei que quando preciso posso voltar ao teu ninho. Ensinaste-me a ter asas e voar. Por isso voei para longe. Mas porque sempre soube que quando necessito, tenho a tua asa protectora… E quantas vezes sofro por ti. Não esquecerei nunca o dia em que fui internado pela segunda vez e que tive de me fazer de forte porque vi os teus olhos marejarem. Não esquecerei o dia em que te vi no hospital, depois da operação, e quase comecei a chorar por te ver indefesa. Sim, porque me habituei a ver-te forte. A enfrentar o mundo com um sorriso. Espero ter herdado isso de ti. Essa coragem e determinação que faz com que “os anos por ti não passem”. Nem eu quero que passem. Quero que sejas eterna. Porque não sei como é a vida sem ti. Não sei se saberei viver sem a tua presença… Sei que ainda tenho de te dar muita coisa. Dar-te uma nora com quem partilhes o teu humor, um neto com quem partilhes a tua doçura… Não te posso prometer quando te darei tudo isto, mas sei que entretanto te darei o meu amor incondicional. Estarei sempre aqui à distância de um chamamento. Diz-se que não escolhem filhos ou pais, mas eu sei que não ganharei a lotaria, porque já a ganhei há vinte e cinco anos quando o destino fez de ti a minha querida mãe…
Ora a resposta é que, na próxima quinta, este vosso servo da escrita partirá para uma bela viagem a Cuba... Quem me dera ainda ir a tempo para ouvir estes senhores...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, julho 26, 2007
Pergunto-vos o que tem em comum estas seguintes coisas...
terça-feira, julho 24, 2007
Pedacinho da crónica de Luis Filipe Borges na revista Tabu de Sábado sobre as namoradas dos amigos:
Homem digno desse nome não se deixa tentar. A namorada do amigos é intocável. Mesmo que seja uma vaca. Situação que não a torna menos sagrada. Como as vacas na India. Um dos rituais mais importantes de uma relação é o momento em que se apresenta a namorada aos amigos. Todo um processo de ratificação. Os amigos jão cá estavam e vão permanecer. A namorada, quando apresentada, é para ficar. Essa é a intenção do apaixonado. Conheceu uma miúda com quem se sente preparado para tentar a felicidade. E tal é impossivel sem integrá-la totalmente na sua vida. Os amigos, quais sacerdotes do rito, devem tacitamente dar o seu aval, acolhê-la, fazê-la sentir-se em casa. E, já agora, passar a melhor imagem possível do homem que ela escolheu (sim, porque são sempre as mulheres que nos escolhem..)
Nem mais...
domingo, julho 22, 2007
Aqui nunca tive medo de mostrar a minha loucura, nem a minha fraqueza... Este filme, esta música sempre me fizeram chorar e sempre farão. Não o escondo! Assim sou eu...
sábado, julho 21, 2007
Não gosto muito do Oriente em termos de mulheres, mas pela Bipasha até abria uma excepção...:D
sexta-feira, julho 20, 2007
Ora, o Xano disse que eu daria um bom wingman! Logo me lembrei desta cena em que Maverick e Goose fazem uma estranha serenata.
Ora, agora com a música original, quero afirmar que nunca, mas nunca, quero perder o meu "Loving Feeling"...:D
You've lost that loving feeling The Righteous Brothers
You never close your eyes any more When I kiss your lips And there's no tenderness like before In your fingertips You're trying hard not to show it baby But baby, baby I know it
You've lost that loving feeling Oh, that loving feeling You've lost that loving feeling Now it's gone, gone, gone Whoa-oh
Now there's no tenderness In your eyes when I reach for you And girl you're starting to criticize little things I do It makes me just feel like crying baby 'Cause baby, something beautiful's dying
You've lost that loving feeling Oh that loving feeling Bring back that loving feeling Now it's gone gone gone And I can't go on No-oh-oh
Baby baby I get down on my knees for you If you would only love me like you used to do We had a love A love a love you don't find every day So don't...don't...don't let it slip away
Bring back that loving feeling Oh, that loving feeling Bring back that loving feeling Now it's gone...gone...gone... And I can't go on... No-oh-oh...
quinta-feira, julho 19, 2007
Um texto que só um Francisco renovado poderia escrever...
O fim era certo... Pedi-te um último abraço e envolvi-te em mim. Sabia bem ver que encaixamos na perfeição. A tua cabeça encostou-se no colo do meu pescoço e beijei-te a nuca. Apertei-te com força para tentar que nos uníssemos num corpo só. Decidimos que ainda não era tempo de uma despedida. Deitamo-nos lado a lado na cama e falamos sobre o que seria de nós. Um último beijo, pediste-me. Inclinaste a cabeça para mim e senti a tua boca fundir-se com a minha. Imediatamente soubemos que a nossa noite não ficaria por ali. Havia um mundo de sensações a relembrar. Passaste para cima de mim e começaste a despir-me. Querias ser tu a comandar. Querias ser tu a absorver todos os centímetros do meu corpo. Querias levar uma recordação que ficasse. A minha roupa foi despida por ti e beijaste o meu corpo. As minhas cicatrizes, o meu peito. Perguntaste se podias e eu disse que nunca precisaste de pedir... Mas hoje não era noite para isso. Querias que eu estivesse dentro de ti o mais rápido possível. Querias saber o que eu te fazia sentir. Deitei-te de costas. Tirei-te a roupa com a fome de quem vê um corpo que deseja. Beijei-te o pescoço, os lábios, os seios, a barriga. Paraste-me com as mãos. Tu querias mesmo... Busquei aquilo que é necessário, tacteando enquanto não largava a tua boca! As minhas mãos esculpiam o teu corpo, percorrendo as tuas linhas e fazendo-te vibrar como se fosses um instrumento sensível ao toque. Finalmente tornamo-nos um só... Devagar, suave, tranquilo. Como se a fome de muitos dias fosse saciada com pequenos doces. Queria percorrer-te toda e por isso busquei o mais profundo do teu ser. Sentia as tuas unhas a arranhar-me as costas, os teus suspiros deleitar-me os ouvidos, o meu nome gritado num sussurro! Em alguma altura da minha viagem ao mais escondido de ti, encontrei teu coração, porque acabámos a fazer amor...
quarta-feira, julho 18, 2007
Não se sabe se é um fim... Não se sabe se já começou de facto... Não se sabe se temos de voar... Não se sabe se devemos ter os pés na terra... Não se sabe se sou anjo... Não se sabe se sou quem chama por ele...
Gabriel Lamb
I can fly But I want his wings I can shine even in the darkness But I crave the light that he brings Revel in the songs that he sings My angel gabriel
I can love But I need his heart I am strong even on my own But from him I never want to part Hes been there since the very start My angel gabriel My angel gabriel
Bless the day he came to be Angels wings carried him to me Heavenly I can fly But I want his wings I can shine even in the darkness But I crave the light that he brings Revel in the songs that he sings My angel gabriel My angel gabriel My angel gabriel
PS- Adoro esta música...
terça-feira, julho 17, 2007
As pessoas mais próximas sabem que quando escrevo uma estória sobre a relação, quer dizer que ela terminou... Não escreverei sobre esta relação... Porque ainda não acabou...
She Elvis Costello
O sorriso voltou, mas é um sorriso muito mais enigmático...
segunda-feira, julho 16, 2007
Peço desculpa pela ausência! Muito obrigado a todas pelas belas palavras. De facto, na sexta feira a minha relação acabou. Não sei se bem, se mal, se por um dia, se para sempre, se por vontade dela, se por vontade dos dois... Não sei! Não me importa. Se gosto dela, claro que sim. Se a relação se poderia manter assim, não. Uma pessoa que gostei, gosto e sempre gostarei muito (e que irá reconhecer-se nestas palavras) ensinou-me que quando se gosta devemos ser 100%. Que se lixe, ser sempre 70%, temos de ter altos e baixos, amar e odiar, discutir e fazer as pazer, dizer "Não te quero ver mais!" e "Quero ficar contigo para sempre!". O meu post sobre o elogio crítico ao amor era tudo isto! Era querer mais, exigir mais. Ela pode dar mais mas ainda não consegue. Bem sei que tem razões para isso! Quero entender, quero estar tranquilo esperando que o destino seja favorável. O meu sorriso ainda anda arredio. Mas estou mais calmo... Aprendi que nesta vida devemos lutar num certo grau, depois o que tiver de ser, será...
Não sei se verás este post, mas como sempre descobri a música perfeita...
Eu sei Papas da Língua
Eu sei, tudo pode acontecer Eu sei, nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus, você aqui comigo Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
Não sei porque você disse adeus Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus, você aqui comigo Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
You say good-bye, and I say hello You say good-bye, and I say hello
Não sei porque você disse adeus Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus, você aqui comigo Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
You say good-bye, and I say hello You say good-bye, and I say hello
sexta-feira, julho 13, 2007
Voltarei quando o meu sorriso voltar... Deixo-vos com a minha ária favorita e aquela que faz rolar as lágrimas no meu rosto...
Il Principe Nessun dorma!... Nessun dorma!... Tu pure, o Principessa, nella tua fredda stanza guardi le stelle che tremano d'amore e di speranza! Ma il mio mistero è chiuso in me, il nome mio nessun saprà! No, no, sulla tua bocca lo dirò, quando la luce splenderà! Ed il mio bacio scoglierà il silenzio che ti fa mia!
Coro donne Il nome suo nessun saprà... E noi dovrem ahimè, morir, morir!...
Il Principe Dilegua, o notte! tramontate, stelle! Tramontate, stelle! All'alba vincerò! Vincerò! Vincerò!
"Nessun dorma" is an aria from the final act of Giacomo Puccini's opera Turandot. The aria, whose title translates from Italian as "Let no one sleep", follows the proclamation by the Princess Turandot that no one shall sleep: they shall all spend the night attempting to find out the name of the unknown prince, Calaf, who has set the challenge. Calaf sings, indicating his certainty that their effort will be in vain.
quinta-feira, julho 12, 2007
AS- A todas as pessoas que me consideram uma pessoa ponderada, não leiam o texto que se segue...
Elogio crítico ao amor
Sou diferente. Não sei ser de outra forma. Não tenho feitio de ficar agarrado ao passado ou ao que já foi. Amei, amo e sempre amarei as mulheres a quem disse "Amo-te". No entanto, no dia em que as relações acabaram, não houve volta atrás. Não houve sensação de perda. Elas farão sempre parte de mim. Nenhuma mulher que me surge no caminho, padece pelas minhas relações passadas. Pelo contrário procuro sempre melhorar e amadurecer para que ser um amante cada vez melhor. Se tenho facilidade em dizer que já fui para a cama com várias mulheres, também a tenho para dizer que só amei duas. Não as amei no dia em que as conheci. E nem nos dias seguintes. O amor e a paixão são sentimentos que evoluem com a relação. Quero amar mais todos os dias. Quero reapaixonar-me todos os dias. Quero dentro das minhas qualidades e defeitos ser eu mesmo. Quero seguir as palavras de Ricardo Reis: Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Não escondo que por vezes sou excessivo ou comedido, mas quero sempre ser eu. E não me quero habituar ou adaptar a ter menos do que desejo. Se vejo uma mulher a dizer que adorava ter um homem romântico, mas depois quanto o tem, a preferir um que a despreza, insurjo-me. Praguejo. Resmungo. Não há lógica. Nenhuma mulher ama um homem que ignora. Prefere continuar a amar um que a ignora e não dá valor. E isso, amigas e amigos, não é ser complicada, é não querer poder ser feliz. Sei que houve alturas na minha vida que fui egoísta. Que apenas quis diversão. Mas nunca o escondi. Avisei sempre as pessoas que não queria apaixonar-me e que isso não iria acontecer. Mas a minha natureza é de gostar, é de amar, é de viver apaixonado. Se depois sofro, isso é escolha minha. Tenho um coração que se habituou a encontrar na beleza da vida, as forças para amar sempre e todos os dias. Só não me peçam para amar menos. Podem pedir a um homem que ame mais, espicaçar o seu romantismo, mas não lhe peçam o contrário porque acabam por perde-lo. Ao suspirar por um homem que vos parece mais forte porque insensivel, perderão um que enfrentará o mundo por amor a vocês. Esse amor que é crescente, que não se explica, que faz oferecer flores, que solta a veia do poeta, que faz dizer amor em vez do nome da pessoa. Amar não é deixar de estar sozinho, é estar feliz com alguém. É o eu e o tu transformado em nós. É querer foder, fazer sexo e fazer amor com a mesma pessoa! Todos os dias. Várias vezes ao dia. É perder-se num beijo. É sentir uma estranha falta na ausência. É dormir tranquilo acompanhado e não conseguir dormir sossegado sem a pessoa que se ama. O amor é belo, quando nos deixamos perder. Quando não pensamos no que foi e no que será, mas no que é. E no que não é. É tudo que se explica e tudo que não se entende. Tudo o que se sente sem saber porquê. O amor não é só certezas, mas também as dúvidas e inseguranças. É a tranquilidade de amarmos e a incerteza de sermos amados. É amar com toda a força, para que saibam que podem fazer o mesmo. É mergulhar sem saber se há água só porque acreditamos que sim. Acima de tudo amor é indolor. A falta dele é que dói. Não deixem de amar, nem de ser amados. Não pensem, reajam. Não se escondam, ofereçam o corpo às balas. Não se calem, exijam o Mundo. Façam que as pessoas acreditem na sinceridade dos vossos sentimentos. Tudo o resto é incontrolável. Tudo o resto é um feitiço que nos enleva, um fascínio que nos inebria, um bem que nos salva...
Precisava desabafar tudo isto. Se fui mais duro para com as mulheres é porque amei e fui amado, traí e fui traído, mas nem por um momento desisti de colocar o meu coração nas mãos da pessoa que me conquistou!
quarta-feira, julho 11, 2007
Palavras de Bruna Lombardi à revista Tabu de sábado, que comentei no meu Mundo:
As relações, como as amizades, são uma lotaria, uma questão de sorte. e um trabalho também! Nenhuma relação vem pronta. Não existe a mulher ou homem ideal, nem sei o que isso será. Nunca se trata da busca de uma perfeição, mas de um melhor uso daquilo que a gente tem: o humor, o amor, o jardim, a comida, o tentar não perder o momento. O resto é um dia de cada vez....
A propósito da descoberta deste novo blog, tenho de confessar que acho fantástico que um casal partilhe um blog. Num tempo que se diz que a comunicação entre duas pessoas é difícil, porque há o trabalho, os filhos, o cansaço, o stress, acho inovador que duas pessoas partilhem os gostos, as brincadeiras, os mimos com o resto do mundo. Bem sei que seria pedir demais, mas acho que até as pequenas crises deveriam ser partilhadas. Porque todos nós poderiamos "assistir" aos arrufos e às reconciliações... Seja como for gosto e admiro...
terça-feira, julho 10, 2007
Hoje tou sem ideias...
segunda-feira, julho 09, 2007
Adoro ser surpreendido! Já só as coisas boas o fazem, não porque seja pessimista mas porque já me habituei ao pior. Na sexta feira, não pude ir ver o concerto de Mariza, Gilberto e Morelenbaum a Aveiro! A minha menina foi. E surpreendeu-me...Ou melhor, fascinou-me...
Depois de cozinhar, lavar a roupa à mão, chegou a vez de passar a ferro... Estou cada vez mais um dono de casa. E com orgulho... E já que estamos nesta maré de igualdade, porque raio é que os produtos para homem são mais intensos que os femininos? Por exemplo, o desodorizante. Os de homem costumam ser fortíssimos e com cheiros, perdoem a franqueza, enjoativos. Prefiro um deo mais suave, e um perfume mais de "gajo"...
sexta-feira, julho 06, 2007
Post incompreensível...
Foi muito, mas ainda assim soube a pouco...
quinta-feira, julho 05, 2007
Há filmes simples! E que na sua simplicidade nos dizem muito. Elizabethtown foi um filme que passou à margem em Portugal, apesar da realização e argumento serem de Cameron Crowe, a produção de Tom Cruise, as interpretações seguras de Orlando Bloom, Kirsten Dunst e Susan Sarandon... O filme trata genericamente uma viagem, mas revela-se como uma bela lição sobre a relação entre um filho e um pai, e a relação de um homem com o amor. Quando perdemos algo ou alguém (um familiar, um amor terminado, um emprego) tendemos a considerarmo-nos um fracasso. E passamos a ter medo de arriscar! Ora, no amor por exemplo, isso é um erro tremendo. Como se diz no filme Have the courage to fail big and stick around. Make them wonder why you're still smiling. That's true greatness to me (Tem a coragem de falhar em grande e ficar por cá. Fa-los imaginar porque continuas a sorrir. Isso é a verdadeira grandeza para mim.). Não podemos ter medo de falhar e por isso arriscar menos. Temos de ter a coragem de dizer I can't imagine a world without you! Mesmo que depois a relação acabe, temos de saber que fizemos tudo. Porque só assim podemos dizer que vivemos...
"I'll miss your lips and everything attach to them"